Entrevistamos Guilherme Giovannoni, titular da seleção brasileira no último Mundial e campeão do último NBB com o time de Brasília, Guilherme jogou na Europa (Espanha, Itália, etc) e voltou ao Brasil com a crise econômica em 2009. Ele conta um pouco sobre o Mundial, fala também sobre a NBA e Tiago Splitter e conta sobre seu sonho de ser técnico
# O que você achou da participação do Brasil no Mundial ?
Acredito que foi uma boa participação, acho que demos um passo importante pra credibilidade no esporte no país.
# Muito se fala que, na seleção, falta alguém para decidir os jogos. Você concorda ?
Não concordo, acredito que temos jogadores que podem sim decidir partidas, mas essa é uma questão que gera muita discussão.
# Qual foi a sensação de perder por 2 pontos dos EUA e depois, vê-los ganhando o Mundial com tanta competência ?
Foi uma sensação estranha, um jogo onde a gente poderia ter ganhado de um time onde nenhum outro time teve nem sequer a chance de pensar em vitória contra eles.
# Você jogou na Itália e na Espanha, o que te trouxe de volta ao Brasil em 2009 ?
Acredito que 2 fatores, uma crise financeira muito forte na Europa, onde dificultou o mercado pra muita gente, e a criação do NBB, que esta crescendo a cada dia.
# Qual a diferença entre jogar na Europa e no Brasil ?
Acredito que o intercâmbio que se tem jogando na Europa é muito grande, e essa é uma dificuldade do esporte por aqui. A possibilidade de melhoria é muito grande com esse intercâmbio e competitividade que tem por lá.
# Você acredita que o NBB é o caminho certo para a revitalização do basquete brasileiro ?
Sem dúvida alguma, agora não podemos ficar de braços cruzados esperando que a liga vá resolver todos os problemas do basquete brasileiro porque não é assim, todos envolvidos com o esporte tem que ajudar e fazer alguma coisa em prol da modalidade.
# O que mais precisa ser feito para que o basquete brasileiro volte aos tempos áureos ?
Trabalhar a base e especializar todos os profissionais da área, com cursos e clínicas frequentes no nosso país.
# Qual seus próximos objetivos na carreira ?
Espero jogar mais alguns anos, tanto pela seleção quanto nos clubes, e quem sabe virar técnico. Curso eu já estou fazendo.
“Mas acredito que se a liga continuar
crescendo como está, as televisões brasileiras,
com certeza, enxergarão o ótimo produto
que é o basquete.”
# Qual o melhor técnico com o qual você já trabalhou ?
Trabalhei com excelentes técnicos, é difícil individualizar o melhor, mas foram técnicos como Ettore Messina, Renato Pasquali, Ruben Magnano.
# Você ainda sonha em jogar na NBA ?
Acredito que nessa fase da minha carreira já seja mais difícil, mas seria uma grande satisfação ter uma oportunidade sim.
# Você acha que o Tiago Splitter vai ser um superstar na NBA ?
Acredito que ele tem um grande potencial pra ser referência, mas penso que a minha idéia de superstar é um pouco diferente do que pensa a maioria.
# Você acha que a TV brasileira pretere o basquete frente ao futebol e ao vôlei ?
Isso sim, mas é uma questão muito simples, o futebol no Brasil é uma febre e sempre será, e o vôlei hoje é referência mundial. Mas acredito que se a liga continuar crescendo como está, as televisões brasileiras, com certeza, enxergarão o ótimo produto que é o basquete.
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