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sábado, 29 de outubro de 2011

MLB | St. Louis está em festa!

Após 5 anos, o St. Louis Cardinals chegou à World Series e, mais uma vez, chegou ao título ao derrotar o Texas Rangers por 4 jogos a 3. Foi a primeira vez desde 2002 que a grande final da MLB chegou à sétima partida para que o campeão fosse conhecido (naquele ano, o então Anaheim Angels reverteu a vantagem de 3 jogos a 2 que o San Francisco Giants construiu e venceu a World Series). Ontem, no Busch Stadium em St. Louis, o jogo decisivo não foi tão emocionante quanto o jogo 6 (talvez um dos melhores jogos da história da pós-temporada e que merece um post à parte, que pretendemos escrever em breve...), mas também foi uma partida com mudanças no placar e alternativas para ambos os times.

Chris Carpenter arremessa no começo do jogo 7 da World Series
Como esperado após as chuvas em St. Louis que adiaram o jogo 6 de quarta para a última quinta-feira, Chris Carpenter foi para o montinho pelos Cardinals mesmo com apenas 3 dias de descanso. E o começo do jogo levou a crer que isso seria um fator contra Carpenter, uma vez que logo na primeira entrada, o ataque dos Rangers produziu 2 corridas, anotadas por Elvis Andrus e Josh Hamilton com apenas um eliminado em campo. Entretanto, isso foi o máximo que o time do Texas conseguiu durante toda a partida, já que Carpenter não cedeu mais nenhuma corrida nas 5 entradas seguintes, conseguindo 5 strikeouts.

O ataque dos Cardinals não deixou barato e, logo na parte de baixo da primeira entrada, também anotou 2 corridas contra o calouro Matt Harrison, arremessador dos Rangers. As corridas foram impulsionadas por meio de uma rebatida dupla do terceira-base David Freese (o herói do jogo 6), que impulsionou Albert Pujols e Lance Berkman para o home plate. Na terceira entrada, o outfielder Allen Craig bateu um homerun contra Harrison e deu a vantagem para os Cardinals no placar. O jogo, entretanto, foi decidido na quinta entrada, quando os Cardinals anotaram 2 corridas sem conseguir uma única rebatida na entrada! Sim, é verdade: Scott Feldman (que substituiu Harrison na entrada) e C.J. Wilson (que substituiu Feldman), através de walks cedidos e bolas jogadas nos adversários, "impulsionaram" o ataque dos Cardinals. Em Texas, muitos torcedores e jornalistas provavelmente estavam questionado o por quê do manager Ron Washington não ter colocado o arremessador Derek Holland desde o começo da partida, uma vez que Holland havia dominado o ataque dos Cardinals no jogo 4 e estava disponível para começar o jogo.

St. Louis Cardinals comemoram o 11º título da WS em sua história
Depois disso, os Cardinals não foram mais ameaçados na partida e, após um flyout de David Murphy (defendido por Craig, fechando a 9ª entrada), a vitória por 6 a 2 estava garantida e a festa estava pronta para o 11º título da World Series na história da franquia. Com muita justiça, Freese foi eleito o MVP (jogador mais valioso) da World Series, tornando-se apenas o sexto jogador da história da MLB a receber o prêmio de MVP da final de Liga e da World Series no mesmo ano. Além disso, as 21 corridas impulsionadas por Freese durante a pós-temporada de 2011 iguala o recorde histórico de todos os tempos.  Esse foi o segundo título de WS para o primeira-base Albert Pujols, que a partir de hoje, é o agente livre mais assediado da MLB. Mas, se depender dos torcedores dos Cardinals, Pujols não sairá de St. Louis tão cedo: a frase "If you sign him, we will come" (numa clara referência ao filme "Campo dos Sonhos"), escrita em um dos vários cartazes vistos no meio da torcida dos Cardinals, deixa claro o que a torcida quer. Mas, por enquanto, apenas há tempo para comemoração em St. Louis.

Essa foi, sem dúvida, uma das melhores temporadas da MLB de todos os tempos, com grandes momentos, como o último dia da temporada regular (no qual os favoritos Boston Red Sox e Atlanta Braves foram eliminados e os azarões Tampa Bay Rays e St. Louis Cardinals conseguiram classificações via Wild Card que pareciam impossíveis antes do início de setembro), os duelos de arremessadores nas Divisional Series, a potência dos ataques nas finais de Liga e as performances de Pujols e Freese nos jogos 3 e 6, respectivamente. E que venha logo a temporada 2012!


E algumas notícias para começar o período intertemporadas...


- John Lackey, arremessador do Boston Red Sox, submeteu-se à famosa cirurgia Tommy John no cotovelo direito e certamente perderá toda a temporada 2012. Talvez essa lesão explique seu desempenho pífio durante toda a temporada de 2011: apenas 12 vitórias em 28 jogos e um ERA (média de corridas sofridas a cada 9 entradas) de 6,41, o pior da história para um arremessador da MLB que começou, no mínimo, 25 partidas. É o segundo arremessor do Red Sox que se submete à Tommy John em apenas 1 ano, já que Daisuke Matsuzaka já havia se submetido à mesma cirurgia no começo de 2011.

- Theo Epstein, ex-General Manager dos Red Sox, assumiu o comando das operações no Chicago Cubs, com a difícil tarefa de levar o time ao título da World Series pela primeira vez desde 1908 (a maior "seca" da história das grandes ligas norte-americanas). Epstein, entretanto, pretende fazer um trabalho parecido com o que fez em Boston, priorizando a formação de jogadores nas Minor Leagues para formar um time competitivo por anos. Mas, antes disso, Epstein tem problemas mais urgentes, como discutir a renovação de contrato do terceira-base Aramis Ramírez.

domingo, 23 de outubro de 2011

MLB | O jogo que entrou para a história da World Series

Ontem, 22 de outubro de 2011, foi um dia que entrou para a história da Major League Baseball. Não apenas pelas 16 corridas anotadas pelo St. Louis Cardinals, um recorde da franquia na pós-temporada e que determinou sua vitória no jogo 3 da World Series (abrindo 2 jogos a 1 contra o Texas Rangers), mas principalmente pela performance de Albert Pujols, primeira base dos Cardinals e considerado por muitos o melhor jogador da MLB na atualidade.

Albert Pujols bate seu terceiro HR no jogo 3 da World Series
Em pleno Rangers Ballpark em Arlington, Texas, Pujols igualou o recorde da MLB de homeruns em uma partida de World Series: foram simplesmente TRÊS bolas que foram parar do outro lado do muro na partida de ontem, igualando a marca de Babe Ruth (que conseguiu o feito em 1926 e 1928) e do "Mr. October", Reggie Jackson (1977). Mas depois de ontem, o técnico de rebatedores dos Cardinals, o ex-jogador Mark McGwire afirmou após a partida que Pujols é o novo "Mr. October". Além dos 3 HRs anotados, Pujols conseguiu 5 rebatidas em 6 oportunidades no bastão, além de impulsionar 6 corridas (igualando o recorde da World Series de RBI de um jogador numa única partida).
Vale observar que, antes do jogo de ontem, Pujols não havia conseguido nenhuma rebatida nos dois primeiros jogos da WS contra os Rangers (0-7 no bastão) e tinha apenas 3 rebatidas se contarmos também a World Series de 2006, vencida pelos Cardinals. Para se ter uma idéia da importância do recorde de Pujols, Tom Verducci (colunista da renomada revista norte-americana Sports Illustrated) comparou o feito de ontem com o famoso discurso de Abraham Lincoln em Gettsburg e com o lendário show do guitarrista Jimi Hendrix no festival de Woodstock: segundo Verducci, "as performances de suas vidas". 


Yorvit Torrealba é vítima de um dos 3 erros defensivos de seu time
Fato é que o grande momento da carreira de Pujols (até o momento, pelo menos...) ajudou os Cardinals a abrirem uma vantagem para o time do Texas que pode ser irreversível se o time de St. Louis vencer o jogo 4, que será hoje à noite. Mais do que vencer hoje, os Rangers têm que superar o peso psicológico da derrota de ontem, não apenas pelas 16 corridas sofridas, mas pelos erros defensivos (foram 3 erros ontem, incluindo um arremesso errado do primeira-base Mike Napoli que o catcher Yorvit Torrealba não conseguiu segurar, dando 2 corridas de graça para os Cardinals e prolongando uma 4ª entrada desastrosa, na qual os Rangers sofreram 4 corridas e não conseguiram se recuperar mais) e pela péssima partida de seu bullpen, que havia cedido apenas 6 corridas durante toda a pós-temporada. Isso até ontem, quando tomou 11 corridas (sendo 10 merecidas) em apenas 5,1 entradas. Independentemente de quem ganhar a World Series neste ano, a grande noite de Albert Pujols não será esquecida. Mas, se os Cardinals vencerem a WS, a noite de ontem se tornará mais especial ainda.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

MLB | Definida a final da Liga Americana

Ontem tivemos o quinto, e último, jogo da segunda semifinal da Liga Americana entre Detroit Tigers e New York Yankees, no novo Yankee Stadium. O Texas Rangers já estava classificado para a final da Liga Americana (venceu a série contra o Tampa Bay Rays por 3 jogos a 1 na primeira semifinal) e apenas aguardava a definição de seu adversário. E o que se viu ontem foi uma partida tensa, emocionante, e decidida por detalhes, do começo ao fim.


