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terça-feira, 31 de maio de 2011

Por que Jason Kidd e Dirk Nowitzki merecem ganhar a o Titulo da NBA?

Por Caio Lissoni


Às vezes, nem todo atleta da NBA que entra para o Hall da Fama possui um anel de campeão da Liga. Alguns exemplos são Charles Barkley, Karl Malone e John Stockton. Nesta temporada, dois outros grandes jogadores que certamente estarão entre os maiores da história poderão ter sua última chance de conquistar o anel da Liga. Dirk Nowitzki e Jason Kidd são dois grandíssimos jogadores que não possuem essa regalia no seu currículo e terão, a partir desta noite, a chance de não serem punidos pela bola laranja. Chances não faltaram a ambos para vencer a Liga, mas alguns detalhes os atrapalharam nos momentos decisivos. Farei um perfil de cada um e apresentarei os motivos para que Dirk e Kidd mereçam ganhar a temporada junto com os Mavs.


Dirk Werner Nowitzki, um alemão prestes a completar 33 anos com seus 2,11m. Dirk teve a sua chance mais clara de conquistar a Liga na temporada 2005-06 quando capitaneou e conduziu os Mavericks à final diante do mesmo Miami Heat que enfrentará nesta final. Naquela série, os Mavs abriram 2 a 0, mas permitiram a reação da equipe da Flórida, que era conduzida por Dwyane Wade (um garoto em sua terceira temporada na NBA) e Shaquille O'Neal, que ainda apresentava uma boa forma física. Dirk, na época com 28 anos, teve 0-4 nos arremessos de quadra no último quarto e deixou a quadra do American Airlines Center cabisbaixo e envergonhado por ter falhado no momento decisivo. O alemão, na temporada seguinte, teve um fiasco maior ainda: eleito o MVP da temporada e Dallas tendo se classificado na 1ª posição do Oeste, ambos foram eliminados diante do Golden State Warriors na 1ª rodada dos playoffs. Desde então, injustamente Dirk e os Mavericks ganharam fama de “Amarelão”. Dirk foi o 1º europeu a atingir 20 mil pontos na carreira, além de ser eleito 10 vezes para o All Star Game, de ter sido o MVP da NBA na temporada 2006-07 e MVP do Campeonato Mundial da Fiba de 2002.


Já Jason Frederick Kidd, um californiano de 38 anos, esteve em outras duas finais de NBA, ambas com o New Jesey Nets, em que era a estrela quase solitária da equipe. Perdeu as finais de 2001-02 para o Lakers de Kobe e Shaq e as de 2002-03 para o San Antonio Spurs de Tim Duncan. Kidd é conhecido como "Mr. Triple Double" por ser o 3º jogador com maior número desta estatística na história da NBA. Além de ter duas medalhas de ouro olimpicas com a seleção norte-americana, Kidd é o único jogador da história a ter pelo menos 15 mil pontos, 7 mil rebotes e 10 mil assistências na carreira. Jason também é o único a ter 7 temporadas com mais de 700 assistências e mais de 500 rebotes. Os jogadores que estão mais perto desta marca são Magic Johnson e Oscar Roberson, que conseguiram tal feito em 6 temporadas.

Com base nos números apresentados, tire suas conclusões se é justo e merecido que ambos levem para Dallas o primeiro titulo de suas carreiras e o primeiro da franquia.

segunda-feira, 30 de maio de 2011

NBA | A hora da decisão

Finalmente, conhecemos os dois finalistas da temporada 2010-11 da NBA: o campeão da Conferência Oeste, Dallas Mavericks, enfrentará o campeão do Leste, Miami Heat, numa final na qual um, e apenas um, dos dois jogadores mais questionados dentro da Liga quanto à capacidade de serem decisivos nos playoffs ganhará o tão sonhado anel de campeão. Mas os playoffs nos mostraram, até agora, que esses dois jogadores estão com fome de título e estão fazendo a diferença para suas equipes.

Do lado dos Mavericks, temos o alemão Dirk Nowitzki. Pela segunda vez em 5 anos, Nowitzki chega a uma final da NBA. Curiosamente, da última vez (na temporada 2005-06), o Dallas caiu diante do mesmo Miami Heat (que tinha "apenas" Dwyane Wade e um tal de Shaquille O'Neal, ainda em boa forma). Mas desta vez, parece que o time de Dallas não vai cometer os mesmos erros que cometeu naquela final, não apenas porque o time é diferente daquele de 2006, mas porque o Mavericks de 2011 está jogando os playoffs em alto nível, com um jogo coletivo competente, tanto no ataque quanto na defesa (destaques para o interminável Jason Kidd e seu reserva, Juan José Barea e o esforçado pivô Tyson Chandler) e uma eficácia impressionante nos arremessos da linha dos 3 pontos (Jason Terry e o "aposentado" Peja Stojakovic lideram o time nos arremessos de longa distância nos playoffs), o que minou todos os adversários do Mavericks nos playoffs, incluindo o último deles, na final do Oeste - o Oklahoma City Thunder.

Mas não podemos nos esquecer de Nowitzki, a peça fundamental do time comandado pelo técnico Rick Carlisle. O alemão vem apresentando um basquete de primeira classe: todos os seus marcadores sucumbiram diante suas virtudes ofensivas, uns mais que os outros (não é mesmo, meu caro Pau Gasol?), incluindo seu memorável jogo de 48 pontos ( com12-15 nos arremessos de quadra e 24-24 nos lances livres) na primeira partida contra o Thunder. E isso poderá ser um fator relevante a favor do time de Dallas.

Do lado do Miami Heat, temos o questionado LeBron James que, aos poucos, vai removendo o rótulo de jogador que "amarela" nos playoffs. E não está fazendo isso com palavras, mas com ações, dentro da quadra. Sua performance contra o Chicago Bulls foi digna de elogios, quando marcou impiedosamente o MVP da temporada regular, o armador Derrick Rose, principalmente nos minutos finais dos jogos 4 e 5 da final da Conferência Leste, e obteve sucesso. Isso sem falar dos seus 35 pontos no jogo 5, o derradeiro da série contra os Bulls. O impacto de seu jogo foi tão grande em Chicago que Scottie Pippen, ex-jogador dos Bulls e atual manager do time, afirmou no dia seguinte à eliminação dos Bulls que LBJ pode vir a ser um pontuador melhor do que seu ex-companheiro de time, Michael Jordan.

Verdade ou não, o fato é que LeBron está roubando as atenções nestes playoffs e é, de longe, o MVP do Heat nesta campanha. Mas não está fazendo o trabalho sozinho: Dwyane Wade, mesmo jogando no sacrifício (como ficou claro no jogo 5 da final do Leste), vem sendo uma peça fundamental para o time de Miami nos momentos finais das partidas, assim como Chris Bosh, que brilhou na série contra o Boston Celtics e teve, possivelmente, o jogo da sua carreira na terceira partida contra o Bulls (foram 34 pontos naquela oportunidade). A única ressalva do time comandado por Erik Spoelstra, além da inexperiência do treinador, são os jogadores do banco do Heat, que possui bons nomes (como Mike Miller, Eddie House e James Jones, só para falar dos bons chutadores de 3 pontos), mas que estão passando por altos e baixos durante todo o playoff. E contra os reservas do Mavericks, que estão "pegando fogo" nos playoffs (principlamente nos tiros de 3 pontos), a coisa pode ficar feia, MUITO feia pro Heat.

