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sábado, 29 de outubro de 2011

MLB | St. Louis está em festa!

Após 5 anos, o St. Louis Cardinals chegou à World Series e, mais uma vez, chegou ao título ao derrotar o Texas Rangers por 4 jogos a 3. Foi a primeira vez desde 2002 que a grande final da MLB chegou à sétima partida para que o campeão fosse conhecido (naquele ano, o então Anaheim Angels reverteu a vantagem de 3 jogos a 2 que o San Francisco Giants construiu e venceu a World Series). Ontem, no Busch Stadium em St. Louis, o jogo decisivo não foi tão emocionante quanto o jogo 6 (talvez um dos melhores jogos da história da pós-temporada e que merece um post à parte, que pretendemos escrever em breve...), mas também foi uma partida com mudanças no placar e alternativas para ambos os times.

Chris Carpenter arremessa no começo do jogo 7 da World Series
Como esperado após as chuvas em St. Louis que adiaram o jogo 6 de quarta para a última quinta-feira, Chris Carpenter foi para o montinho pelos Cardinals mesmo com apenas 3 dias de descanso. E o começo do jogo levou a crer que isso seria um fator contra Carpenter, uma vez que logo na primeira entrada, o ataque dos Rangers produziu 2 corridas, anotadas por Elvis Andrus e Josh Hamilton com apenas um eliminado em campo. Entretanto, isso foi o máximo que o time do Texas conseguiu durante toda a partida, já que Carpenter não cedeu mais nenhuma corrida nas 5 entradas seguintes, conseguindo 5 strikeouts.

O ataque dos Cardinals não deixou barato e, logo na parte de baixo da primeira entrada, também anotou 2 corridas contra o calouro Matt Harrison, arremessador dos Rangers. As corridas foram impulsionadas por meio de uma rebatida dupla do terceira-base David Freese (o herói do jogo 6), que impulsionou Albert Pujols e Lance Berkman para o home plate. Na terceira entrada, o outfielder Allen Craig bateu um homerun contra Harrison e deu a vantagem para os Cardinals no placar. O jogo, entretanto, foi decidido na quinta entrada, quando os Cardinals anotaram 2 corridas sem conseguir uma única rebatida na entrada! Sim, é verdade: Scott Feldman (que substituiu Harrison na entrada) e C.J. Wilson (que substituiu Feldman), através de walks cedidos e bolas jogadas nos adversários, "impulsionaram" o ataque dos Cardinals. Em Texas, muitos torcedores e jornalistas provavelmente estavam questionado o por quê do manager Ron Washington não ter colocado o arremessador Derek Holland desde o começo da partida, uma vez que Holland havia dominado o ataque dos Cardinals no jogo 4 e estava disponível para começar o jogo.

St. Louis Cardinals comemoram o 11º título da WS em sua história
Depois disso, os Cardinals não foram mais ameaçados na partida e, após um flyout de David Murphy (defendido por Craig, fechando a 9ª entrada), a vitória por 6 a 2 estava garantida e a festa estava pronta para o 11º título da World Series na história da franquia. Com muita justiça, Freese foi eleito o MVP (jogador mais valioso) da World Series, tornando-se apenas o sexto jogador da história da MLB a receber o prêmio de MVP da final de Liga e da World Series no mesmo ano. Além disso, as 21 corridas impulsionadas por Freese durante a pós-temporada de 2011 iguala o recorde histórico de todos os tempos.  Esse foi o segundo título de WS para o primeira-base Albert Pujols, que a partir de hoje, é o agente livre mais assediado da MLB. Mas, se depender dos torcedores dos Cardinals, Pujols não sairá de St. Louis tão cedo: a frase "If you sign him, we will come" (numa clara referência ao filme "Campo dos Sonhos"), escrita em um dos vários cartazes vistos no meio da torcida dos Cardinals, deixa claro o que a torcida quer. Mas, por enquanto, apenas há tempo para comemoração em St. Louis.

Essa foi, sem dúvida, uma das melhores temporadas da MLB de todos os tempos, com grandes momentos, como o último dia da temporada regular (no qual os favoritos Boston Red Sox e Atlanta Braves foram eliminados e os azarões Tampa Bay Rays e St. Louis Cardinals conseguiram classificações via Wild Card que pareciam impossíveis antes do início de setembro), os duelos de arremessadores nas Divisional Series, a potência dos ataques nas finais de Liga e as performances de Pujols e Freese nos jogos 3 e 6, respectivamente. E que venha logo a temporada 2012!