Delmon Young percorre as bases após seu HR
O começo da partida foi incrível para os Tigers, que conseguiram dois homeruns consecutivos (Don Kelly e Delmon Young) logo na primeira entrada contra o arremessador calouro Iván Nova, que apesar das 2 corridas cedidas no começo, fez uma boa segunda entrada, antes de ser tirado do jogo pelo manager dos Yankees, Joe Girardi. (Nova teria uma pequena lesão no cotovelo do braço direito, com o qual arremessa as bolas.) Na 5ª entrada, o ataque dos Tigers conseguiu mais uma corrida, com uma rebatida simples de Victor Martínez que impulsionou Austin Jackson para o home plate, dando a seu time a liderança no placar por 3 a 0. O curioso é que quem estava no montinho pelos Yankees neste momento era C.C. Sabathia, que fez um jogo 3 muito ruim e que ontem veio do bullpen, e não fez um bom trabalho. Do lado dos Tigers, Doug Fister manteve o time de Detroit na liderança, arremessando em 5 entradas e cedendo apenas uma corrida (um HR para Robinson Canó nesta mesma 5ª entrada), com 2 walks e 4 eliminações por strikeout.


Alex Rodríguez sofre o strikeout na 7ª entrada
Na sétima entrada, o momento que definiu a partida: Joaquin Benoit, que entrou no lugar de Max Scherzer (que havia substituído Fister na 6ª entrada), lotou as bases com apenas uma eliminação e estava sofrendo para encontrar a zona de strike em seus arremessos. Ao enfrentar Alex Rodríguez (que havia conseguido apenas 2 rebatidas nos 4 jogos anteriores da série), Benoit conseguiu um strikeout chave para manter a vantagem dos Tigers. Com dois eliminados, os Yankees ainda conseguiriam anotar uma corrida, com o walk com bases lotadas cedido por Benoit para Mark Teixeira, mas o fato é que se A-Rod tivesse conseguido, no mínimo, uma rebatida de sacrifício, a situação na entrada poderia ter sido bem diferente. Apesar dos problemas, Benoit fechou a sétima e oitava entradas sem sofrer mais nenhuma corrida. E o placar se manteve 3 a 2 para os Tigers antes da 9ª entrada.


Valverde (46) comemora a vitória dos Tigers
Mariano Rivera (o lendário fechador dos Yankees), em apenas 5 arremessos, fechou sua participação na última entrada facilmente. Restava a José Valverde fazer a mesma coisa para que os Tigers chegassem à final da Liga Americana pela primeira vez desde 2006. E, surpreendentemente - dada a forma dramática com que Valverde fechou as partidas que os Tigers venceram, Valverde fechou o jogo facilmente contra Curtis Granderson, Canó e A-Rod, que sofreu mais um strikeout na partida (foram 3 strikeouts ontem), fechando de forma melancólica sua participação e a do New York Yankees na pós-temporada de 2011, e abrindo espaço para a comemoração do time de Detroit, que enfrentará os Rangers na final da Liga Americana a partir do próximo sábado, numa melhor de 7 partidas na qual o time do Texas tem a vantagem de jogar até 4 partidas em sua casa por ter feito melhor campanha que o time de Detroit durante a temporada regular. A notícia boa para os Tigers é que Justin Verlander estará disponível no jogo 1 para enfrentar o poderoso ataque dos Rangers. A má notícia é que Delmon Young, que está jogando muito bem desde que veio para os Tigers antes do prazo limite de trocas em julho (ele jogava no Minnesota Twins), sofreu uma lesão muscular e poderá desfalcar o time na continuidade da pós-temporada.


Enquanto isso, na Liga Nacional...

A definição dos finalistas da Liga Nacional será hoje, com o jogo 5 das séries: St. Louis Cardinals x Philadelphia Phillies e Arizona Diamondbacks x Milwaukee Brewers.

A série entre Phillies e Cardinals parecia definida quando o time da Philadelphia venceu o terceiro jogo em St. Louis, mas os Cardinals se recuperaram e venceram o jogo 4 para empatar a série. Hoje, na Philadelphia, um duelo de arremessadores muito aguardado: Chris Carpenter (Cardinals), que foi mal no jogo 3, tentará se recuperar contra o sempre perigoso Roy Halladay (Phillies).

A série ente D-Backs e Brewers volta para Milwaukee após duas vitórias seguidas do time do Arizona em seus domínios, quando se pensava que os Brewers venceriam facilmente após suas 2 vitórias em Milwaukee. Hoje, teremos uma reprise do duelo de arremessadores do jogo 1: Yovani Gallardo (que dominou o ataque dos D-Backs no jogo 1) entrentará Ian Kennedy (que sofreu demais contra o forte ataque dos Brewers no jogo 1).

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

O dia em que o Red Sox partiu meu coração

Por Caio Lissoni

28 de Setembro, o dia que não terminou, ao menos para mim, um maluco, apaixonado pelo Boston Red Sox.
Recordo-me que quando eu comecei a torcer pelo Red Sox em torno de 2003 eu ouvi a seguinte frase: “Um dia eles ainda vão partir o seu coração”, pois bem esse dia foi ontem. Como que uma equipe no dia 02 de setembro que tinha uma vantagem de nove jogos pode permitir que o Tampa Bay Rays chegasse ao ultimo dia de jogos empatado? Como uma equipe pode ter uma seqüência de sete vitorias e 19 derrotas durante o mês de setembro? Como uma equipe pode ter arremessadores tão patéticos e bisonhos na rotação titular e no bullpen?

Vamos falar mais especificamente sobre a rodada de ontem. Na Florida o Rays enfrentava o maior rival de Boston os Yankees, dispostos a prejudicar de qualquer forma a equipe da Nova Inglaterra. Enquanto isso em Baltimore, o Red Sox jogava suas ultimas fichas contra o Orioles. Boston saiu na frente, Baltimore virou, o Red Sox passou à frente novamente com um home run de Dustin Pedroia, até que na 7ª entrada o jogo foi parado pela chuva. Nessa altura o jogo na Florida já estava praticamente decidido com 7-0 Yankees ao final da 7ª entrada. Foi ai que o imponderável resolveu aparecer. Joe Girardi manager dos Yankees sacou as estrelas Derek Jeter, Curtis Granderson, Mark Teixeira, Robinson Cano e Nick Swisher e para completar não colocou Mariano “El poderoso Chefon” Rivera, o melhor Closer de todos os tempos da MLB, para encerrar a partida. O resultado disso foi que os Yankees passaram ceder muitas corridas, e os Rays aproveitando disso anotaram seis corridas na oitava entrada e com outra corrida no nono inning, a equipe da casa empatou o duelo por 7 a 7. Em Baltimore o jogo recomeçou e logo chegamos à nona entrada, Jonathan Papelbon o closer de Boston entra para garantir a vitória de Boston, porem não foi isso o que aconteceu. Ele cedeu o empate numa rebatida de Nolan Reimold e à 01:02h (hora de Brasília) mesmo com dois eliminados, Robert Andino rebateu para o campo centro esquerdo e o pinch-runner Kyle Hudson anotou a corrida da vitoria do Baltimore Orioles por 4-3.
Restava ao Red Sox torcer pelo rival Yankees, só que exatos 3 minutos depois do final do jogo de Boston, já na 12ª entrada, com um home-run de Evan Longoria, o Tampa Bay virou de maneira cinematográfica o jogo e garantiu sua vaga eliminando o Red Sox dos playoffs.
Essa não foi apenas uma derrota de Boston, foi o maior colapso de uma equipe durante o mês de setembro na historia de 110 temporadas da MLB. Alguns dizem que essa derrota foi pior do que a derrota na World Series de 1986 com o erro patético de Bill Buckner. E para mim foi um golpe devastador, por que durante os seis meses de temporada regular em nenhum momento me passou pela cabeça que o Red Sox não iria para a pós temporada, e que jamais Tampa iria conseguir tirar a vantagem de nove partidas, pois bem isso aconteceu, e de que forma eu aceitaria isso? Bom, posso lhes garantir não foi fácil, não consegui dormir pensando no que havia acontecido e que eu estava presenciando a historia passando na frente do meus olhos, meu dia foi completamente hostil, em um clima pesado, lembrando à velório, fiquei o dia todo chateado. Mas o que me resta é levantar a cabeça, porque derrotas acontecem especialmente com Boston, só que ano que vem em Abril, é uma nova temporada e eu com toda a certeza estarei gritando: “Lets Go Red Sox”

quarta-feira, 13 de julho de 2011

MLB | All-Star Game: Does this one really count?

Ontem tivemos mais uma edição do All-Star Game da Major League Baseball, desta vez no Chase Field, estádio do Arizona Diamond Backs. A vitória ficou com o time da National League, que venceu o time da American League por 5 a 1, muito graças ao ótimo trabalho de seus arremessadores (dentre eles, Roy Halladay, Cliff Lee, Joel Hanrahan e o sempre divertido Brian "Fear The Beard" Wilson, que fechou o jogo) e, principalmente, ao homerun de 3 corridas do primeira-base Prince Fielder (foto à esquerda, AP), eleito o MVP da partida Foi a primeira vez desde a metade da década de 1990 que o time da National League vence 2 jogos consecutivos.