Obviamente, quem terá o papel de marcar LeBron será o veterano Shawn Marion, que fez um excelente trabalho contra Kevin Durant na final do Oeste e pode surpreender. Mas, sem dúvida, os grandes momentos da final que se aproxima serão quando LeBron e Nowitzki estiverem cara-a-cara, o #6 do Heat marcando o #41 dos Mavericks, algo que provavelmente acontecerá em momentos importantes dos jogos.

Enfim, será uma final sensacional e um, e apenas um dos dois (Dirk Nowitzki ou LeBron James) entrará para o seleto clube dos donos de um anel de campeão da NBA. E aí, em quem você aposta? Dallas? Miami?

Programação completa da Final da NBA (todos os jogos serão transmitidos pela ESPN e ESPN HD):

31/05, Terça: DAL @ MIA, 22 horas (horário de Brasília)
02/06, Quinta: DAL @ MIA, 22 horas
05/06, Domingo: MIA @ DAL, 21 horas
07/05, Terça: MIA @ DAL, 22 horas
09/05, Quinta: MIA @ DAL, 22 horas *
12/06, Domingo: DAL @ MIA, 21 horas *
14/06, Terça: DAL @ MIA, 22 horas *

* Se necessário.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

NBA | O fim de uma era

Ontem, 8 de maio de 2011, os fãs da NBA e de basquete presenciaram aquele que foi o último jogo de Phil Jackson como treinador (foto abaixo, AP). E não poderia ter sido da pior forma possível: o Los Angeles Lakers, time que comandou na última década, foi varrido de forma impiedosa pelo Dallas Mavericks em uma das semifinais da Conferência Oeste.Durante toda a série, o time de Dallas dominou os Lakers defensivamente: os angelinos foram limitados a incríveis 94, 81, 92 e 86 pontos nos 4 jogos da série! E no ataque, sobrou como há muito tempo não se via. O golpe final foi dado ontem, com uma vitória incontestável por 122 a 86, na qual os Mavericks bateram o recorde de cestas de 3 pontos em um jogo de playoff: foram 20 acertos em 32 tentativas, 9 deles por "culpa" de Jason Terry, que veio do banco e anotou 32 pontos.

Os Lakers não viram mais a cor da bola desde o segundo quarto, quando Terry acertou 3 cestas de 3 pontos e ajudou o Mavericks a fechar o primeiro tempo com impressionantes 24 pontos de vantagem (o placar marcava 63 a 39 no intervalo). E, ao contrário do jogo 5 da série contra o Portland Trail Blazers, quando abriu mais de 20 pontos mas perdeu a partida, o time de Dallas aprendeu a lição e continuou a atacar os Lakers com mais bolas de 3 pontos (o "aposentado" Peja Stojakovic foi perfeito nos 6 tiros que tentou) e manteve a margem segura que conquistou no intervalo. Nem Kobe Bryant se salvou: apenas 17 pontos e 5 erros na partida.

Phil Jackson nunca tinha sido varrido numa série melhor-de-7. Até ontem. Em jogos de eliminação, mais uma vez os Lakers perderam por mais de 30 pontos em menos de 3 anos (a outra vez foi no jogo 6 das finais da temporada 2007-2008, quando o Boston Celtics venceu por 38 pontos de vantagem).
Mas tudo isso ficou pra trás depois das agressões estúpidas de Lamar Odom e, principalmente, de Andrew Bynum e sua cotovelada covarde contra J.J. Barea (foto à direita, AP) e que deveria lhe render uma suspensão severa por parte da liga, além de apagar todo o esforço do único jogador dos Lakers que jogou com regularidade durante os playoffs. São jogadores que não souberam perder, ao contrário de Phil, que mesmo com uma derrota acachapante dessas, encerrou sua carreira como técnico da forma mais honrosa possível: reconhecendo a superioridade do adversário.

Pensar no que vai acontecer com os Lakers daqui pra frente soa um pouco imaturo, ainda mais com os playoffs da NBA ainda em andamento e que vão coroar um campeão diferente das últimas 2 temporadas. O que vale neste momento é que o Dallas Mavericks está na final do Oeste com todo o merecimento do mundo e está esperando a definição da outra semifinal: o surpreendente Memphis Grizzlies ou o jovem Oklahoma City Thunder disputará o título da Conferência contra o time do Texas.

Além disso, não podemos esquecer de todas as reverências possíveis ao "Mestre Zen", que revolucionou a NBA ao consagrar a tática dos "triângulos" do lendário Tex Winter vencendo o título da NBA onze vezes nas últimas 20 temporadas (seis com o Chicago Bulls de Michael Jordan; cinco com o LA Lakers de Kobe), incluindo 13 finais de NBA e aparições nos playoffs (com mais vitórias do que derrotas) em todas as temporadas em que comandou Bulls e Lakers. Definitivamente, Phil Jackson tem seu lugar garantido no Basketball Hall of Fame. Mas os Lakers poderiam ter se esforçado mais em lhe dar um final de carreira mais digno.

Enfim, que continuem os playoffs de mais uma temporada sensacional da NBA...

sexta-feira, 4 de março de 2011

NBA | O que acontece com o Heat?

Neste blog, já comentamos sobre a fase estranha que o Los Angeles Lakers enfrentou durante o mês passado (incluindo uma derrota surpreendente para o Cleveland Cavaliers). Agora, é a vez de falarmos sobre o Miami Heat, do badalado trio LeBron James (foto, Getty Images), Dwyane Wade e Chris Bosh.

Mesmo com uma boa campanha durante a temporada regular (43 vitórias em 61 jogos até a publicação deste post) e praticamente classificado para os playoffs, o time da Flórida apresenta uma campanha, no mínimo, ruim contra seus potenciais adversários nos playoffs. Nas últimas 4 partidas contra times da Conferência Leste que estão com 50% ou mais de aproveitamento (Boston Celtics, Chicago Bulls, New York Knicks e Orlando Magic), foram 4 derrotas.


As derrotas contra Celtics e Bulls foram fora de casa e as derrotas contra Knicks e Magic foram em Miami. Perder para os Celtics já não é surpresa para o Heat (são 3 derrotas nos 3 confrontos entre os dois times nesta temporada), mas essa série negativa chamou a atenção por dois motivos.

Primeiramente, o colapso do time durante as partidas, perdendo a vantagem que construiu durante os quartos iniciais dos jogos. Foi assim contra o time de Chicago (ganhava por 9 pontos ao final do primeiro tempo mas sofreu a virada na metade do terceiro quarto e perdeu o jogo) e ontem, contra o Orlando Magic, a vantagem de 24 pontos que o Heat construiu no primeiro tempo desapareceu em apenas 15 minutos, quando o Magic fez 40 a 9 no placar e não foi mais ameaçado na partida.