E algumas notícias para começar o período intertemporadas...


- John Lackey, arremessador do Boston Red Sox, submeteu-se à famosa cirurgia Tommy John no cotovelo direito e certamente perderá toda a temporada 2012. Talvez essa lesão explique seu desempenho pífio durante toda a temporada de 2011: apenas 12 vitórias em 28 jogos e um ERA (média de corridas sofridas a cada 9 entradas) de 6,41, o pior da história para um arremessador da MLB que começou, no mínimo, 25 partidas. É o segundo arremessor do Red Sox que se submete à Tommy John em apenas 1 ano, já que Daisuke Matsuzaka já havia se submetido à mesma cirurgia no começo de 2011.

- Theo Epstein, ex-General Manager dos Red Sox, assumiu o comando das operações no Chicago Cubs, com a difícil tarefa de levar o time ao título da World Series pela primeira vez desde 1908 (a maior "seca" da história das grandes ligas norte-americanas). Epstein, entretanto, pretende fazer um trabalho parecido com o que fez em Boston, priorizando a formação de jogadores nas Minor Leagues para formar um time competitivo por anos. Mas, antes disso, Epstein tem problemas mais urgentes, como discutir a renovação de contrato do terceira-base Aramis Ramírez.

domingo, 23 de outubro de 2011

MLB | O jogo que entrou para a história da World Series

Ontem, 22 de outubro de 2011, foi um dia que entrou para a história da Major League Baseball. Não apenas pelas 16 corridas anotadas pelo St. Louis Cardinals, um recorde da franquia na pós-temporada e que determinou sua vitória no jogo 3 da World Series (abrindo 2 jogos a 1 contra o Texas Rangers), mas principalmente pela performance de Albert Pujols, primeira base dos Cardinals e considerado por muitos o melhor jogador da MLB na atualidade.

Albert Pujols bate seu terceiro HR no jogo 3 da World Series
Em pleno Rangers Ballpark em Arlington, Texas, Pujols igualou o recorde da MLB de homeruns em uma partida de World Series: foram simplesmente TRÊS bolas que foram parar do outro lado do muro na partida de ontem, igualando a marca de Babe Ruth (que conseguiu o feito em 1926 e 1928) e do "Mr. October", Reggie Jackson (1977). Mas depois de ontem, o técnico de rebatedores dos Cardinals, o ex-jogador Mark McGwire afirmou após a partida que Pujols é o novo "Mr. October". Além dos 3 HRs anotados, Pujols conseguiu 5 rebatidas em 6 oportunidades no bastão, além de impulsionar 6 corridas (igualando o recorde da World Series de RBI de um jogador numa única partida).
Vale observar que, antes do jogo de ontem, Pujols não havia conseguido nenhuma rebatida nos dois primeiros jogos da WS contra os Rangers (0-7 no bastão) e tinha apenas 3 rebatidas se contarmos também a World Series de 2006, vencida pelos Cardinals. Para se ter uma idéia da importância do recorde de Pujols, Tom Verducci (colunista da renomada revista norte-americana Sports Illustrated) comparou o feito de ontem com o famoso discurso de Abraham Lincoln em Gettsburg e com o lendário show do guitarrista Jimi Hendrix no festival de Woodstock: segundo Verducci, "as performances de suas vidas". 


Yorvit Torrealba é vítima de um dos 3 erros defensivos de seu time
Fato é que o grande momento da carreira de Pujols (até o momento, pelo menos...) ajudou os Cardinals a abrirem uma vantagem para o time do Texas que pode ser irreversível se o time de St. Louis vencer o jogo 4, que será hoje à noite. Mais do que vencer hoje, os Rangers têm que superar o peso psicológico da derrota de ontem, não apenas pelas 16 corridas sofridas, mas pelos erros defensivos (foram 3 erros ontem, incluindo um arremesso errado do primeira-base Mike Napoli que o catcher Yorvit Torrealba não conseguiu segurar, dando 2 corridas de graça para os Cardinals e prolongando uma 4ª entrada desastrosa, na qual os Rangers sofreram 4 corridas e não conseguiram se recuperar mais) e pela péssima partida de seu bullpen, que havia cedido apenas 6 corridas durante toda a pós-temporada. Isso até ontem, quando tomou 11 corridas (sendo 10 merecidas) em apenas 5,1 entradas. Independentemente de quem ganhar a World Series neste ano, a grande noite de Albert Pujols não será esquecida. Mas, se os Cardinals vencerem a WS, a noite de ontem se tornará mais especial ainda.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

