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quinta-feira, 25 de novembro de 2010

NBA | A última chance de uma geração ?

Muito se falava sobre o Miami Heat antes da temporada, será que conseguiriam bater o recorde 72-10 de Michael Jordan e companhia ? Hoje, depois de 7 derrotas em 15 jogos, um time absolutamente inexistente no garrafão e sem jogar como equipe... Ouvi muitos falarem que quando o jogo fosse decidido nos detalhes, Wade e Lebron fariam a diferença... mas em 4 jogos decididos por 5 ou menos pontos, 4 DERROTAS!! Mas, o tema desse post não é o Miami Heat e sim, quem está na posição que muitos achavam que Miami estaria, a 1ª colocação geral da NBA, o San Antonio Spurs de Tim Duncan e, porque não, Tiago Splitter.


San Antonio começou a temporada de uma forma absolutamente inesperada, não que se esperasse que eles perderiam 80% dos jogos, mas 13 vitórias em 14 jogos (12 vitórias seguidas!) é demais. Até semana passada, alguns torciam o nariz para o time do Texas, alegando, não de forma totalmente equivocada, que eles só haviam enfrentado babas e o único jogo para valer (contra New Orleans), eles haviam perdido e que os jogos contra Utah e Orlando serviriam para mostrar o caminho que San Antonio vai seguir... (única resalva que deve ser feita é que entre as babas, estava o Oklahoma de Kevin Durant, que mesmo sem ele, venceu os Celtics em Boston, alguém viu esse jogo na 6a. ?). Bem, uma semana depois, com Utah e Orlando na carteira, para mim, já dá para ter medo desse time, logicamente, se todos (Parker, Duncan, Ginobili e Richard Jefferson, uma bela surpresa, principalmente) se manterem saudáveis... Jefferson vem jogando muito com médias de 15.9 PPG e 3.7 RPG, Ginobili e Parker arremessando muito bem (46,7% e 53,9% de arremessos de quadra, respectivamente) e sempre, Greg Poppovich sabendo armar o time (mesmo deixando Splitter muito tempo no banco, só 13.6 MPG, Bonner vem tomando tempo dele, pois está muito bem nos arremessos de 3 pontos, 62,5% (!) de aproveitamento).
Já respondendo o que muitos podem estar pensando: “Ah, mas eles não aguentam os playoffs, é muita canseira...”, eu penso um pouco diferente, acho que se os Spurs tiverem folga na tabela no fim da temporada, dá para chegar aos playoffs com o time descansado e aí, meu amigo, jogando 3 vezes por semana... só vejo Lakers e Celtics com chances de enfrentá-los de igual para igual numa melhor de 7.
Agora surge a dúvida, será que o quarteto fantástico se manterá saudável e jogando bem ou uma contusão pode colocar tudo a perder ? Só o tempo dirá, mas eu também diria a Gregg Popovich, deixe o Splitter jogar mais que você não vai se arrepender...

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Basquete | Entrevista com Guilherme Giovannoni

Entrevistamos Guilherme Giovannoni, titular da seleção brasileira no último Mundial e campeão do último NBB com o time de Brasília, Guilherme jogou na Europa (Espanha, Itália, etc) e voltou ao Brasil com a crise econômica em 2009. Ele conta um pouco sobre o Mundial, fala também sobre a NBA e Tiago Splitter e conta sobre seu sonho de ser técnico


# O que você achou da participação do Brasil no Mundial ?


Acredito que foi uma boa participação, acho que demos um passo importante pra credibilidade no esporte no país.


# Muito se fala que, na seleção, falta alguém para decidir os jogos. Você concorda ?


Não concordo, acredito que temos jogadores que podem sim decidir partidas, mas essa é uma questão que gera muita discussão.


# Qual foi a sensação de perder por 2 pontos dos EUA e depois, vê-los ganhando o Mundial com tanta competência ?


Foi uma sensação estranha, um jogo onde a gente poderia ter ganhado de um time onde nenhum outro time teve nem sequer a chance de pensar em vitória contra eles.


# Você jogou na Itália e na Espanha, o que te trouxe de volta ao Brasil em 2009 ?


Acredito que 2 fatores, uma crise financeira muito forte na Europa, onde dificultou o mercado pra muita gente, e a criação do NBB, que esta crescendo a cada dia.


# Qual a diferença entre jogar na Europa e no Brasil ?


Acredito que o intercâmbio que se tem jogando na Europa é muito grande, e essa é uma dificuldade do esporte por aqui. A possibilidade de melhoria é muito grande com esse intercâmbio e competitividade que tem por lá.