Em segundo lugar, surpreende a forma como jogadas-chave da partida estão permanentemente centralizadas em LeBron. Contra o Bulls, uma cesta de 3 pontos nos últimos segundos levaria o jogo para a prorrogação. Miami tem, em seu banco, dois excelentes arremessadores na linha de 3 pontos: Eddie House (campeão com os Celtics na temporada 2007-08) e James Jones, campeão do torneio de 3 pontos no último All-Star Weekend. Mas nenhum dos dois estava em quadra no último lance da partida: a bola foi para LeBron e ele disperdiçou. Contra os Knicks, duas tentativas do camisa 6 do Heat de virar o jogo terminaram em fracasso: na primeira, uma tentativa de bandeja que terminou num bloqueio incrível de Amaré Stoudemire e, na segunda, mais uma tentativa fracassada de uma cesta de 3 pontos. E ontem, contra o Magic, não foi diferente: quando o jogo começou a parecer perdido para o time de Miami, LeBron centralizou as ações do time e, mais uma vez, não atingiu seu objetivo.

Mesmo com jogadores de qualidade (House, Jones, Mike Miller e o mais recente contratado, o experiente armador Mike Bibby, que era free agent), a equipe de Miami ainda depende demais do bom rendimento em quadra de suas 3 principais estrelas. Por este motivo, mais uma vez, Erik Spoelstra será questionado e seu cargo de treinador do Heat será igualmente ameaçado, ainda mais com a sombra de Pat Riley (que poderia reassumir o cargo de treinador após ter conquistado o título da temporada 2005-06 e, logo após, assumir a presidência do Heat) em seu encalço.

É de senso comum no mundo da NBA que a temporada começa de verdade após o começo dos playoffs. Pode até ser verdade, mas o fato é que o Miami Heat precisa urgentemente descobrir formas de vencer seus futuros adversários nos playoffs. E tem que começar a descobrir hoje, quando vai a San Antonio para enfrentar o Spurs, o melhor time da NBA no momento e o único que já chegou a 50 vitórias na atual temporada

ATUALIZAÇÃO: Na partida de ontem, 06, mais uma derrota do Miami Heat: dessa vez em casa e contra o Chicago Bulls. O roteiro da partida já é conhecido pelos torcedores da franquia: Miami domina o primeiro tempo, diminui o ritmo, permite a virada dos Bulls e deixa a bola do jogo para LeBron, que tenta uma jogada individual (ou seria individualista mesmo?) e desperdiça.

Com a derrota de ontem, o Miami Heat amargou a SÉTIMA derrota nos 7 jogos contra os 4 melhores times da liga e agora acumula 13 derrotas nas 18 partidas que foram decididas por 5 ou menos pontos (ontem os Bulls venceram por 1 ponto, 87 a 86).

E quanto ao jogo de sexta-feira passada em San Antonio contra os Spurs? Um massacre do melhor time da NBA: 125 a 95. O "Big 3" de Miami (LeBron, Wade e Bosh) anotou 62 dos 95 pontos do Heat na partida, mas os jogadores vindo do banco fizeram uma partida ridícula: apenas 26 pontos (apenas Mike Miller passou dos 6 pontos: terminou a partida com 12), enquanto que o banco dos Spurs anotou incríveis 58 pontos.

Enquanto isso... lembram da má fase dos Lakers? Pois é, parece que ela foi embora, por enquanto. Ontem, o time mais famoso de Los Angeles venceu o melhor time da NBA na casa do adversário. A vitória sobre os Spurs por 99 a 83 foi inquestionável, com Kobe Bryant anotando 26 pontos sem forçar e limitando Manu Ginóbili a apenas 6 pontos. A defesa dos Lakers jogou muito bem, limitando o experiente Tim Duncan a apenas 2 pontos (sua pior marca na temporada). Esta foi a sétima vitória consecutiva dos Lakers, que agora estão a apenas 1 jogo do segundo lugar da Conferência Oeste, posto atualmente ocupado pelo Dallas Mavericks.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

The All Star Game, o final de semana das estrelas dos recordes e das supresas



Nesse último final de semana entre os dias 18,19 e 20 de fevereiro aconteceu em Los Angeles, mais precisamente no Staples Center, a edição de nº 60 do All Star Game. O evento que reúne as estrelas da liga pra vários eventos, entre eles: O celebrity game, jogo no qual celebridades da TV, música e alguns ex-jogadores participam. O Rookie Chalenge que é o jogo entre os calouros e os jogadores em seu segundo ano na NBA. E também, o desafio dos Trios, desafio de Habilidades, de três pontos e o de enterradas e no último evento tivemos o tão esperado jogos entre as estrelas do Leste contra as do Oeste. Vou tentar fazer um breve resumo dos três dias de competições:
Iniciamos o All Star na sexta feira, com o Celebrity Game: e quem roubou a cena foi cantor canadense Justin Bieber, o astro pop, que anotou até cestas de três na partida, levou para casa o troféu de Jogador Mais Valioso do confronto. O Oeste, equipe de Bieber, foi treinado por Magic Johnson, ex-astro do Los Angeles Lakers. E, nem com a dupla afinada, a vitória veio. O time da Conferência Leste venceu por 54 a 49, Bieber, de apenas 16 anos, dividiu a quadra com ex-jogadores como Scottie Pippen, Chris Mullin e Rick Fox. Outras celebridades dos Estados Unidos, como os atores Ty Burrell (do seriado "Modern Family"), Rob Kardashian (de "Keeping Up with the Kardashians") e Zach Levi (de "Chuck"), também estiveram presentes.

Ainda na sexta, tivemos o Rookie Challenge, o Jogos dos Calouros contra os segundo anistas na liga e o jogo que sempre tem como características placares elásticos e muitas enterradas, não foi diferente desta vez. Pelo segundo ano seguido, os Rookies (Calouros) venceram o jogo, desta vez por 148 x 140, com destaque para para o pivô DeMarcus Cousins (33 pontos e 14 rebotes), do Sacramento Kings, e o armador John Wall (12 pontos e 22 assistências), do Washington Wizards. Wall, que foi a 1ª escolha do Draft dessa temporada, foi eleito o MVP (jogador mais valioso) em quadra. No Sophmores (segundo anistas), os destaques foram o pivô Dejuan Blair (28 pontos e 15 rebotes), do San Antonio Spurs, e o armador James Harden (30 pontos), do Oklahoma City Thunder.

