Thomaz Bellucci, nº 1 do Brasil e 31º do Ranking da ATP, vem sendo criticado duramente por suas últimas apresentações.
As pessoas falam que ele não tem mostrado raça e simpatia nos jogos.
Bom, o que eu acho de tudo isso...
Primeiro, queria deixar uma frase do Meligeni em uma entrevista pro nosso blog para que todos pensem a respeito:
Em 1.000 anos de tênis nunca tínhamos chegado perto de vencer um Grand Slam no masculino, só porque ele (Guga) venceu, as pessoas agora pensam que outro vai vencer em qualquer momento.
Então, muita calma nessa hora...
Mesmo achando a saraivada de críticas injusta, resolvi levantar alguns dados sobre o ano do Bellucci e depois, compará-lo com o do nº 33 do mundo, o espanhol Guillermo Garcia Lopez, que é um pouco mais velho (27 x 22) e tem um pouco mais de experiência no circuito ( 8 anos x 5 anos) e que também ganhou um ATP 250 esse ano, para que tenhamos uma idéia da força dos dois em jogos contra adversários mais fortes...
Bellucci, no ano, conquistou 35 vitórias contra 10 derrotas em jogos contra adversários abaixo do 30º lugar no Ranking Mundial. Em contrapartida, foram apenas 4 vitórias e 15 derrotas contra adversários acima da 30º colocação na ATP.
Isso mostra que Bellucci vem dominando a maioria dos jogos contra adversários mais fracos e tem sido dominado contra adversários mais fortes.
Em Santiago, no ATP 250, disputado em fevereiro, Bellucci derrotou 2 adversários (Fernando Gonzalez, 11 do mundo e Juan Monaco, 29 do mundo) resultado: o brasileiro conquistou seu 2º ATP na carreira.
Comparando Bellucci com Garcia Lopez, nota-se que o espanhol foi bem melhor contra adversários mais bem ranqueados (7 vitórias e 9 derrotas) e pior contra adversários piores ranqueados (25 vitórias e 13 derrotas).
Isso demonstra que em números absolutos, os dois estão bem próximos (cada um ganhou um ATP 250), Bellucci tem 38 vitórias contra 32 de Lopez e 24 derrotas contra 22 de Lopez), nos Grand Slams, Lopez fez 110 pontos ( melhor resultado: 2ª rodada do US Open e de Roland Garros) e chegou as 4ªs de final do Masters 1000 de Shanghai, já Bellucci, nos Masters 1000 chegou duas vezes as oitavas de final (Roma e Miami), em compensação fez 360 pontos nos Grand Slams.
Isso tudo mostra que Bellucci tem muito mais tênis do que os resultados apresentam. Muitas vezes, a chave “abre” (derrotas do top 5) e mesmo assim, Bellucci desperdiça chances (como aconteceu no US Open, na derrota para Kevin Anderson).
Se ele conseguir ter mais consistência nos jogos, jogar melhor contra os top 30, ele tem tudo, e mais um pouco, para chegar no top 20, para mim, até com certa facilidade.
Esse cara precisa de HUMILDADE!!!!!!!!!!!!!
ResponderExcluirEssa é a chave para o sucesso!
Valeu!
Parabéns,
ResponderExcluirBelo texto.
Abs,
Gustavo Loio