O maior atrativo do All-Star Game da MLB em relação ao jogo das estrelas das outras grandes ligas norte-americanas (NFL, NBA e NHL) é que a Liga vencedora garante ao seu representante na World Series a vantagem de jogar até 4 partidas em seu campo. Assim foi no ano passado, quando a National League venceu o ASG e, por isso, o San Francisco Giants começou a World Series jogando seus 2 primeiros jogos em seu estádio, o AT&T Park, e se necessário, faria os jogos 6 e 7 em casa (não foi necessário, já que os Giants venceram a WS por 4 a 1). A MLB é a única das "Grandes Ligas" norte-americanas que adota esse critério para definir o mando da final; por isso, ela sempre lembra que "this one counts", ou seja, esse jogo vale. Mas será que vale tanto assim para os jogadores e treinadores?

Ao longo dos últimos anos, sempre houve dispensas de jogadores convocados para o ASG (seja por votação popular, seja pela escolha dos treinadores de cada Liga). As contusões, muito comuns no baseball, são os principais motivos para o corte de jogadores: neste ano, houve perdas significativas, como o shortstop José Reyes (do New York Mets), escolhido por voto popular e que estava fazendo o melhor ano da sua carreira até entrar na lista de contundidos há um pouco mais de 1 semana atrás, e o arremessador Josh Beckett (do Boston Red Sox), que era o arremessador mais consistente da American League antes de lesionar o joelho esquerdo no final de semana na série contra o Baltimore Orioles

Entretanto, há casos em que os atletas "se dispensam" não apenas do jogo principal, mas de todas as festividades do All-Star Break. Neste ano, a não ida de Derek Jeter, o veterano shortstop do New York Yankees, causou polêmica. É verdade que Jeter estava vindo de 3 semanas fora dos campos por contusão e que voltou a jogar apenas na semana passada. Mas ele estava jogando. E conseguiu a marca histórica da 3000º rebatida na carreira (foto à direita, AP) na última sexta-feira, 8: um homerun dramático contra David Price, do Tampa Bay Rays, e em pleno Yankee Stadium, gerando uma grande festa em NY. Naquele mesmo dia, Jeter foi 5-5 no bastão, incluindo a rebatida que impulsionou a corrida da vitória dos Yankees na 8ª entrada.

Apesar de ter sido eleito o shortstop titular da AL no ASG por voto popular, Jeter preferiu pular a festa no Chase Field, alegando "fadiga psicológica pela pressão de conseguir a marca histórica e não correr o risco de que a lesão que o tirou dos campos por tanto tempo voltasse". É inegável que a MLB ficou decepcionada com a decisão de Jeter e não demorou para que as críticas começassem a aparecer: desde donos de times até jogadores que estavam no Chase Field representando suas ligas, como Lance Berkman (ex-companheiro de Jeter nos Yankees em 2010) e Adrián González (finalista do Home Run Derby, que vencido por Robinson Canó, dos Yankees) questionaram a decisão do veterano jogador. Entretanto, outros jogadores como Troy Tulowitski (fã declarado de Derek Jeter) e Paul Konerko defenderam o jogador. Desnecessário dizer que o New York Yankees apoiou de forma integral a decisão de Jeter e rechaçou seus críticos imediatamente ao anuncio de Jeter.

Talvez tenha sido apenas um fato isolado na história do All-Star Game, mas vale a reflexão: "Does this one really count?"

quarta-feira, 30 de março de 2011

MLB | Opening Day 2011

Por Leandro

Finalmente depois de um longo período de inverno, e o longo mês de Spring Training teremos o dia de abertura da temporada 2011 da MLB com seis jogos que vão iniciar os trabalhos para esta nova temporada nesta quinta-feira. Abaixo você confere um preview desses seis jogos:

Detroit Tigers vs. New York Yankees - 14hs

Justin Verlander x CC Sabathia a batalha de arremessadores. Sabathia e os Yankees tem a chance de provar que mesmo perdendo a chance de contratar o free-agent Cliff Lee, eles ainda tem um grande potencial nesta rotação e tem o desafio de recapturar o título da AL Leste. Baseball virá pela primeira vez ao Yankee Stadium no mês de março, as temperaturas devem ser baixas e podendo até ter chuva durante a partida. Leyland por outro lado não está cético de seu lineup e sim podendo ver as variações que ele terá em seu lineup nessa temporada, o 2B Carlos Guillen já começa a temporada na lista dos contundidos. Curtis Granderson também andava na lista desde 22 de março mais retornará aos gramados amanhã. Favorito: Yankees 70%.

Atlanta Braves vs. Washington Nationals - 14hs

Derek Lowe x Livan Hernandez vão se enfrentar no montinho. Livan Hernandez estará ocupando a posição número 1 da rotação titular de Washington já que Stephen Strasburg se machucou e terá a cirurgia no ombro com probabilidade de voltar em setembro. O manager do Braves será Fredi Gonzalez após o veterano Bobby Cox ter se retirado do baseball na última temporada. Jayson Werth que assinou um contrato de $126 milhões por 7 anos com o Nationals que chamou muita atenção do mercado do baseball nesta off-season terá que provar seu valor em campo vindo de ótimas temporadas em Philadelphia, ele é parte de um novo outfield em Washington com Rick Ankiel no CF e Michael Morse no LF. Favorito: Braves 65%.

Milwaukee Brewers vs. Cincinnati Reds - 15hs

Yovani Gallardo x Edinson Volquez serão os arremessadores. Milwaukee e Cincinnati começando a temporada com 7 jogadores titulares na lista dos contundidos, a cidade de Cincinnati quer celebrar a última temporada que o time foi aos Playoffs pela primeira vez desde 1995 e quebrou uma sequência de 9 temporadas com recordes negativos e tem potencial para repetir esse ano. Em 11 confrontos na carreira contra Gallardo, Scott Rollen tem 7-11 um aproveitamento superior a 60% e um home-run. Essa é a segunda vez que estes times se enfrentam no dia de abertura a outra foi um jogo memorável em 2000 com Ken Griffey Jr. pela primeira vez em um time de sua cidade natal após a troca com Seattle, estava chovendo e o jogo foi declarado oficial na sexta entrada com 3-3. Favorito: Reds 80%. 


Los Angeles Angels vs. Kansas City Royals - 17hs


Jered Weaver x Luke Hochevar os arremessadores para o jogo. O Royals tem uma folha de pagamento de apenas $38,5 milhões que é a mais baixa de toda a MLB por isso não se espera nada diferente do time nesta temporada e ainda com a troca do vencendor de 2009 do Cy Young, Zach Greinke que foi trocado pra Milwaukee é a maior perda dos Royals. Angels passaram boa parte da temporada celebrando seu 50ºaniversário da franquia, Mike Scioscia vai abrir a temporada com Weaver no montinho, que foi o líder em K com 233 na última temporada e um recorde de 13-12. Vernon Wells um veterano da Major League vem para os Angels encorajar esse outfield da equipe. Favorito: Angels 85%.


San Diego Padres vs. St. Louis Cardinals - 17hs

Tim Stauffer x Chris Carpenter na batalha dos arremessadores. Albert Pujols poderá estar jogando a sua última temporada com o Cardinals depois também de muita especulação que ele poderia ter deixado o time na última temporada. Chris Carpenter terá o seu lugar na rotação como numéro 1 já que Adam Wainwright  terá uma cirurgia para reconstrução do ombro. Ryan Ludwick OF terá sua primeira temporada completa com os Padres após ter vindo de uma troca com St. Louis. Jim Edmons que assinou um contrato de minor-leagues com o Cardinals nesse inverno mais abandonou os planos de sua volta e se retirando após sofrer uma lesão no pé, estará no estádio para o primeiro arremesso. Favorito: Cardinals 60%.

San Francisco Giants vs. LA Dodgers - 21hs

Tim Lincecum x Clayton Kershaw neste grande confronto de arremessadores que teremos amanhã a noite em LA. San Francisco surpreendeu ao mundo na última temporada conquistando o título da WorldSeries em 2010, perdeu alguns jogadores importantes nesta off-season, dispensou outros mas poderá repetir o que fez na NL Oeste essa temporada sem dúvida. Esse que é um dos confrontos de maior rivalidade do Baseball iniciado ainda quando os times jogavam na costa leste dos USA e se mudaram juntos para a costa oeste. Matt Kemp não tem sucesso contra Lincecum com 2 rebatidas apenas, em mais de 20 at-bats e sofrendo 9K. Brian Wilson e Cody Ross começam a temporada na lista dos contundidos para o Giants. Favorito: Giants 70%.

MLB | A temporada 2011 vai começar! (Parte 2)

Ontem, falamos sobre as expectativas na American League, com palpites da equipe do blog sobre os times campeões de divisão e o time que se classificará via Wild Card (repescagem). Hoje, como prometido, falaremos sobre as três divisões da National League (Liga Nacional) e daremos nossos palpites.


NATIONAL LEAGUE


NL West (Divisão Oeste): Não poderíamos começar essa análise da NL sem falar do atual campeão da World Series. O San Francisco Giants manteve a base do ano passado, contando com uma rotação jovem e que, assim como nos playoffs de 2010, dará muito trabalho para os adversários em 2011: Tim "The Freak" Lincecum (2 vezes campeão do prêmio Cy Young da NL), o consistente Matt Cain e os jovens Jonathan Sánchez e o segundo anista Madison Bumgarner (que arremessou muito bem no jogo 4 da WS contra o Texas Rangers, dando a vantagem necessária para que os Giants vencessem a série no jogo seguinte), além de Barry Zito, que ainda está em dívida com a torcida de San Francisco por não repetir a boa temporada que fez em 2006, quando defendia o Oakland Athletics e levou seu time para os playoffs.


