segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Basquete | Entrevista com Guilherme Giovannoni

Entrevistamos Guilherme Giovannoni, titular da seleção brasileira no último Mundial e campeão do último NBB com o time de Brasília, Guilherme jogou na Europa (Espanha, Itália, etc) e voltou ao Brasil com a crise econômica em 2009. Ele conta um pouco sobre o Mundial, fala também sobre a NBA e Tiago Splitter e conta sobre seu sonho de ser técnico


# O que você achou da participação do Brasil no Mundial ?


Acredito que foi uma boa participação, acho que demos um passo importante pra credibilidade no esporte no país.


# Muito se fala que, na seleção, falta alguém para decidir os jogos. Você concorda ?


Não concordo, acredito que temos jogadores que podem sim decidir partidas, mas essa é uma questão que gera muita discussão.


# Qual foi a sensação de perder por 2 pontos dos EUA e depois, vê-los ganhando o Mundial com tanta competência ?


Foi uma sensação estranha, um jogo onde a gente poderia ter ganhado de um time onde nenhum outro time teve nem sequer a chance de pensar em vitória contra eles.


# Você jogou na Itália e na Espanha, o que te trouxe de volta ao Brasil em 2009 ?


Acredito que 2 fatores, uma crise financeira muito forte na Europa, onde dificultou o mercado pra muita gente, e a criação do NBB, que esta crescendo a cada dia.


# Qual a diferença entre jogar na Europa e no Brasil ?


Acredito que o intercâmbio que se tem jogando na Europa é muito grande, e essa é uma dificuldade do esporte por aqui. A possibilidade de melhoria é muito grande com esse intercâmbio e competitividade que tem por lá.


# Você acredita que o NBB é o caminho certo para a revitalização do basquete brasileiro ?


Sem dúvida alguma, agora não podemos ficar de braços cruzados esperando que a liga vá resolver todos os problemas do basquete brasileiro porque não é assim, todos envolvidos com o esporte tem que ajudar e fazer alguma coisa em prol da modalidade.


# O que mais precisa ser feito para que o basquete brasileiro volte aos tempos áureos ?


Trabalhar a base e especializar todos os profissionais da área, com cursos e clínicas frequentes no nosso país.


# Qual seus próximos objetivos na carreira ?


Espero jogar mais alguns anos, tanto pela seleção quanto nos clubes, e quem sabe virar técnico. Curso eu já estou fazendo.



“Mas acredito que se a liga continuar


crescendo como está, as televisões brasileiras,


com certeza, enxergarão o ótimo produto


que é o basquete.”


# Qual o melhor técnico com o qual você já trabalhou ?


Trabalhei com excelentes técnicos, é difícil individualizar o melhor, mas foram técnicos como Ettore Messina, Renato Pasquali, Ruben Magnano.


# Você ainda sonha em jogar na NBA ?


Acredito que nessa fase da minha carreira já seja mais difícil, mas seria uma grande satisfação ter uma oportunidade sim.


# Você acha que o Tiago Splitter vai ser um superstar na NBA ?


Acredito que ele tem um grande potencial pra ser referência, mas penso que a minha idéia de superstar é um pouco diferente do que pensa a maioria.


# Você acha que a TV brasileira pretere o basquete frente ao futebol e ao vôlei ?


Isso sim, mas é uma questão muito simples, o futebol no Brasil é uma febre e sempre será, e o vôlei hoje é referência mundial. Mas acredito que se a liga continuar crescendo como está, as televisões brasileiras, com certeza, enxergarão o ótimo produto que é o basquete.

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