A competição que abriu o sábado foi  o  torneio de trios. A equipe de Atlanta formada por Al Horford (Atlanta Hawks), Coco Miller (Atlanta Dream) e Steve Smith superou o Texas na decisão. O Atlanta começou a disputa, após perder alguns arremessos próximos a tabela, a equipe precisou de seis tentativas do meio da quadra para fechar com 47,6 segundos. Em seguida, veio o Chicago, mesmo com Steve Kerr, famoso pela qualidade do arremesso longo, o time perdeu muito tempo (16 tentativas) no último chute, cravou 1m06s. Terceiro a se apresentar, o Los Angeles se atrapalhou nos primeiros arremessos. Rick Fox fez o chute quando não era sua vez, mas compensou na tentativa do meio da quadra e a equipe fechou com 55,6. Depois veio o Texas, atual campeão. Kenny Smith acertou o tiro mais longo na primeira tentativa com 31,8 segundos, com melhores tempos, Atlanta e Texas avançaram para a decisão. Na segunda rodada, a equipe de Atlanta não conseguiu melhorar sua marca (1m10s). No entanto, o time texano não repetiu o bom desempenho, errou muito no último estágio e perdeu a chance do bicampeonato.
Na continuidade, Stephen Curry foi o campeão do Torneio de Habilidades, o jogador do Golden State Warriors fez o circuito composto por oito estágios com obstáculos no menor tempo possível e bateu Chris Paul, Derrick Rose, John Wall e Russell Westbrook na competição. Stephen Curry foi o primeiro a se apresentar. O jogador do Golden State Warriors errou pouco e cravou o circuto em 34,1 segundos. Depois foi a vez de Russell Westbrook, o atleta do Oklahoma City Thunder foi melhor e cravou 30 segundos. Nervoso, o novato John Wall, do Washington Wizards, errou muito e foi o primeiro eliminado. Atual campeão, Derrick Rose, do Chicago Bulls foi o quarto a entrar em quadra. No entanto, com tempo de 35,7 segundos o jovem armador também foi eliminado. Mais famoso, Chris Paul errou logo na primeira bandeja e teve todo o trajeto atrapalhado. Na final, Westbrook e Curry tiveram a chance de se apresentar novamente. Segundo melhor da primeira fase, o jogador do Golden State errou apenas um passe e melhorou seu tempo para 28,2 segundos. Westbrook entrou pressionado pela responsabilidade de melhorar sua marca, o jogador do Thunder sentiu e errou muitos lances, garantindo o triunfo ao rival do Golden State, que obteve a segunda melhor marca da história do Torneio de Habilidades (1º Deron Williams – 2009 – 24 segundos).

Dando prosseguimento aos eventos no sábado, o torneio de três pontos teve um coadjuvante como vencedor: James Jones surpreendeu, deixando para trás os astros do Boston Celtics, Paul Pierce (atual campeão) e Ray Allen (jogador com maior número de cestas de três na história da NBA). James Jones, do Miami Heat, foi o primeiro a se apresentar, conseguindo 16 pontos. Em seguida, veio Daniel Gibson que errou os nove primeiros arremessos. O atleta do Cleveland Cavaliers conseguiu apenas sete pontos. Ray Allen, jogador com mais acertos em bolas de três pontos na história da NBA, foi o terceiro a se apresentar, o atleta do Boston Celtics fez todas possíveis de frente para tabela e fechou a disputa com 20 pontos. Kevin Durant foi o quarto, o jogador do Oklahoma City Thunder acertou apenas três nas 15 primeiras tentativas, o atleta conseguiu somente seis pontos e fechou a disputa com o pior registro. Líder na NBA em número de acertos nesta temporada, Dorrell Wright foi o quinto em quadra e conseguiu 11. Atual campeão, Paul Pierce fechou a primeira fase, o jogador do Boston não conseguiu um bom desempenho no começo, mas melhorou na reta final, os 12 pontos foram suficientes para colocar o atleta na decisão, pior classificado da primeira fase, Pierce abriu a decisão, novamente com bom desempenho no final, o jogador do Boston melhorou sua marca e cravou 18 pontos. Em seguida, veio Jones novamente, assim como o rival, o atleta melhorou a marca e superou o adversário ao conseguir 20 pontos. Allen foi o último a arremessar, o jogador não começou bem, com apenas quatro pontos no dois primeiro estágio. O homem com maior número de cestas na NBA não conseguiu repetir a atuação da primeira fase e deixou o troféu escapar para as mãos de Jones.

No evento mais esperado do sábado, Blake Griffin levou o título do Campeonato de Enterradas. o espetáculo de Griffin, capaz de saltar por cima de um carro perante a presença de um coral religioso, venceu a plasticidade de Javale McGee, segundo os votos dos espectadores do evento. Anteriormente, DeMar DeRozan (Toronto Raptors) se apresentou e Serge Ibaka (Oklahoma City Thunder) começou com uma enterrada com uma mão saltando da linha de lances livres obtendo 45 pontos por parte do júri, formado por nomes ilustres como Darryl Dawkins, Dominique Wilkins, Julius Erving e John Barry. No entanto, McGee surpreendeu ao enterrar duas bolas em duas tabelas diferentes quase que simultaneamente, o que lhe trouxe uma nota 50, e Griffin levantou o público de seus assentos com um enérgico 360 graus que obteve 49 pontos. Na segunda rodada, a cesta de mais destaque foi a de DeRozan após um passe para si mesmo, mas Ibaka enterrou a bola e pegou ao mesmo tempo um bichinho de pelúcia pendurado no aro, enquanto um acrobático vôo de Griffin e três bolas enterradas ao mesmo tempo por McGee levantaram o público. Tudo isso deixou o título para a luta entre o ídolo local, Griffin, e McGee, porém, o jogador dos Clippers enterrou após saltar sobre um carro e foi proclamado vencedor da noite.
E fechando o All Star Weekend, o evento principal: o Jogo das Estrelas, em que Kobe Bryant roubou a cena no Staples Center, com 37 pontos, 14 rebotes, três assistências e três desarmes, ele comandou a vitória do Oeste sobre o Leste por 148 a 143 e ainda foi escolhido o MVP da partida. Ele ficou muito perto de bater o recorde estabelecido em 1962 por Wilt Chamberlain, que anotou 42 pontos no jogo festivo. Os 37 anotados por Bryant configuram o quarto melhor desempenho de um atleta na história do evento. É o quarto MVP para Bryant em um All-Star Game (já havia levado o prêmio em 2002, 2007 e 2009), melhor registro da história, empatado com Bob Pettit. O jogador do Los Angeles Lakers, com o MVP deste domingo, deixou para trás seu ex-colega Shaquille O'Neal (com quem dividiu o prêmio em 2009) e Michael Jordan, ambos com três conquistas cada. Pelo Leste, o brilho foi de LeBron James, que fez 29 pontos, pegou 12 rebotes e deu dez assistências, tornando-se o segundo jogador da história a conseguir um triplo-duplo, feito alcançado por Michael Jordan em 1997, quando ele anotou 14 pontos, 11 rebotes e mais 11 assistências. Antes do início da partida, o cantor Lenny Kravitz animou a torcida. No intervalo, foi a vez da cantora Rihanna que incendiou a arquibancada que vibrava com a vantagem do time do Oeste, que vencia por 76 a 64 no intervalo.Em Los Angeles, meca do cinema e do entretenimento, não podiam faltar as celebridades na beira da quadra, P. Diddy, Dustin Hoffman, Warren Beatty, Beyoncé Knowles, Jay-Z, Justin Bieber, Gene Simmons, Spike Lee, George López, Bruno Mars, John Legend, Steven Tyler e o imprescindível Jack Nicholson foram acompanhar o jogo de perto. Na parte final do jogo, o Oeste voltou melhor e chegou a abrir 17 pontos. No fim, guiado por LeBron James, o Leste recuperou-se e chegou bem perto de igualar a pontuação, mas Kobe Bryant estava mesmo em uma noite mágica. Com este triunfo, a Conferência Oeste soma 24 vitórias em Jogos das Estrelas, frente aos 36 do Leste.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