O bullpen do Giants, um dos maiores responsáveis pelo sucesso no ano passado, continuará forte, principalmente por causa de Brian Wilson (líder em saves na MLB em 2010) e sua barba intimidadora (foto à esquerda, SI.com). A má notícia é que Wilson se machucou durante o Spring Training e pode desfalcar o time de SF nos primeiros jogos da temporada. No ataque, os Giants mantiveram a base do ano passado e contam com um bom ano de nomes como Pablo "Panda" Sandoval, Cody Ross (um dos "heróis improváveis" do Giants nos playoffs) e o catcher Buster Posey (destaque do time em 2010, quando recebeu o prêmio de Calouro do Ano na NL), apenas adicionando o experiente shortstop Miguel Tejada no lugar de Juán Uribe, que foi para o maior rival dos Giants...

E por falar no Los Angeles Dodgers: as saídas de Manny Ramirez e de Russell Martin farão diferença para o ataque, que basicamente se sustentará nos outfielders Matt Kemp e Andre Ethier. A rotação titular contará mais uma vez com os consistentes Chad Billingsley, Hiroki Kuroda, Ted Lilly e Clayton Kershaw. A grande dúvida fica para o bullpen, já que Jonathan Broxton teve uma segunda metade de temporada horrorosa em 2010, a ponto de ter sido tirado em alguns jogos do posto de closer do time; entretanto, vem jogando bem no Spring Training e parece ter readquirido confiança para esta nova temporada. Aparentemente, os Dodgers brigarão apenas pelo Wild Card neste ano. E um de seus adversários diretos será o Colorado Rockies.

Aliás, o time do Colorado contará com um ataque forte, liderado por Carlos González (líder em HRs e RBIs na National League em 2010) e por Troy Tulowitski, talvez o melhor shortstop da MLB, tanto defensiva como ofensivamente.

O San Diego Padres, mesmo com Mat Latos liderando a rotação titular e tendo um closer competente como Heath Bell, provavelmente terá dificuldades em 2011 por ser um time em fase de renovação e, principalmente, por ter perdido seu melhor rebatedor, Adrián González. Mas nunca se sabe, surpresas podem acontecer... O mesmo não vale para o Arizona Diamondbacks, que perdeu peças chave como Dan Haren e Mark Reynolds e, possivelmente, amargará a lanterna da divisão.

Palpites da equipe:
André Georges:
San Francisco Giants (#2), com San Diego Padres garantindo o Wild Card.
Caio Lissoni: San Francisco Giants (#2)
Estéfano Souza: San Francisco Giants (#2)



NL Central (Divisão Central): Possivelmente, será a divisão mais equilibrada da MLB em 2011. O Chicago Cubs se reforçou durante a off-season, trazendo nomes interessantes como Carlos Peña para o ataque e Matt Garza para a rotação titular (ambos defendiam o TB Rays), além de trazer o veterano Kerry Wood, que jogou muito bem pelos Yankees no ano passado e vai reforçar o bullpen do time, que já conta com Carlos Marmol. Duas grandes preocupações giram em torno dos Cubs (isso sem falar do fato de não vencerem uma World Series desde 1908...): a qualidade do ataque (Geovany Soto e Aramis Ramirez decepcionaram em 2010) e a irregularidade do arremessador Carlos Zambrano, que além de não passar por uma boa fase técnica há mais de 2 temporadas, virou uma distração fora do campo por brigar com companheiros de time. Ainda assim, o Cubs de 2011 tem tudo para ser muito melhor do que o Cubs de 2010, que com apenas 75 vitórias, só não foi pior do que o Pittsburgh Pirates (57 vitórias, pior marca da MLB), dentro da divisão.

Grande rival dos Cubs, o St. Louis Cardinals seria o grande favorito para vencer a divisão em 2011. Seria, se não fosse a grave lesão de Adam Wainwright (um dos melhores arremessadores da MLB nas últimas 3 temporadas) durante o Spring Training e que o deixará de fora de toda a temporada.
Com isso, a rotação dos Cardinals sofre um baque enorme, mas ainda assim poderá ser uma força do time tendo o excelente Chris Carpenter e o consistente Jaime Garcia. Outro problema que os Cardinals terão que administrar é a situação de Albert Pujols (foto à direita, SI.com), o melhor rebatedor da MLB e jogador símbolo do time na última década. Este é o último ano de contrato de Pujols e ambas as partes não chegaram a um acordo de renovação antes do início do Spring Training (prazo limite estipulado pelo próprio Pujols) e, com isso, Pujols não falará sobre o assunto até o final da temporada. Resta saber o quanto isso será uma distração ao longo da temporada tanto para o atleta quanto para o resto do time, que terá Matt Holliday e Lance Berkman para ajudar Pujols no ataque. Ainda assim, os Cardinals têm condições de vencer a divisão.

O Cincinatti Reds surpreendeu no ano passado ao vencer a divisão e disputar um jogo de playoff pela primeira vez desde 1995 (não adiantou muito, pois foram varridos pelo Phillies na NLCS). Com um time sem grandes estrelas, mas com uma defesa que foi a melhor da NL, o time foi uma grata surpresa em 2010. A rotação continua praticamente a mesma, com nomes como o jovem Johnny Cueto, o veterano Bronson Arroyo e Edinson Volquez. O ataque também foi mantido, com nomes importantes como Brandon Phillips, Scott Rolen, Jay Bruce e o atual MVP da NL, Joey Votto. No bullpen, destaque total para Aroldis Chapman, que em seu segundo ano de MLB, tentará manter sua bola rápida a mais de 100 milhas por hora... de média! O que preocupa é a irregularidade do closer veterano Francisco Cordero, que precisa jogar melhor do que jogou em 2010. Não devemos descartar os Reds na disputa pela divisão e, até mesmo, pelo Wild Card.

Se os Reds surpreenderam em 2010, o Milwaukee Brewers pode surpreender em 2011. Com a aquisição de Zach Greinke (Cy Young da AL em 2009, mesmo jogando pelo fraco Kansas City Royals), os Brewers esperam solucionar os problemas que a rotação titular apresentou nos últimos anos e que prejudicaram demais o time na corrida pelo título da divisão. Greinke e o jovem Yovani Gallardo promete ser uma das melhores duplas de arremessadores da MLB, mas somente quando Greinke se recuperar de uma lesão na costela (enquanto jogava basquete...) que o deixará de fora dos primeiros jogos da temporada. O ataque não deixa a desejar, com nomes fortes como Ryan Braun, Prince Fielder e Corey Hart. Os Brewers correm por fora na divisão, mas podem disputar a vaga do Wild Card.

O Houston Astros passa por um período de renovação. No meio do caminho, muitos jogadores foram embora: Brad Lidge, Roy Oswalt, Lance Berkman... só para citar alguns. Nem mesmo a presença do consistente Wendy Rodríguez (que renovou seu contrato por mais 3 anos) na rotação anima os Astros para realizarem uma boa temporada em 2011. Mas nada comparado ao Pittsburgh Pirates, candidato seríssimo a 100 derrotas na temporada...

Palpites da equipe:
André:
St. Louis Cardinals (#3)
Caio: St. Louis Cardinals (#3)
Estéfano: St. Louis Cardinals (#3); Chicago Cubs fica com o Wild Card.



NL East (Divisão Leste): Philadelphia Phillies. Simples assim. Se podemos citar um favorito para vencer esta divisão, a resposta é mais do que óbvia.
Afinal de contas, o que falar de uma rotação que tem dois vencedores do prêmio Cy Young, um MVP de World Series e um dos arremessadores mais consistentes da década? O quarteto Roy Halladay, Cliff Lee (de volta a Philadelphia; foto à esquerda, SI.com), Cole Hamels e Roy Oswalt é um dos melhores da MLB e tem tudo para fazer com que seus rivais fiquem a ver navios. Pelo menos, durante a temporada regular...

O ataque do Phillies continua forte, mesmo com a saída de Jayson Werth. Ryan Howard, Jimmy Rollins e Raul Ibañez são ótimos rebatedores e podem levar esse time do Phillies muito longe não apenas na divisão como na luta pela melhor campanha da NL na temporada regular. O bullpen dos Phillies ainda é sinônimo de dúvida, ainda mais com a incerteza sobre o estado do closer Brad Lidge, que começará a temporada na lista de contundidos e precisará atingir algo próximo do patamar de 2008, quando fechou 46 jogos (41 na temporada regular e 5 nos playoffs e World Series) com 100% de aproveitamento e foi peça importante no Phillies campeão daquele ano.

Um dos adversários mais complicados do Phillies dentro da divisão e, provavelmente, numa disputa de playoffs, será o Atlanta Braves. Com uma rotação interessante (com nomes como o veterano Derek Lowe, Jair Jurrjens, Tim Hudson e Tommy Hanson) e um ataque que pode surpreender (com Brian McCann, Dan Uggla e a sensação do time, Jason Heyward), os Braves podem dificultar a caminhada dos Phillies e são candidatos fortes a, no mínimo, chegarem aos playoffs via Wild Card.