# Você acredita que o NBB é o caminho certo para a revitalização do basquete brasileiro ?


Sem dúvida alguma, agora não podemos ficar de braços cruzados esperando que a liga vá resolver todos os problemas do basquete brasileiro porque não é assim, todos envolvidos com o esporte tem que ajudar e fazer alguma coisa em prol da modalidade.


# O que mais precisa ser feito para que o basquete brasileiro volte aos tempos áureos ?


Trabalhar a base e especializar todos os profissionais da área, com cursos e clínicas frequentes no nosso país.


# Qual seus próximos objetivos na carreira ?


Espero jogar mais alguns anos, tanto pela seleção quanto nos clubes, e quem sabe virar técnico. Curso eu já estou fazendo.



“Mas acredito que se a liga continuar


crescendo como está, as televisões brasileiras,


com certeza, enxergarão o ótimo produto


que é o basquete.”


# Qual o melhor técnico com o qual você já trabalhou ?


Trabalhei com excelentes técnicos, é difícil individualizar o melhor, mas foram técnicos como Ettore Messina, Renato Pasquali, Ruben Magnano.


# Você ainda sonha em jogar na NBA ?


Acredito que nessa fase da minha carreira já seja mais difícil, mas seria uma grande satisfação ter uma oportunidade sim.


# Você acha que o Tiago Splitter vai ser um superstar na NBA ?


Acredito que ele tem um grande potencial pra ser referência, mas penso que a minha idéia de superstar é um pouco diferente do que pensa a maioria.


# Você acha que a TV brasileira pretere o basquete frente ao futebol e ao vôlei ?


Isso sim, mas é uma questão muito simples, o futebol no Brasil é uma febre e sempre será, e o vôlei hoje é referência mundial. Mas acredito que se a liga continuar crescendo como está, as televisões brasileiras, com certeza, enxergarão o ótimo produto que é o basquete.

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Mundial de Basquete | Mais uma decepção

O Brasil perde para a República Tcheca (84 x 70) e  não consegue se classificar para as quartas de final do Mundial Feminino.


No começo do jogo, o Brasil parecia dominar as ações e fazer seu melhor jogo no Mundial, terminou o 1º quarto vencendo por 20 x 17, porém, começaram as oscilações, por 4:15 no 2º quarto, o Brasil passou em branco e levou 12 pontos seguidos... depois, voltamos ao foco e o Brasil vencia por 2 pontos no intervalo (36 x 34).


O apagão começou a aparecer no meio do 3º quarto. E quando Érika (a melhor do Brasil, disparada, no Mundial) fez sua 4ª falta (uma bela de uma cavada da Vecerová), o time desandou...


O 4º período foi completamente dominado pelas tchecas (24 x 15)., o Brasil errou muito,  se desesperou e mostrou como depende de Érika... Resultado, Brasil eliminado.



Ficamos fora das quartas-de-final pela 1ª vez desde 1990. E Carlos Colinas, parece, não ser o melhor nome para nossa seleção. O time segue sem estratégia, dependendo basicamente de Érika e de Iziane (que hoje foi bem, 27 pontos, 11/24 de arremessos de quadra...), mas mostra a patente falta de renovação... Helen, Adrianinha e Alessandra não seriam selecionáveis nunca em um time um pouquinho renovado com algumas opções mais jovens. A seleção feminina, hoje, é reflexo do que se tornou o basquete nacional... Se o masculino, parece estar ressurgindo, com a NBB, agora até com o sub-23 da NBB, com um ótimo técnico no selecionado, o feminino parece seguir o caminho inverso, sem estrutura de campeonatos nacionais, com um estrangeiro no comando que, parece, não conhecer as jogadoras e mostrou um time totalmente sem tática que perdeu para Coréia do Sul e Rep. Tcheca, além de levar duas "goleada" de Espanha e Russia.


Precisamos rever muitas coisas na administração no basquete feminino brasileiro, se quisermos, um dia, voltarmos ao topo, de onde nunca deveríamos ter saído e nem sei se, ainda, conseguiremos voltar até lá.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Mundial de Basquete | Vencemos, mas que sufoco!

O Brasil ganhou do Japão na prorrogação em um jogo sensacional, muito mais pelo equilíbrio do que pela qualidade técnica.


Faltando 10 segundos, Brasil perdendo por 3 pontos (78 x 75), parecia que perderíamos mais uma... as jogadoras fizeram tudo (ou quase tudo) errado, o corta-luz não funcionou, mas Sílvia iluminada acertou uma bola de 3 no estouro do cronômetro, levando o jogo para a prorrogação.


Então, Iziane (que até parar no banco, tinha ido) apareceu, com 10 dos 15 pontos brasileiros na prorrogação. E no finalzinho, a andorinha Érika, que fez uma partida soberba (32 pontos e 18 rebotes), deu um tocaço na japonesa Y. Oga e deu um pouco de alento para o Brasil.