NBA | Terça, Quarta e Quinta na NBA





Destaques da Rodada de Terça Feira

Nos jogos desta terça-feira, 15/02, o Miami Heat foi a única equipe visitante a vencer na rodada, jogando em Indianapolis,  contra os Pacers, a equipe de Miami contou com uma atuação inspirada da dupla Dwyane Wade e Lebron James. Wade com  41 pontos e 12 rebotes foi o principal nome do jogo, Lebron fez 27 pontos na vitória por 110 x 103. Pelos Pacers, destaque para o pivô Roy Hibbert, com 18 pontos, o ala Tyler Hansbrough, 16 pontos e Danny Granger, com 14 pontos e nove rebotes foi outro com boa performance.

Com Michael Jordan e Scottie Pippen na plateia, o Chicago Bulls venceu o Charlotte Bobcats por 106 x 94. Derrick Rose foi o principal nome em quadra, com 18 pontos e 13 assistências. O melhor pontuador dos Bulls, no entanto, foi o ala Luol Deng, com 24 pontos, outro com boa perfomance foi Carlos Boozer, com 16 pontos e 9 rebotes. Pelo Bobcats, os armadores Stephen Jackson e Gerald Henderson foram os destaques e os cestinhas, com 20 e 22 pontos respectivamente. O ala francês Boris Diaw, com 18, também teve boa atuação.

No duelo mas equilibrado da noite, o Phoenix Suns jogando diante de sua torcida no US Airways Center venceu Utah Jazz por 102 x 101. Channing Frye foi o destaque em quadra, o ala-pivô fez 31 pontos e pegou 11 rebotes para o Suns. Steve Nash, com 20 pontos e 14 assistências, colaborou com a equipe do Arizona. Por Utah, o pivô Al Jefferson com 31 pontos, foi o cestinha da noite, de quebra, Jefferson apanhou 10 rebotes, Deron Williams com 11 pontos e 11 assistências foi outro bom nome para o Jazz, que ainda não venceu desde que o ex-tecnico Jerry Sloan se aposentou na última quinta-feira (10/02).

O Oklahoma City Thunder bateu o Sacramento Kings por 126 vs 96, na Oklahoma City Arena. O armador reserva Daequan Cook, com 20 pontos, o ala Kevin Durant, com 17 pontos, além do armador Russell Westbrook, que com 11 assistências e 10 pontos foram os nomes da noite. DeMarcus Cousins, com 21 pontos e 13 rebotes, foi o cestinha dos Kings e da partida. O ala israelense Omri Casspi marcou 14 pontos e também foi importante pela equipe da California.




Resultados de Terça
Indiana Pacers 103 x 110 Miami Heat
Chicago Bulls 106 x 94 Charlotte Bobcats
Memphis Grizzlies 102 x 91 Philadelphia 76ers
Oklahoma City Thunder 126 x 96 Sacramento Kings
Phoenix Suns 102 x 101 Utah Jazz
Golden State Warriors 102 x 89 New Jersey Nets


Destaques da rodada de quarta-feira

O atual campeão o Los Angeles Lakers (tema desse post aqui) deu vexame e perdeu para a equipe de pior campanha na temporada, o Cleveland Cavaliers, por 104 x 99. O inesperado resultado fez com que o time de Kobe Bryant permanecesse na terceira posição na Conferência Oeste, perdendo a chance de ultrapassar o vice-líder Dallas Mavericks. Kobe teve uma atuação apenas regular com 17 pontos e 12 rebotes, o grande destaque dos Lakers foi Pau Gasol, que marcou 30 pontos e pegou 20 rebotes, mas que foram insuficientes para evitar a derrota. Pelos Cavs, o armador reserva Ramon Sessions fez 30 pontos e 8 assistências, os alas Antawn Jamison 19 pontos e 10 rebotes e J.J. Hickson, 13 pontos e 15 rebotes foram outros bons nomes pelo lado de Cleveland.

O brasileiro Leandrinho teve uma atuação apagada diante do vice-líder da conferência, foram 26 minutos em quadra com apenas 4 pontos e 5 assistências. Resultado: derrota para o Miami Heat do trio: James, Wade e Bosh por 103 x 95. Destaque para os 28 pontos de Dwyane Wade, seguido pelo ala Chris Bosh, com 25 e LeBron James com um double-double de 23 pontos e 13 rebotes. O grande nome de Toronto foi o pivô italiano Andrea Bargnani, que anotou 38 pontos, o armador DeMar DeRosan, com 24 pontos, também, foi outro destaque do Raptors.
Com um bom jogo de equipe, o Dallas Mavericks venceu, em casa, o Sacramento Kings por 116 x 100. Jason Kidd foi o cestinha do time do Mavs, com 20 pontos, o alemão Dirk Nowitzki não teve uma grande e contribuiu com apenas 13 pontos, 4 assistências e 3 rebotes. Pela equipe da Califórnia, o armador Jermaine Taylor anotou 17 pontos e foi o cestinha, mas o destaque acabou sendo o pivô DeMarcus Cousins, com double-double de 16 pontos e 12 rebotes.

O Orlando Magic do mega Pivô Dwight Howard, não encontrou problemas para vencer o Washington Wizards por 101 x 76. Howard, por sinal marcou 32 pontos e apanhou 10 rebotes, Brandon Bass com 15 pontos e 11 rebotes foi outro bom nome para a equipe da Flórida. No Washington, destaque para John Wall, com 27 pontos e para o ala Andray Blatche, com 15 pontos.

O New York Knicks, jogando no Madison Square Garden, apostou no talento de Amare Stoudemire, para vencer o Atlanta Hawks por 102 a 90. Com 23 pontos e 7 rebotes, Stoudemire foi o cestinha do jogo, o ala Wilson Chandler contribuiu com 20 pontos e o ala italiano Danilo Gallinari colaborou com outros 17. Pelos Hawks, Marvin Williams anotou 17 pontos e foi o cestinha da equipe.