O New York Mets passa por muitos problemas há um bom tempo. Mas o período entre o começo da temporada de 2010 e amanhã realmente foi triste para o "primo pobre" dos Yankees: mais uma temporada abaixo do medíocre em 2010, não chegando nem perto de ir para os playoffs; os problemas extra-campo de Francisco "K-Rod" Rodríguez; a contusão de Johan Santana, que o deixará de fora dos campos até, no mínimo, o próximo mês de maio (enfraquecendo mais ainda a já fraca rotação dos Mets); e as recentes dispensas de Luís Castillo e Oliver Pérez, jogadores que nunca corresponderam às espectativas e que receberão do Mets, ao todo, mais de US$ 18 milhões pelas demissões. Não bastasse tudo isso, o que esperar de José Reyes e Carlos Beltrán em 2011: mais um ano com lesões ou uma temporada muito produtiva de ambos? O bullpen perdeu Pedro Feliciano, que foi para os Yankees, e na atual condição, confiar em K-Rod (cujo contrato termina neste ano, com uma opção para 2012) é algo que deve ser visto com muito cuidado, uma vez que mesmo com problemas fora do campo, seu talento para fechar jogos não pode ser ignorado. Enfim, os Mets terão uma longa temporada pela frente...

O Washington Nationals trouxe Jayson Werth para suprir a saída de Adam Dunn e poderia atrapalhar o caminho de Braves e Phillies na divisão, se não fosse a cirurgia Tommy John que acabou com a temporada 2011 de Stephen Strasburg antes mesmo da mesma começar. Com isso a rotação, que conta com o interminável Liván Hernández como seu "ace" e viverá das incertezas sobre o atual estado de Chien-Ming Wang (que não consegue repetir o ótimo ano de 2007 que teve pelos Yankees), se enfraquece mais ainda. No ataque, além de Werth, Ryan Zimmerman lidera o time.

Basicamente, o Florida Marlins se resume a Josh Johnson (um dos arremessadores mais consistentes da MLB nos últimos 2 anos) na rotação e a Hanley Ramírez no ataque, ainda mais depois da saída de Dan Uggla na metade de 2010. Provavlemente, não chegará muito longe em 2011.

Palpites da equipe:
André: Philadelphia Phillies (#1)

Caio
:
Philadelphia Phillies (#1); Atlanta Braves fica com o Wild Card.
Estéfano
:
Philadelphia Phillies (#1)

terça-feira, 29 de março de 2011

MLB | A temporada 2011 vai começar! (Parte 1)

Com o fim do inverno nos EUA na semana passada, a expectativa aumenta cada vez mais para a nova temporada da Major League Baseball, que começa na próxima quinta-feira 31, com destaque total para a primeira de quatro partidas dentro da primeira série que envolve a maior rivalidade da MLB: o atual campeão da World Series, San Francisco Giants, enfrentará os Dodgers em Los Angeles.

Neste post, falaremos sobre a expectativa dentro de cada uma das 3 divisões da American League e os palpites da equipe do Marca Esportiva para os campeões de divisão, bem como sua posição de classificação para os playoffs. Amanhã, falaremos sobre as 3 divisões da National League.


AMERICAN LEAGUE (Liga Americana)


AL East (Divisão Leste): A contratação de nomes de peso para o ataque como Adrián González e Carl Crawford e para o bullpen como Bobby Jenks e Dan Wheeler colocam o Boston Red Sox, a princípio, como o grande favorito para não apenas vencer sua divisão como para ser o representante da AL na World Series.

Mas para isso, a rotação titular do time de Boston precisa reencontrar o significado da palavra REGULARIDADE. Teoricamente, isso não é problema para Jon Lester (que começará o primeiro jogo do Red Sox na temporada, contra os Rangers no Texas), que vem de três temporadas consecutivas jogando muito bem.
Entretanto, John Lackey e Josh Beckett (que desde 2008, não conseguiu repetir a ótima participação que teve no ano anterior, quando conseguiu 20 vitórias e ajudou o Red Sox a chegar ao título da World Series) terão que justificar porque recebem mais de US$ 17 milhões por ano cada um. E esse será um ano chave tanto para Clay Buchholz (para se firmar na rotação depois de uma boa performance em 2010) quanto para Daisuke Matsuzaka, (foto à esquerda, AP Photo) que teve apenas 1 ano bom (2008) desde que chegou em 2007 e está em seu último ano de contrato.

Mesmo perdendo força na rotação de arremessadores por causa da aposentadoria de Andy Pettitte e pelo fracasso em trazer Cliff Lee para New York, os Yankees não devem ser desprezados na corrida pelo título da divisão. Mas é inegável que eles terão muito trabalho para chegarem lá, uma vez que C.C. Sabathia é o único arremessador confiável na rotação: A.J. Burnett continua uma incógnita, Phil Hughes nunca se firmou na rotação e Freddy Garcia e o recém-contratado Kevin Millwood já são veteranos. Entretanto, com a vinda de Rafael Soriano (que foi um dos melhores closers em 2010, jogando pelo Tampa Bay Rays) e a renovação de contrato do interminável (e eficiente) Mariano Rivera, a tendência é que o bullpen consiga segurar a onda. Desnecessário dizer que o ataque dos Yankees continua forte, com Mark Teixeira e Alex Rodríguez liderando os bastões, mas a médio prazo, há a preocupação quanto à queda de produção ofensiva (e defensiva) de veteranos como Derek Jeter e, principalmente, do catcher Jorge Posada, que provavelmente jogará a maioria dos jogos como rebatedor designado.

O esfacelado Tampa Bay Rays (que perdeu muitos de seus principais jogadores durante a off-season) aposta na dupla Johnny Damon e Manny Ramirez, além dos "pratas-da-casa" Evan Longoria (um dos melhores terceira-bases da MLB) e David Price (que foi candidato ao prêmio Cy Young da AL em 2010), para tentarem surpreender na divisão. O Toronto Blue Jays continua em renovação desde a saída de Roy Halladay e o Baltimore Orioles, que reforçou seu ataque com nomes como Vladimir Guerrero e J.J. Hardy mas continua com um corpo de arremessadores fraco, vai brigar pra não ser o lanterna da divisão por mais um ano.

Palpite da equipe:
André Georges:
Boston Red Sox (#1); New York Yankees fica com o Wild Card
Caio Lissoni: Boston Red Sox (#1); New York Yankees fica com o Wild Card
Estéfano Souza: Boston Red Sox (#1); New York Yankees fica com o Wild Card



AL Central (Divisão Central): Uma das divisões mais interessantes desta temporada. Nos últimos dois anos, o Minnesota Twins representou a divisão nos playoffs da MLB, mas foi eliminado nas duas vezes pelos Yankees e, pior ainda, sem vencer nenhum jogo. Aliás, os Twins não vencem um jogo de playoff desde a ALDS de 2004 (curiosamente, essa série foi contra os Yankees) e perderam 15 dos últimos 17 jogos de playoffs que disputaram desde 2003. Para mudar esse panorama, o time aposta na base do ano passado, mas com muitas incertezas sobre a saúde de Justin Morneau (que sofreu uma concussão na metade da temporada passada e, desde então, não fez uma partida oficial). No ataque, Joe Mauer continuará sendo uma das forças do time (além de ser um dos melhores catchers da MLB) e nomes como Delmon Young e Jason Kubel poderão ajudar. Francisco Liriano poderá ajudar muito a rotação de arremessadores do Twins se estiver saudável e Matt Capps continuará sendo o closer do time enquanto Joe Nathan estiver se recuperando da cirurgia Tommy John que se submeteu no início de 2010. Nathan já está arremessando normalmente, mas ainda é dúvida para começar a temporada.

O Chicago White Sox reforçou seu ataque ao trazer Adam Dunn, que se juntará a nomes fortes como Paul Konerko, Alex Ríos e Carlos Quentin (que precisará se manter saudável em 2011, ao contrário das últimas temporadas), além do shortstop Alexei Ramírez, destaque da liga na posição em 2010. A rotação dos White Sox não é a melhor da MLB, mas tem tudo para ser uma força do time tendo nomes como o consistente Mark Buherle, Jake Peavy, (que está devendo desde que saiu do San Diego Padres na metade da temporada 2009 e foi para Chicago), Gavin Floyd, Josh Danks e o recém-chegado Edwin Jackson, ex-Detroit Tigers e Arizona Diamondbacks. Jesse Crain, ex-Twins, provavelmente será o closer do time, substituindo Bobby Jenks.

A última coisa que o Detroit Tigers quer na sua temporada são distrações. Mas o que acontece quando o melhor jogador de seu time vira uma distração antes mesmo da temporada começar? Foi o que aconteceu com Miguel Cabrera (foto abaixo, Getty Images), que a exemplo do que aconteceu antes do jogo desempate com o Twins pelo título da divisão em 2009, mais uma vez foi preso por dirigir embriagado há um pouco mais de 1 mês, deixando claro seus problemas com alcoolismo.
Os Tigers apoiam Cabrera (um dos rebatedores mais técnicos e potentes da MLB), mas sabem que isso não pode tirá-los de seu objetivo principal: chegarem aos playoffs pela primeira vez desde 2006, quando disputaram a World Series - e perderam - contra o St. Louis Cardinals. E para isso, contam com uma rotação que inclui o excelente Justin Verlander e os jovens Rick Porcello e Max Scherzer, que buscam se firmarem na liga. Para o bullpen, a principal aquisição foi o reliever Joaquin Benoit (ex-Rays) e José Valverde continuará sendo o closer do time. A preocupação é com a falta de renovação no ataque dos Tigers, que envelhece a cada ano e tem apenas no outfielder Austin Jackson uma aposta para o futuro.