Agora precisamos vencer as tchecas, donas da casa, amanhã, para seguir na competição.


Então, afinal, uma vitória no sufoco! Uma baita vitória! Mas não deveria ser assim, sempre ganhamos com facilidade do Japão...


O ataque melhorou, mas a defesa fez água, tomar 78 pontos do Japão é dose!


O time continua mostrando falta de estratégia, não temos jogadas armadas, muitos passes precipitados em horas decisivas... mas um alento, Iziane (na prorrogação) e Érika mostraram que podem levar o Brasil até as 4as. de final para um possível confronto com EUA ou Austrália, daí, meu amigo... nem com Paula e Hortência...

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Mundial de Basquete | Realidade do Basquete Feminino

Bom pessoal, antes de mais nada, queria me desculpar por não postar nada sobre o jogo Brasil x Espanha. Não vi o jogo, então era bem difícil fazer uma análise. Sei que o Brasil foi mal mais uma vez e foi dominado pela seleção espanhola.

Bom, sobre a derrota de hoje, Brasil 53 x 76 Rússia (isso mesmo 23 pontos de vantagem), o que posso dizer é que no 1º quarto, o Brasil mostrou vontade. Mas como o Colin do Blog Sexto Homem disse, no twitter: "foda é a gente ter que valorizar o fato da seleção jogar com vontade... achei que isso fosse premissa até em pelada no fds.."

Depois, ou sempre, como vocês preferirem, Iziane completamente apática no jogo (2/13 em arremessos - míseros 5 pontos e 26,9% no CAMPEONATO!) e um time completamente dominada pela Rússia. Errando arremessos fáceis (e até bandejas LIVRES!). Nos arremessos de 3 pontos, novamente o Brasil foi muito mal ( 1/8 contra 5/16 das russas).

O detalhe do jogo é que o Brasil conseguiu levar 23 pontos com as russas sem um grande aproveitamento dos arremessos de quadra (38,2% x 33,3% do Brasil).

Outro fator importante, mas não decisivo, foi o pífio aproveitamento nos lances livres (50% - 12/24).

No final, mais uma péssima atuação da seleção, que caminha a passos largos para ser desclassificada, sem alcançar as quartas-de-final, pela 1ª vez desde 1990, quando foi eliminada na 1ª fase....

O nosso basquete masculino parece ressurgir das cinzas enquanto nosso basquete feminino vai se afundando nelas...

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

MUNDIAL DE BASQUETE | Nuvens negras REALMENTE se aproximam

Nem posso escrever muito sobre esse Brasil 80 x 73, afinal de contas, parei de ver o jogo várias vezes... não conseguia ver o time brasileiro definhando daquele jeito...

Jogo equilibrado até 5 minutos pro final, não pelo nível do jogo... mas sim pela falta de qualidade, arremessos precipitados, erros bobos, tudo isso... E Brasil quase perdeu...

Mali dominou o garrafão (46 rebotes contra 28 do Brasil)... enquanto, curiosamente, o que salvou o Brasil foram as bolas de 3 pontos no final...

No sábado, precisamos rezar para não levar uma lavada histórica da Espanha...

Carlos Colinas não teve tempo de preparar o time (Érika e Iziane estavam na final da WNBA), mas isso não é desculpa... o Brasil precisa jogar com inteligência, mas o afobamento e a falta de pontaria são nítidos...

Como disse o Marcelo Laguna no twitter, a reposição de jogadoras brasileiras praticamente inexistiu depois de Paula, Hortência e Janeth.... assim fica difícil...

Nuvens negras, REALMENTE, se aproximam....

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Mundial de Basquete | Nuvens negras se aproximam

Uma atuação abaixo da crítica na estréia brasileira contra a Coréia do Sul no Mundial de Basquete Feminino.

Com amplo domínio no garrafão (19-7 nos rebotes ofensivos), o Brasil parecia ter encontrado em Érika a jogadora para decidir o jogo, porém, insistiu em arremessar bolas forçadas (eu sei, às vezes, elas estavam livres) de 3 pontos (3/21) e jogou a 1ª partida do Mundial no ralo em uma bola desperdiçada pela Adrianinha faltando 10 segundos para acabar o jogo.



O que mais me impressionou foi a falta de inteligência tática do time que sabia muito bem que o garrafão estava sendo dominado pela Érika que até terminou como cestinha (15 pontos) e maior reboteira (12), mas insistia veementemente em arremessar de fora. Em alguns momentos, eu percebi que as coreanas nem marcavam o arremesso e sim buscavam se posicionar para o rebote, tentando marcar a nossa pivô.

Como disse, uma estréia abaixo da crítica, acho que nuvens negras se aproximam....