Com um show de Carmelo Anthony, o Denver Nuggets venceu o Milwaukee Bucks, 94 x 87, fora de casa. Com 38 pontos e 12 rebotes, Carmelo foi o grande nome de Denver e do jogo, ajudado por Chauncey Billups, com 20 pontos e o brasileiro Nenê com 10 pontos e 5 rebotes. O armador John Salmons com 33 pontos, foi o cestinha dos Bucks. O pivô Andrew Bogut teve uma baixa pontuação, 3 pontos, entretanto, foi o dono do  garrafão apanhando 20 rebotes, sendo 19 defensivos.


Resultados de Quarta
Orlando Magic 101 x 76 Washington Wizards
Toronto Raptors 95 x 103 Miami Heat
Boston Celtics 94 x 80 New Jersey Nets
Cleveland Cavaliers 104 x 99 Los Angeles Lakers
Detroit Pistons 115 x 109 Indiana Pacers
New York Knicks 102 x 90 Atlanta Hawks
Minnesota Timberwolves 90 x 98 Los Angeles Clippers
Dallas Mavericks 116 x 100 Sacramento Kings
Houston Rockets 105 x 114 Philadelphia 76ers
Milwaukee Bucks 87 x 94 Denver Nuggets
Utah Jazz 100 x 107 Golden State Warriors
Portland Trail Blazers 103 x 96 New Orleans Hornets

Destaques da rodada de quinta feira

Jogando no United Center em Chicago, equipe de melhor campanha na temporda o San Antonio Spurs não foi pareo para a equipe da casa. A derrota por 109 x 99 para o Chicago Bulls foi a 10ª na temporada, o jogo teve amplo dominio da equipe da casa e uma atuação de gala do Armador Derick Rose, com 42 pontos (a melhor marca em sua carreira), ele foi o cestinha do jogo, Rose ainda deu 8 assistências e pegou 5 rebotes. O ala Luol Deng, com 19 pontos, foi o segundo melhor pontuador de Chicago. Pelos Spurs, o principal nome foi o armador francês Tony Parker, com 26 pontos, os também armadores Manu Ginobili e Gary Neal, com 16 pontos foram outros bons nomes.

No duelo que encerrou a rodada, o Dallas Mavericks venceu, fora de casa, o Phoenix Suns por 112 a 106 e segue firme na vice-liderança da Conferência Oeste. O cestinha do jogo foi o ala alemão Dirk Nowitzki, com 35 pontos. Outros dois destaques pelos Mavericks, foram Tyson Chandler, com 12 pontos e 12 rebotes, e Jason Kidd, com 12 assistências. Pelos Suns, o cestinha foi o ala-pivô Channing Frye, com 24 pontos, o pivô Robin Lopez, com 13 pontos e 13 rebotes, e o armador Steve Nash, com 15 pontos e 14 assistências, foram os outros principais nomes da equipe do Arizona.

Resultados de Quinta

Chicago Bulls 109 x 99 San Antonio Spurs
Phoenix Suns 106 x 112 Dallas Mavericks

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

NBA | O que acontece com os Lakers ?

Os Los Angeles Lakers, nesta temporada, não vêm fazendo uma campanha espetacular, isso é fato. Mas algumas derrotas foram intrigantes... Primeiro, uma sequência de 4 derrotas seguidas (para Utah, Indiana, Memphis e Houston) entre o final de novembro e o começo de dezembro. A desculpa foi: "3 jogos fora de casa e nenhuma derrota com uma diferença de mais de 10 pontos", mas o aproveitamento (baixo, para os Lakers) de 68,4% era um alerta. Entretanto, vitórias vieram e essa sequência foi esquecida, até que... 

... o time mais famoso de Los Angeles levou 3 surras (das boas) com uma diferença de, no mínimo, 15 pontos (Bucks, Heat e Spurs). Muitos falaram que o time estava economizando forças para os playoffs, que Andrew Bynum fazia falta (ele estava machucado) e outros blablablás...

Depois, quando o time de Kobe Bryant e Pau Gasol bateu o Boston Celtics, fora de casa, depois de estar perdendo por 17 pontos, a história era "voltou o campeão, ninguém mais segura os Lakers". Porém... mais 3 derrotas consecutivas vieram: para o Orlando Magic, para o já famoso "matador" dos Lakers, Charlotte Bobcats e, por último, mas a mais surpreendente, derrota para o "espetacular" Cleveland Cavaliers, que há 6 dias tinha a maior sequência de derrotas da história da NBA (26 jogos). E agora ?

A primeira desculpa é a gripe que abalou Kobe Bryant (que acertou 8 em 24 arremessos, pífios 33,3% de aproveitamento). Mas o problema é maior que isso: já está comprovado que Bryant não pode "colocar a bola de baixo do braço" e arremessar todas as bolas do jogo (nessas condições, os Lakers tem um recorde de 12-13 na temporada com ele arremessando mais de 20 bolas  no jogo e 26-6 com ele arremessando menos). Além disso, o papo que os Lakers estão jogando "pro gasto", esperando os playoffs chegarem é balela: ninguém perde para o Cleveland impunemente, ainda mais um time que há poucos dias atrás impôs aos mesmos Cavaliers a pior derrota de sua história (55 pontos de vantagem).

Essa sequência de derrotas dos Lakers coloca o time a 2 1/2 jogos dos Dallas Mavericks e a "infinitos" 9 jogos dos Spurs, melhor time da NBA. Considerando apenas seus adversários do Leste, os Lakers estão a 3 1/2 jogos de Boston e Miami e a 1 jogo dos Bulls, uma péssima notícia para quem dependeu do mando de quadra para avançar nos playoffs e vencer as finais da NBA no ano passado.

ESTATÍSTICA Eu fiz uma análise dos últimos 10 anos dos confrontos entre o campeão do ano anterior com o pior time da Liga (considerei que os Cavs terminarão com a pior campanha esse ano) e o campeão do ano anterior vinha com uma sequência de  16 vitórias consecutivas (última derrota foi dos Pistons contra o Atlanta Hawks, logo no 19º jogo da temporada).

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

NBA | Principais jogos do final de semana e da segunda-feira na NBA




Cavs finalmente quebram incomoda sequência:

O Cleveland Cavaliers finalmente quebrou a sequência de 26 derrotas seguidas, a maior da história da NBA e da história das ligas norte-americanas ao lado do Tampa Bay Buccanners, da NFL que teve o mesmo número de derrotas entre 1976 e 1977.

Essa sequência foi quebrada com uma vitória eletrizante sobre o Los Angeles Clippers na prorrogação por 126 x 119.

O time do ala-pivô brasileiro Anderson Varejão não ganhava um jogo pela liga desde 18 de dezembro de 2010, quando bateu o New York Knicks, por coincidência também no tempo extra.

Na Quicken Loans Arena, os Cavs tiveram como grandes destaques o ala Antawn Jamison, cestinha com 35 pontos e decisivo com uma cesta de três faltando 22 segundos para acabar a prorrogação, o armador Mo Williams, que voltou de contusão e comandou o ataque com 17 pontos e 14 assistências.

Pelo lado dos Clippers, destaque para o pivô All Star Blake Griffin, que fez 32 pontos e pegou 13 rebotes. O armador Baron Davis também foi bem ao anotar 26 pontos, três a mais que Randy Foye.