Ao contrário de Twins, White Sox e Tigers, que são os favoritos dentro da divisão, Cleveland Indians e Kansas City Royals provavelmente farão papéis secundários. Os Indians apostam (mais uma vez) no retorno de Grady Sizemore para o campo central após se recuperar de (mais uma) contusão grave e no jovem catcher Carlos Santana, que teve razoável destaque no começo da temporada passada. Quanto aos Royals, a saída de Zach Greinke (falaremos mais sobre isso amanhã) apenas mantém o papel do time na temporada 2011: continuar sua infindável renovação, que parece que não terminou desde seu último título de World Series, em 1985.

Palpite da equipe:
André: Detroit Tigers (#3)
Caio: Minnesota Twins (#3)
Estéfano: Chicago White Sox (#3)



AL West (Divisão Oeste): Mesmo sem Cliff Lee, os Texas Rangers continuam sendo o time a ser vencido dentro da divisão. A base do ataque foi mantida (mesmo com a saída de Vladimir Guerrero), com destaque para a regularidade de Ian Kinsler, a velocidade de Elvis Andrus percorrendo as bases e a potência de Nelson Cruz (será que ele repete o ótimo ano de 2010 que teve?), isso sem falar na vinda de Adrián Beltré (foto à esquerda, AP Photo), melhor 3B ofensivo da MLB no ano passado jogando pelo Red Sox. A rotação terá C.J. Wilson como seu melhor arremessador, além de ter Brandon Webb (que vem de cirurgia e, se conseguir se manter saudável, fará estragos em 2011), Colby Lewis, e Tommy Hunter. O melhor bullpen da AL em 2010 foi mantido, com destaque para Neftali Feliz que, em sua temporada como calouro (ano passado), foi um dos melhores closers da liga.

Para o Los Angeles Angels of Anaheim, será uma temporada complicada. Por mais que sua rotação titular tenha nomes importantes como o consistente Jered Weaver, o ótimo Dan Haren, Ervin Santana e Scott Kazmir e o bullpen conta agora com Scott Downs (um dos melhores relievers disponível no mercado), o ataque será uma incógnita durante toda a temporada, uma vez que o poder ofensivo do time diminuiu com as saídas de Juan Rivera e Mike Napoli, trocados com o Toronto Blue Jays para a vinda de Vernon Wells (que tem, talvez, o pior custo-benefício da MLB) para Anaheim. E isso pode complicar a vida dos Angels na divisão, ainda mais nos confrontos diretos contra seus rivais.

O Oakland Athletics possui uma base muito jovem (principalmente a rotação titular) e pensa numa renovação a médio prazo, mas ainda contando com veteranos como o mais novo reforço para o bullpen, Brian Fuentes. A equipe de Oakland surpreendeu no ano passado com uma campanha que ficou abaixo apenas dos campeões da divisão, Texas Rangers. E com a vinda do veterano Hideki Matsui, o ataque tende a melhorar bastante. Para os A's, vencer a divisão não é impossível, ainda mais com o enfraquecimento de seus adversários.

Infelizmente, não dá para esperar muita coisa do Seattle Mariners, exceto mais uma temporada dominante de Félix Hernández (que venceu o Cy Young da AL no ano passado) e mais uma temporada com pelo menos 200 rebatidas de Ichiro Suzuki (são 10 temporadas consecutivas atingindo essa marca, um recorde absoluto da MLB). O ataque não possui nenhum grande nome (terminou entre os piores da liga em 2010) e o corpo de arremessadores se resume basicamente a King Félix e, talvez, Erik Bedard (se este se mantiver saudável em 2011, coisa que não acontece desde seus tempos de Baltimore Orioles, quando teve ótimos momentos).

Palpite da equipe:
André: Los Angeles Angels (#2)
Caio: Texas Rangers (#2)
Estéfano: Texas Rangers (#2)



sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

MLB | Off-Season 2010-2011: uma visão geral

A temporada 2011 da Major League Baseball (MLB) começará no próximo dia 31 de março, com destaque para o jogo entre o atual campeão da World Series, San Francisco Giants, e seu maior rival, Los Angeles Dodgers. Os 30 times da MLB farão sua pré-temporada entre o próximo dia 24 e a véspera do Opening Day, período conhecido como Spring Training.

Mas antes de começarmos a cobertura dessa nova temporada de beisebol nos EUA, preparamos aqui uma visão geral do que foi a última off-season dos times da MLB. Entre o último jogo da World Series do ano passado e o início do Spring Training, muita coisa interessante aconteceu no mercado de trocas, negociações, renovações e afins, e como sempre, alguns times saíram na frente e outros ficaram para trás.


ALGUNS "VENCEDORES"

Boston Red Sox: Os encontros entre os donos dos times da MLB que ocorreram durante o início do mês de dezembro reservaram duas grandes surpresas. E ambas envolviam o Boston Red Sox. Primeiramente, a tão esperada ida de Adrian Gonzalez para Boston numa mega troca com o San Diego Padres. E, de forma totalmente inesperada, Red Sox e o outfielder Carl Crawford (ex-Tampa Bay Rays) chegaram a um acordo (7 anos e US$ 142 milhões).

O GM dos Red Sox, Theo Epstein, trabalhou rapidamente em trazer reforços que suprissem as saídas de Adrian Beltre e Victor Martinez. Conseguiu mais do que isso: trouxe duas forças ofensivas poderosas. Todos sabem do talento de A-Gonzo (foto abaixo, à direita) quando o assunto é rebater HRs e anotar corridas (e num estádio como o Fenway Park, que favorece os rebatedores, espera-se que esse talento seja ampliado) e da velocidade de Crawford (foto ao lado, à esquerda) ao percorrer as bases. Além do ataque, a expectativa é de que a defesa dos Red Sox, uma das melhores da MLB na última temporada, também melhore mais ainda, uma vez que A-Gonzo e Crawford já ganharam o prêmio Gold Glove, dado aos melhores defensores da liga.

Outras movimentações que chamaram a atenção foram a extensão do contrato de David Ortiz por mais 1 ano e as aquisições dos relievers Bobby Jenks (ex-closer do Chicago White Sox) e Dan Wheeler (ex-Rays), que acrescentarão muito ao bullpen do Red Sox, um dos pontos fracos do time na temporada passada, muito por causa da irregularidade do closer Jonathan Papelbon, que jogará com as sombras de Jenks e do jovem Daniel Bard, em 2011, o último ano de seu contrato.


Cliff Lee
Philadelphia Phillies: Só o fato de ter conseguido trazer o pitcher Cliff Lee de volta para Philadelphia já deixa o Phillies como um dos favoritos a, no mínimo, vencer a Liga Nacional. Afinal, qual time gostaria de enfrentar uma rotação de arremessadores que tem 2 vencedores do prêmio Cy Young (Lee e o monstruoso Roy Halladay), um MVP de World Series (o jovem Cole Hamels) e o competente Roy Oswalt?

O GM dos Phillies, Rubén Amaro Jr., tomou uma grande decisão ao não assinar com o outfielder Jayson Werth por um caminhão de dinheiro (deixou isso para o Washington Nationals) e esperar a melhor hora para fazer uma proposta por Lee, aproveitando a identificação do jogador com a cidade de Philadelphia e o desgaste nas negociações entre o arremessador e os dois times que tinham maior interesse por seus serviços: Texas Rangers e, principalmente, New York Yankees.

Além da contratação de Lee, destaque para as renovações de contrato com os relievers José Contreras (interminável!) e J.C. Romero.

Oakland Athletics: Em 2010, o jovem e renovado time da divisão Oeste da Liga Americana conseguiu 81 vitórias (apenas 9 vitórias a menos que o campeão da divisão, Texas Rangers) e, em 2011, espera-se um número ainda maior de vitórias.

Hideki Matsui
Pelo menos, as contratações da off-season dizem isso: reforços no lineup como o veterano Hideki Matsui (que jogou nos Angels em 2010), os outfielders David DeJesus (ex-Kansas City Royals) e Josh Willingham (ex-Nationals) e o terceira base Andy LaRoche (ex-Pittsburgh Pirates), os relievers Brian Fuentes (ex-Twins) e Grant Balfour (ex-Rays) e os arremessadores Rich Harden e Brandon McCarthy, vindos do Texas Rangers.

Claro que a perda do jovem arremessador Justin Duchscherer (que foi para o Baltimore Orioles) será sentida em Oakland, mas ainda assim será interessante ver esse time dos A's em ação durante a temporada 2011.


ALGUNS "PERDEDORES"

Vernon Wells
Los Angeles Angels: O processo de desmontagem dos Angels, que começou com as saídas de John Lackey e Vladimir Guerrero antes da temporada passada, continuou nesta off-season com as saídas de Juan Rivera e Mike Napoli, ambos envolvidos numa troca com o Toronto Blue Jays que trouxe o outfielder Vernon Wells para Anaheim. O grande problema nessa troca é que Wells receberá US$ 23 milhões em 2011 e, caso continue com os Angels ao final desta temporada, receberá mais US$ 63 milhões nos próximos 3 anos. Wells já tem 32 anos e, definitivamente, não justificou o mega contrato que assinou com os Jays há 3 anos atrás (7 anos e US$ 126 milhões).

