domingo, 23 de outubro de 2011

MLB | O jogo que entrou para a história da World Series

Ontem, 22 de outubro de 2011, foi um dia que entrou para a história da Major League Baseball. Não apenas pelas 16 corridas anotadas pelo St. Louis Cardinals, um recorde da franquia na pós-temporada e que determinou sua vitória no jogo 3 da World Series (abrindo 2 jogos a 1 contra o Texas Rangers), mas principalmente pela performance de Albert Pujols, primeira base dos Cardinals e considerado por muitos o melhor jogador da MLB na atualidade.

Albert Pujols bate seu terceiro HR no jogo 3 da World Series
Em pleno Rangers Ballpark em Arlington, Texas, Pujols igualou o recorde da MLB de homeruns em uma partida de World Series: foram simplesmente TRÊS bolas que foram parar do outro lado do muro na partida de ontem, igualando a marca de Babe Ruth (que conseguiu o feito em 1926 e 1928) e do "Mr. October", Reggie Jackson (1977). Mas depois de ontem, o técnico de rebatedores dos Cardinals, o ex-jogador Mark McGwire afirmou após a partida que Pujols é o novo "Mr. October". Além dos 3 HRs anotados, Pujols conseguiu 5 rebatidas em 6 oportunidades no bastão, além de impulsionar 6 corridas (igualando o recorde da World Series de RBI de um jogador numa única partida).
Vale observar que, antes do jogo de ontem, Pujols não havia conseguido nenhuma rebatida nos dois primeiros jogos da WS contra os Rangers (0-7 no bastão) e tinha apenas 3 rebatidas se contarmos também a World Series de 2006, vencida pelos Cardinals. Para se ter uma idéia da importância do recorde de Pujols, Tom Verducci (colunista da renomada revista norte-americana Sports Illustrated) comparou o feito de ontem com o famoso discurso de Abraham Lincoln em Gettsburg e com o lendário show do guitarrista Jimi Hendrix no festival de Woodstock: segundo Verducci, "as performances de suas vidas". 


Yorvit Torrealba é vítima de um dos 3 erros defensivos de seu time
Fato é que o grande momento da carreira de Pujols (até o momento, pelo menos...) ajudou os Cardinals a abrirem uma vantagem para o time do Texas que pode ser irreversível se o time de St. Louis vencer o jogo 4, que será hoje à noite. Mais do que vencer hoje, os Rangers têm que superar o peso psicológico da derrota de ontem, não apenas pelas 16 corridas sofridas, mas pelos erros defensivos (foram 3 erros ontem, incluindo um arremesso errado do primeira-base Mike Napoli que o catcher Yorvit Torrealba não conseguiu segurar, dando 2 corridas de graça para os Cardinals e prolongando uma 4ª entrada desastrosa, na qual os Rangers sofreram 4 corridas e não conseguiram se recuperar mais) e pela péssima partida de seu bullpen, que havia cedido apenas 6 corridas durante toda a pós-temporada. Isso até ontem, quando tomou 11 corridas (sendo 10 merecidas) em apenas 5,1 entradas. Independentemente de quem ganhar a World Series neste ano, a grande noite de Albert Pujols não será esquecida. Mas, se os Cardinals vencerem a WS, a noite de ontem se tornará mais especial ainda.

2 comentários:

  1. Belo texto. Além do Tom Verducci eu gosto muito do Joe Posnanski também.

    Se me permitem uma pequena correção: Foram 16 corridas. 16 a 7.

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