Lakers batem os Knicks:

Mesmo jogando no Madison Square Garden, o Los Angeles Lakers aproveitou a noite inspirada do ala-armador Kobe Bryant, na sexta-feira, para vencer o New York Knicks por 113 a 96. Kobe alcançou o double-double com 33 pontos e dez rebotes, ajudado pelos 20 pontos do pivô espanhol Pau Gasol.

Pelo time da casa, o ala-pivô Amare Stoudemire foi o destaque ao anotar 24 pontos e pegar dez rebotes. O armador Raymond Felton, contribuiu com 20 pontos. Que não foram suficientes para evitar a derrota.


Lebron Falha  e Celtics retomam a liderança no Leste:
  
Jogando no TD Garden, o Boston Celtics contou com um triplo-duplo de Rajon Rondo para bater o time da Flórida por 85 a 82 e retomar o posto de líder no Leste. LeBron James, o novo herói do Heat, saiu como vilão após errar um lance livre que teria empatado o jogo a 13 segundos do fim.
Rondo, com 11 pontos, dez assistências e dez rebotes, foi ajudado por uma ataque equlibrado dos Celtics, com outros cinco jogadores pontuando em dígitos duplos: Kevin Garnett (19), Glen Davis (16), Kendrick Perkins (15), Ray Allen (11) e Von Wafer (10).
Pelo lado do Heat, Chris Bosh foi o cestinha, com 24, seguido pelos 22 de LeBron e pelos 16 de Dwyane Wade. O Miami agora tem 39 vitórias e 15 derrotas, no segundo lugar do Leste. O líder Boston tem o mesmo número de triunfos e um tropeço a menos.
Após uma reação fantástica no último quarto, LeBron teve a chance de sair como herói da tarde. Ele errou o lance livre a 13 segundos do fim e, com seu time perdendo por um ponto, ainda conseguiu interceptar a saída de bola, numa bobeira da Kevin Garnett. James esticou a mão para fazer um desvio e se jogou em cima dos torcedores fora da quadra. Conseguiu salvar a bola, mas a jogou nas mãos de Ray Allen. Na sequência, Glen Davis sofreu falta.
Davis acertou seus dois lances livres a 6,3s do fim e garantiu a vitória. Mike Miller, do Heat, ainda teve a chance de empatar, mas errou um chute de três nos últimos segundos.

 Lakers param em Howard e perdem do Magic

Em Orlando, o Magic parou o Los Angeles Lakers na defesa e interrompeu a sequência de quatro vitórias do rival. O atual campeão não conseguiu se encontrar no ataque e perdeu por 89 a 75. Em noite inspirada, o pivô Dwight Howard brilhou com 31 pontos e 13 rebotes. Pelo lado da equipe californiana, Kobe Bryant e Andrew Bynum fizeram 17 pontos cada.



Wizards encerram jejum justamente contra os Cavs:

 Washington Wizards conquistou sua primeira vitória como visitante na atual temporada da NBA ao fazer 115 a 100 no Cleveland Cavaliers, neste domingo, depois de 25 derrotas seguidas como visitante. Os Cavs, coincidentemente, na última sexta-feira, haviam quebrado um jejum de 26 derrotas consecutivas.

O time da capital contou com bom coletivo: o cestinha foi o ala Nick Young com 31 pontos, ajudado por John Wall (double-double de 19 pontos e 14 assistências). Pelos Cavs o maior pontuador foi novamente Antawn Jamison com 21 pontos, o pivô J.J. Hickson com 16 pontos e 13 rebotes foram o destaque.

Lakers perdem para Bobcats 

Ontem (14), o Los Angeles Lakers, mais uma vez, perdeu para o Charlotte Bobcats (109 x 89), alcançando a marca de 8 derrotas em 13 jogos contra o time de Michael Jordan. Kobe Bryant, arremessou  20 bolas e acertou apenas 8, finalizando o jogo com 20 pontos (os Lakers tem 12-12 com Kobe arremessando 20 ou mais bolas e 26-6 com ele arremessando menos que isso). Pelo lado dos Bobcats, quem brilhou foi Gerald Wallace que anotou 20 pontos e ainda pegou 11 rebotes, conseguindo, assim, seu 15º double-double da temporada.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

NBA | Allen quebra recorde, mas Celtics perdem para os Lakers

Por Caio Lissoni

Nem toda a euforia e o clima que tomavam conta do TD Garden depois que Ray Allen se tornou o maior  pontuador de bolas de 3 pontos (2,561 cestas) da NBA foi suficiente para levar o Boston Celtics à vitória no jogo de maior rivalidade da liga, caiu em casa diante do Los Angeles Lakers por 92 x 86.

Momento em que Ray Allen acertava sua bola nº 2561 de 3 pontos
Em um jogo de dois tempos distintos, os donos da casa foram melhor nos dois primeiros quartos onde chegaram a abrir uma vantagem de 17 pontos. Os Lakers esboçaram uma reação no final do segundo quarto e diminuíram a vantagem no intervalo para 8.

Logo no inicio do segundo tempo, a equipe californiana do técnico Phil Jackson passou a frente, dominando rebotes e o garrafão e daí em diante começou a brilhar Kobe Bryant que, com 23 pontos, foi o cestinha do jogo. Destaque também para Pau Gasol com um double double de 20 pontos e 10 rebotes, pelos Celtics, Ray Allen com 20 pontos e Rajon Rondo com 12 pontos e 10 assistências foram os destaques.

 Os Lakers com 37 vitórias e 16 derrotas estão em terceiro na Conferência Oeste. Já Boston, 38 vitórias e 14 derrotas, lidera a Leste empatado com o Miami Heat.

Os Lakers voltam à quadra nessa sexta, no Madison Square Garden, contra o New York Knicks, de Amare Stoudemire, Boston só volta a quadra, no domingo, quando tem um confronto direto pela liderança da conferência, contra o Miami Heat de Lebron James e companhia.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

NBA | Draft Busts





Como disse ontem, hoje conto para vocês um pouco das piores escolhas do top 5 dos últimos drafts (2001-2010), chamados de bust.
 