Essa arriscada troca veio como resposta ao fato dos Angels não terem conseguido contratar Carl Crawford, o principal alvo do time nesta off-season. A contratação de Scott Downs (ex-Blue Jays e um dos melhores relievers disponíveis no mercado) serviu como um prêmio de consolação. Pelo menos, os Angels não terão que pagar em 2011 o que Jered Weaver gostaria: o time ganhou o processo de arbitragem e poderão pagar menos do que os US$ 8,8 milhões que o arremessador (5º melhor ERA da MLB em 2010) sugeriu.

New York Yankees: Com a ida de Crawford para os Red Sox, era mais do que óbvio que os Yankees iriam com tudo para ter Cliff Lee no seu elenco de arremessadores durante a off-season, ainda mais com uma possível aposentadoria do ídolo local, Andy Pettitte - estava claro que Pettitte jogaria mais 1 ano pelos Yankees somente se Lee fosse contratado.

De fato, os Yankees fizeram a maior proposta, em termos financeiros, mas Lee preferiu ganhar menos em Philadelphia, mas ficar num lugar no qual ele se sentia melhor. Depois do "não" de Lee, era questão de tempo para que Pettitte anunciasse sua aposentadoria, apesar da insistência do GM Brian Cashman em mantê-lo no time.

Derek Jeter
Além de não chegar a um acordo com Lee, os Yankees tiveram que lidar com a saída de jogadores importantes como Kerry Wood, Marcus Thames e Lance Berkman. Além disso, a incerteza sobre a rotação titular do time (apenas C.C. Sabathia e o inconstante A.J. Burnett estão garantidos) será algo com que os Yankees terão que se preocupar ao longo da temporada.

Como pontos positivos, destacam-se as renovações de contratos dos veteranos Derek Jeter e Mariano Rivera e as contratações do catcher Russell Martin (ex-Dodgers) e dos relievers Pedro Feliciano (ex-Mets) e Rafael Soriano (ex-closer dos Rays). Entretanto, a contratação de Soriano não teve o aval de Cashman por causa dos altos valores envolvidos (US$ 35 milhões por 3 anos).


José Reyes
New York Mets: Quando o destaque da off-season de um time é a renovação do contrato de um jogador que passou tanto tempo no departamento médico quanto em campo nos últimos 2 anos, é porque a coisa está feia. Esse é o caso do shortstop José Reyes, que teve seu vínculo com o Mets extendido por mais 1 ano via uma opção de US$ 11 milhões. Reyes é um ótimo jogador defensivo e um "ladrão" de bases de primeira categoria, mas só o tempo dirá o quanto as sucessivas lesões afetarão sua agilidade e velocidade, mesmo com sua pouca idade - 27 anos.

As vindas de Scott Hairstron e Chris Young (ambos ex-jogadores dos Padres) podem ajudar, mas os Mets ainda terão que ver os criticados Luís Castillo e Oliver Perez por mais 1 temporada - seus vínculos com os Mets acabam no final desta temporada e não há uma perspectiva de troca para os dois jogadores. Uma pena para um time que está em débito com o seu torcedor há, pelo menos, 3 temporadas, quando desperdiçou a chance de ir para os playoffs da MLB em 2008 e 2009 nas últimas semanas das respectivas temporadas regulares.

Carlos Peña
Tampa Bay Rays: A equipe da Flórida perdeu muitos jogadores para outras equipes: Carl Crawford (Red Sox, como dito acima), Carlos Peña e Matt Garza (ambos foram para o Chicago Cubs), Dan Wheeler, Grant Balfour, Joaquin Benoit (foi para o Detroit Tigers), Rafael Soriano, Rocco Baldelli (que se aposentou)... Apenas para citar alguns nomes. Um time com orçamento muito limitado como o dos Rays não consegue disputar em iguais condições com outros times mais ricos da liga quando o assunto são os jogadores free agents. Nessas condições, é até um milagre os Rays terem mantido o outfielder B.J. Upton por mais 1 ano em St. Petersburg.

Ainda assim, os Rays apostam nos veteranos Johnny Damon e Manny Ramirez em 2011 para equilibrarem a disputada divisão Leste da Liga Americana.


OUTROS DESTAQUES DA OFF-SEASON


- Na primeira grande negociação da off-season, Washington Nationals e Jayson Werth chegaram a um acordo de 7 anos e (incríveis) US$ 126 milhões. Um contrato altíssimo para um jogador de nível mediano para bom que ajudou os Phillies a conquistarem a World Series em 2008 e a chegarem novamente na final no ano seguinte, mas que já passou dos 30 anos.

- Os novos contratos de dois dos melhores jogadores defensivos de 2010 também chamaram a atenção: o terceira base Adrian Beltre (ex-Red Sox) assinou um contrato de 6 anos e US$ 96 milhões com o Texas Rangers, enquanto que o shortstop Alexei Ramirez, melhor jogador da MLB na posição em 2010, renovou seu vínculo com o Chicago White Sox por mais 4 anos (contados a partir de 2012) e US$ 32,5 milhões.

- Carlos Gonzalez, destaque do Colorado Rockies em 2010 (34 HRs e 117 RBI), renovou seu contrato com os Rockies: 7 anos, US$ 80 milhões. Mesmo caminho seguido por Joe Votto (MVP da Liga Nacional em 2010), que renovou com o Cincinatti Reds por 3 anos e US$ 38 milhões.

- Para ficar de olho: St. Louis Cardinals e Albert Pujols (talvez o melhor jogador da MLB na atualidade) ainda não chegaram a um acordo sobre uma possível renovação. Pujols já deixou claro que não falará mais sobre o contrato depois do próximo dia 16, quando o elenco dos Cardinals começa sua preparação para o Spring Training, voltando a conversar com o clube ao final da temporada, quando o atleta estará livre pra negociar com qualquer time. E há alguns times de olho na possibilidade de ter Pujols em seu elenco, dentre eles, o Chicago Cubs, rival de divisão dos Cardinals.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

MLB | O histórico do sofrimento dos Giants

Por Henrique


Quando Johnny Antonelli fechou o jogo 4 da World Series de 1954, garantido a varrida sobre os Indians e o 5º título da história para os, ainda, New York Giants, nem o mais pessimista dos fãs acreditava que aquela seria a última alegria do time no século. O futuro era promissor, Willie Mays, aos 23 anos, ainda tinha muito beisebol pela frente, e na rotação, Johnny Antonelli e Ruben Gomez, ambos com 26 anos e já no auge, venceram 38 jogos naquele ano.


Mas... 4 anos depois, os eternos rivais, Giants e Dodgers, se mudaram para a Califórnia para populzarizar o baseball no Oeste. Em 1962, já com os lendários Willie McCovey, Orlando Cepeda e os irmãos Alou fazendo companhia a Willie Mays, os Giants chegaram ao 7º e decisivo jogo da WS contra os Yankees. 9ª entrada, 2 eliminados, jogadores na 2ª e 3ª base, 1x0 Yankees no placar e o destino no bastão de McCovey. Ralph Terry, pitcher dos Yankees, deixou um arremesso no meio da zona, e McCovey aproveitou, rebatendo forte pro lado direito. Quando todos os torcedores do Giants já se levantavam para comemorar a vitória, Bill Richardson, 2ª base dos Yankees, num último esforço, pulou e fez a defesa, eliminando McCovey e adiando o sonho da taça em San Francisco.


27 anos depois, os Giants voltavam a World Series, com um ataque potente, liderado por Will "The Thrill" Clark (23 HR, 111 RBI, .333 avg) e Kevin Mitchell (47 HR, 125 RBI, .291 avg), e uma boa rotação. Mas os Athletics provaram ter mais time e varreram os Giants sem piedade. A taça estava na Bay Area pela primeira vez, mas não era em San Francisco ainda...


Em 2002, a quase 50 anos sem o título, os Giants estavam, novamente, na World Series. Dessa vez, o ataque era ainda mais impressionante, liderado por Barry Bonds (.370 avg, 46 HR, 110 RBI), líder em HR na história e que havia batido o recorde de HR em uma única temporada no ano anterior e Jeff Kent (.313 avg, 37 HR, 108 RBI), líder em HR para um 2ª base na história. Juntos, eles têm 8 títulos de MVP, mas nenhum título de World Series... Os Giants estavam a 5 eliminações do título no jogo 6, contra os Angels, quando cederam a virada. No jogo 7, valeu o "momentum" a favor dos Angels e, mais uma vez, a taça foi para a Califórnia mas escapou entre os dedos de San Francisco.


Agora, em 2010, quando o ano começou, tudo que os torcedores dos Giants esperavam era uma boa campanha, acima de 50% de aproveitamento e, quem sabe, beliscar uma vaga nos playoffs. Em 25 de agosto, faltando 34 jogos para o fim da temporada, os Padres lideravam os Giants por 6,5 jogos, mas, enfim, os deuses do baseball olharam para San Francisco e resolveram dar uma mãozinha. O time se agigantou, o Padres encolheu, e, com uma virada inesperada, os Giants chegaram na última série do ano, contra os mesmos Padres, precisando de apenas uma vitória em 3 jogos. Não podia ser sem sofrimento, e ela só veio no último e decisivo jogo, por 3x0, com uma atuação espetacular de Jonathan Sanchez, e, principalmente, do bullpen, que só cedeu 1 rebatida em 4 entradas.


Vieram os playoffs, a Série Divisional (NLDS), contra os Braves, e diversos Gigantes foram aparecendo... No jogo 1, Tim Lincecum e seus 14 strikeouts garantiram a vitória por 1x0; no jogo 2, Pat Burrell e Matt Cain foram brilhantes, mas o bullpen não aguentou até o fim; no jogo 3, Freddy Sanchez, Huff e Posey aproveitaram os 3 erros de Brooks Conrad e recolocaram o Giants em vantagem na série; no jogo 4, ouviu-se pela primeira vez o nome de Cody Ross, que bateu o HR da vitória.


Em seguida, os atuais bicampeões da NL, Philadelphia Phillies. Cody Ross continuou decisivo, carimbando o provável Cy Young desse ano Roy Halladay duas vezes e dando a vitória do jogo 1 aos Giants, 4x3; no jogo 2, Ross conseguiu outro HR, mas os Phillies foram superiores, 6x1; em seguida, Matt Cain foi espetacular, Aubrey Huff e Ross foram decisivos, e os Giants venceram o 3º jogo, 2x1; no jogo 4, o único onde os ataques prevaleceram, foi a vez de Juan Uribe acordar e, na última entrada, conseguir a rebatida de sacrifício da vitória; jogo 5, Roy Halladay queria revanche, e conseguiu, dominando o ataque dos Giants; jogo 6, 3ª entrada: Jonathan Sanchez perde a cabeça e sai do jogo, deixando 2 em base e 2x2 no placar. É a vez do bullpen aparecer nos playoffs e fazer jus a fama que conquistou durante o ano. Em 7 entradas, nenhuma corrida cedida e, como sempre, Brian Wilson entrou e fez seu trabalho, ou até mais, eliminando os últimos 5 rebatedores para dar mais uma chance dos Giants conquistarem o título.


Na final, o rival era o Texas Rangers, talvez o melhor ataque da liga, e que tinham derrotado, ou melhor, aniquilado os todo-poderosos Yankees na final da AL. Mas gigantes continuaram a aparecer... no jogo 1, todo o ataque acordou, liderado por Freddy Sanchez (4 rebatidas, 3 duplas) e trataram de carimbar Cliff Lee, um dos melhores arremessadores em playoffs na história, com nada menos que 7 corridas, e mais 4 em cima do bullpen, para vencer por 11x7; no jogo 2, os Giants contaram com a falta de controle do bullpen dos Rangers (foram 4 walks seguidos), e anotaram 7 corridas na 8ª entrada, vencendo por 9x0; jogo 3, Colby Lewis finalmente dominou o ataque dos Giants, e Texas venceu, 4x2; o jogo 4 teve mais dois heróis, o calouro Madison Bumgarner, a menos de um ano na MLB, arremessou 8 entradas e só permitiu que um adversário chegasse a 2ª base, enquanto o veterano Edgar Rentería, odiado por 10 entre 10 torcedores, que já tinha conseguido 2 rebatidas no jogo 2, conseguiu mais 3 nesse jogo. No 5º jogo, Lincecum e Cliff Lee estavam de volta ao montinho, para reeditar o duelo do jogo 1, e, dessa vez sim, foi um duelo de arremessadores. Até que, na 7ª entrada, Edgar Rentería cresceu mais que todos e rebateu um HR que, no papel, foi apenas até as primeiras fileiras do Rangers Ballpark in Arlington, mas, para os fãs do Giants, foi do tamanho de San Francisco, do tamanho do jejum de títulos, do tamanho da explosão de felicidade que ocorreu em cada torcedor. Depois disso, todos sabiam que a série estava acabada, que os Giants não dariam outra chance ao azar. Tim Lincecum e Brian Wilson trataram de garantir que os Rangers não voltariam mais. Resutado: 3x1 Giants no jogo, 4x1 na série e taça estava finalmente em San Francisco.


Depois de tantos times brilhantes, com ataques fenomenais, rebatedores super-potentes, o time que levou o Giants ao título era composto de rebatedores não tão bons assim, mas um grupo de arremessadores incomparável, uma defesa que dificilmente errava e, principalmente, por uma equipe de jogadores, que, juntos, superaram todas as fraquezas individuais, que foram capazes de anular qualquer ataque, de vencer qualquer arremessador, que mostraram que a união de um grupo pode vencer qualquer adversário, por maior e mais forte que ele seja.


Parabéns a todos os jogadores, técnicos e diretores que participaram da conquista! Mas, em especial, parabéns ao gerente geral Brian Sabean, que depois de tantos erros durante tantos anos, finalmente juntou as peças certas, contratando jogadores descartados por outros times, como Cody Ross, José Guillén e Pat Burrell, que foram fundamentais, se não na final, em algum ponto da temporada e que, sem eles, talvez os Giants nao tivessem chegado lá. Parabéns também ao técnico, Bruce Bochy, que também virou um gigante nos playoffs, mostrando não ter medo de mudar o time sempre que foi preciso, de barrar quem estava mal, independente do salário ou da fama, mostrando, depois de tanto tempo, ter alma de campeão.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

MLB | San Francisco Giants vencem a World Series 2010

O San Francisco Giants venceu a World Series 2010, a equipe da California bateu o Texas Rangers em 5 jogos. Um grande feito para os Giants que não eram apontados como favoritos para o título. Entraram como "underdog" contra o Philadelphia Phillies e contra o Texas Rangers, mas provaram que com uma excelente rotação titular se pode vencer títulos.



Não podemos deixar de citar os arremessadores quem foram peças-chaves nesta conquista. Tim Lincecum, que depois de passar um mal momento em alguns jogos da temporada regular, se redimindo na pós-temporada, derrotando Roy Halladay e Cliff Lee com muita propriedade. Matt Cain, um arremessador de poucos strikeouts, mas muito eficiente não cedendo nenhuma corrida em 21 entradas arremessadas na pós temporada. Madison Bumgarner, um dos mais novos da rotação, talvez com pouca confiança depositada nele, mas sendo muito eficiente na hora certa. Só Jonathan Sanchez que mesmo fazendo boas partidas na pós temporada, não foi bem na World Series.


O ataque dos Giants não foi tão potente na pós-temporada como um todo, venceu 6 jogos, marcando 3 ou menos corridas empatando com o Oakland Athletics de 1972. Mas na WS, decidiu. Anotou 20 corridas nos 2 primeiros jogos da série. Edgar Renteria sendo mais uma vez um jogador decisivo, rebateu um HR de 3 corridas que deu a vitória para o  e se tornando o quarto jogador da história da MLB a ser o último eliminado em uma World Series (2004, na derrota dos Cardinals para o Red Sox) e vencer o MVP de uma World Series (agora, em 2010,  pelos Giants). Para mostrar como ele é um "clusher", em 1997, no 11º inning do jogo 7, ele impulsionou Liván Hernández para conquistar a World Series pelos Marlins. Buster Posey também fez a diferença, o calouro conquistou recordes e sendo um catcher com um ótimo futuro atrás do home-plate e também no bastão.


Um título merecido para essa equipe que foi praticamente montada durante o ano, com jogadores que foram praticamente "descartados" de outras equipes como Cody Ross e Pat Burell que ninguém dava mais nada por eles, mas os Giants acreditaram e foram recompensados. Eles foram muito eficientes principalmente no final da temporada regular  e na pós-temporada.


E pensar que em 2 de julho, os Giants estavam em 4º na divisão e a 6,5 jogos dos Padres e com 12,1% de chances de classificação pelo site coolstandings.com


Quem acreditava neles, hein ?


 

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

MLB World Series 2010

A World Series 2010, grande final da MLB (Major League Baseball) vai começar nesta quarta-feira (27) reunindo dois times que não eram considerados favoritos Texas Rangers x San Francisco Giants, mais que vem mostrando grandes razões do motivo de estarem disputando essa World Series e disputar em melhor de 7 quem vence o título da temporada.

Duas equipes que tem dois grandes aces na rotação titular são eles : Cliff Lee e Tim Lincecum que vem jogando muito e dominando os lineups de tal forma incrível, vamos ver quem vai ter mais sangue frio para jogar melhor e sair com a vitória nesse confronto que será chave.

Texas Rangers que está sendo bem agressivo na pós-temporada correndo as bases precisa mais do que nunca dessa agressividade é só olhar para o topo do lineup e ver Elvis Andrus o jeito que ele vem correndo nas bases nas últimas séries tem de continuar assim contra uma rotação titular fortissíma dessa é preciso disso e também ver como vai estar Josh Hamilton que jogou muito bem a NLCS sendo eleito o MVP da série.

Os Giants vão precisar mais do que nuca de seus arremessadores que vem sendo fantásticos, com um ótimo bullpen e Brian Wilson sendo automático sempre conseguindo fechar os jogos por isso e com o bastão é preciso ter o homem de leadoff em base para poder fazer o seu jogo "small ball" que é a cara do time de San Francisco já que não tem um ataque potente.

Palpite : Texas Rangers em 6 jogos.