2010
1. John Wall (Washington Wizards)
2. Evan Turner (Philadelphia 76ers)
3. Derrick Favors (New Jersey Nets)
4. Wesley Johnson (Minnesota Timberwolves)
5. DeMarcus Cousins (Sacramento Kings)

Do último draft, é difícil dizer muita coisa, meia temporada é muito pouco para dizer se os jogadores darão certo ou serão busts. O certo é que o Wizards confiam bastante em John Wall, pois dispensaram Gilbert Arenas, para dar mais minutos para o calouro.
Hasheem Thabeet

2009
1. Blake Griffin (Los Angeles Clippers)
2. Hasheem Thabeet (Memphis Grizzlies)
3. James Harden (Oklahoma City Thunder)
4. Tyreke Evans (Sacramento Kings)
5. Ricky Rubio (Minnesota Timberwolves)
Os Clippers acertaram em cheio na escolha. Griffin está hoje entre os 20 jogadores da NBA, com certeza, vem jogando muita bola. Já Hasheem Thabeet, vem jogando pouco pelo Grizzlies e nesse curto tempo, não vem correspondendo as expectativas, sem dúvida nenhuma Tyreke Evans teria sido uma escolha melhor.
2008
1. Derrick Rose (Chicago Bulls)
2. Michael Beasley (Miami Heat)
3. OJ Mayo (Minnesota Timberwolves)
4. Russell Westbrook (Seattle Supersonics) *Atualmente Oklahoma City Thunder
5. Kevin Love (Memphis Grizzlies)
Pouco a se falar desse draft, todos os jogadores vêm jogando bem. Somente Michael Beasley que, agora nos Timberwolves, não explodiu como esperado, mas também não vem sendo um fracasso. Derrick Rose é o melhor do Chicago Bulls, Westbrook vem fazendo uma dupla explosiva com Kevin Durant pelo Oklahoma City Thunder (novo nome e cidade do Seattle Supersonics), o time, ano passado, levou os Lakers ao um improvável 6º jogo na 1ª rodada dos playoffs e nessa temporada, o time vem figurando entre os primeiros da Conferência Oeste.
 
2007
1. Greg Oden (Portland Trailbrazers) 
2. Kevin Durant (Seattle Supersonics) *Atualmente Oklahoma City Thunder
3. Al Horford (Atlanta Hawks)
4. Mike Conley Jr. (Memphis Grizzlies)
5. Jeff Green (Boston Celtics)

Grande bust dos últimos anos. Greg Oden jogou exatos 82 jogos desde 2007 (se machucou antes da estréia em 2007 e de novo, esse ano, sem jogar uma partida sequer). Nesse tempo, digamos, saudável, ele jogou, em média 22:06 min, com uma média de 9.4 ppg. Como disse ontem, não tem como não lembrar do draft de 1984, quando o Trailblazers (que coincidência) selecionaram Sam Bowe ao invés de Michael Jordan.

2006
1. Andrea Bargnani (Toronto Raptors)
2. LaMarcus Aldridge (Chicago Bulls)
Andrea Bargnani

3. Adam Morrison (Charlotte Bobcats)
4. Tyrus Thomas (Portland Trailblazers)
5. Shelden Williams (Atlanta Hawks)


Um draft, digamos sem grandes estrelas. Brandon Roy poderia entrar nessa definição, mais ainda é cedo. Bargnani, que vinha sendo considerado um bust, vem fazendo a melhor temporada de sua carreira (mesmo com os Raptors jogando mal), mas me parece que ele não é um franchise player e não foi um pick #1 merecido. Outro bust, Adam Morrison, foi trocado pelo Bobcats para o Lakers em 2008, e vinha tendo um papel absolutamente secundário, jogando menos de 8 min por jogo e com uma média de 2.1 pontos, foi dispensado e continua sem clube para jogar (mas conseguiu 2 anéis da NBA, graças a Kobe, Gasol e companhia). Outro grande bust foi Shelden William, jogou em 6 clubes da NBA, não emplacou em nenhum e esse ano, vem jogando como titular do Denver Nuggets, mas seus números continuam fracos (mesmo titular, vem jogando menos de 20 min por jogo) e menos de 5 pontos por jogo, não são números de um pick #5. A pergunta que não quer calar, porque ninguém recrutou o Roy antes?

2005
1. Andrew Bogut (Milwaukee Bucks)
2. Marvin Williams (Atlanta Hawks)
3. Deron Williams (Utah Jazz)
4. Chris Paul (New Orleans Hornets)
5. Raymond Felton (Charlotte Bobcats)
Para começar, Deron Williams e Chris Paul (hoje!) são os melhores jogadores desse draft. Andrew Bogut foi o nº1, não deveria, mas não podemos considerá-lo um bust, pois, pelos Bucks, sempre teve números razoáveis e vem sendo útil para o time (mesmo o time não sendo uma maravilha). Para mim, o pior desse top 5 é Marvin Williams que não é tão útil e nem tão importante para sua equipe. Danny Granger, por exemplo, o 17º desse draft é melhor.
Shaun Livington

2004
1. Dwight Howard (Orlando Magic)
2. Emeka Okafor (Charlotte Bobcats)
3. Ben Gordon (Chicago Bulls)
4. Shaun Livingston (Los Angeles Clippers)
5. Devin Harris (Washington Wizards)
Howard mereceu, sem dúvidas, o pick #1. Ele é um dos melhores, se não o melhor, pivô da liga. E os outros do top 5, de uma forma ou de outra, vamos desconsiderar o fato de Ben Gordon não estar jogando como na época dos Bulls, MENOS Shaun Livingston, que “pulou” o college, vindo direto do high school, não vinha fazendo boas temporadas, mas vinha evoluindo. Até uma séria contusão no joelho que o atrapalhou bastante, esse ano, agora jogando pelo Charlotte Bobcats, vem tendo números bem tímidos, jogando menos de 18 min por jogo (com pouco mais de 5 pontos por partida).
Darko Milicic no draft de 2003

2003
1. LeBron James (Cleveland Cavaliers)
2. Darko Milicic (Detroit Pistons)
3. Carmelo Anthony (Denver Nuggets)
4. Chris Bosh (Toronto Raptors)
5. Dwayne Wade (Miami Heat)

Um dos melhores drafts, se não o melhor, dos últimos 10 anos, mas Darko Milicic é um intruso no top 5.

2002
1. Yao Ming (Houston Rockets)
2. Jay Williams (Chicago Bulls)
3. Mike Dunleavy Jr (Golden State Warriors)
4. Drew Gooden (Memphis Grizzlies)
5. Nikoloz Tskitishvili (Denver Nuggets)

Olhando rapidamente essa lista, você trocaria algum desses jogadores por Amar’e Stoudemire? Todos? Yao Ming, não, né? Pois bem, todos eles foram escolhidos antes de Amar’e. Desse draft, vale citar Tskitishvili que não se adaptou a NBA, jogou, em média 11,3 min nos 162 jogos que disputou na América e ainda perambulou por Golden Sate, Minnesota e Denver antes de voltar para a Geórgia.

2001
1. Kwayne Brown (Washington Wizards)
2. Tyson Chandler (Los Angeles Clippers)
3. Pau Gasol (Atlanta Hawks)
4. Eddy Curry (Chicago Bulls)
5. Jason Richardson (Golden State Warriors)
Escolher Kwayne Brown foi um dos maiores erros de Michael Jordan (que não foram poucos) como dirigente, na época, à frente dos Wizards. Pau Gasol se mostrou um jogador muito mais completo e, convenhamos, desse top 5, foi o único que realmente mereceu (vendo pela perspectiva de hoje) estar aí.

Não percam, amanhã, o post do nosso colaborador Vinícius Las Casas, sobre os drafts da NFL.

Valeu, Vinícius!