NFL | As surpresas (e decepções) nas 5 primeiras semanas

Primeiramente, peço desculpas por não postar nada sobre as Semanas 3 e 4 da NFL. Essas últimas 2 semanas foram, digamos assim, bem intensas pra mim. Mas agora, tentarei postar sobre a NFL e as outras ligas dos EUA com maior regularidade. Para compensar, vou fazer um resumo do que aconteceu nessas 3 últimas semanas, falar sobre as surpresas (hello, Detroit Lions!) e decepções (what a shame, Philadelphia Eagles!) e alguns outros detalhes.
O técnico dos Raiders, Hue Jackson, se emociona após o jogo

Impossível não começar esse resumão falando sobre a partida do último domingo entre Oakland Raiders e Houston Texans, o primeiro jogo dos Raiders após a morte de seu proprietário Al Davis no último dia 8, aos 82 anos de idade. Apesar dos últimos anos desastrosos dos Raiders (dentro e fora de campo), é inegável a importância de Davis para a unificação da antiga AFL (American Football League) com a antiga NFL, formando a liga como ela é hoje, além de ter sido campeão do Super Bowl com os Raiders 3 vezes (1976, 1980 e 1983), sempre atuando nos bastidores. A vitória dos Raiders por 25 a 20 (em Houston), além de ter tido um apelo emocional muito grande por causa do momento da franquia, foi decidida por um detalhe, no mínimo, irônico: o TD (de 34 jardas) da vitória dos Raiders foi anotado pelo wide receiver Darrius Heyward-Bey, a escolha da primeira rodada do draft de 2009 e que foi bancado pelo próprio Al Davis, que foi criticado pela mídia norte-americana por priorizar a escolha de um WR na primeira rodada do draft quando o time tinha outras necessidades mais urgentes. Neste mesmo jogo, o kicker dos Raiders, Sebastian Janikowski, anotou 3 field goals de pelo menos 50 jardas, um recorde da franquia.

Após 5 semanas, Green Bay Packers e Detroit Lions são os dois únicos times da liga que ainda estão invictos (5 vitórias nas 5 primeiras partidas). Apesar dos problemas com a defesa, que está cedendo muitas jardas aos adversários (375,6 jardas por jogo, a 12ª pior marca da liga, e uma média de 6,1 jardas por jogada do adversário, a 6ª pior da NFL), o ataque dos Packers continua funcionando muito bem, com Aaron Rodgers distribuindo o jogo para seus alvos de forma incrível. A título de curiosidade, Rodgers conseguiu completar pelo menos 1 passe para 12 jogadores diferentes na vitória dos Packers contra os Falcons, em Atlanta no último Sunday Night Football. Esse é um recorde da NFL, que já havia sido alcançado por... sim, ele mesmo, Brett Favre, o quarterback antecessor de Rodgers no comando do ataque dos Packers, que conseguiu a marca em 1993.


O Detroit Lions é, com certeza, a grande surpresa positiva da temporada 2011 da NFL até o momento. Com um ataque muito forte, comandado pelo jovem QB Matthew Stafford e pelo excelente WR Calvin "Megatron" Johnson (451 jardas na temporada, 5ª melhor marca da NFL; 9 TDs, melhor marca da liga), e uma defesa que evoluiu muito da última temporada para a atual (muito por causa do DT Ndamukong Suh, que vem fazendo um excelente trabalho na linha defensiva dos Lions), o time de Detroit vem fazendo uma grande temporada, marcada por viradas em todos os jogos. Em especial, na partida contra os Cowboys em Dallas na Semana 4, os Lions perdiam por 24 pontos de diferença e buscaram uma virada praticamente improvável, com 2 TDs de retorno após 2 interceptações contra Tony Romo e dois TDs excepcionais de Megatron. Um desses TDs pode ser visto no vídeo abaixo. Repare que Johnson estava marcado por TRÊS defensores dentro da endzone dos Cowboys, mas mesmo assim, fez uma grande recepção:


Os dois times, rivais da divisão Norte da NFC, já abriram 3 jogos de vantagem contra o Chicago Bears, terceiro da divisão com apenas 2 vitórias em 5 jogos. Se o panorama não mudar até o final da temporada regular, provavelmente teremos os dois times classificados para os playoffs, um como campeão da divisão e o outro como Wild Card.

Do outro lado da moeda, poderíamos falar facilmente que a grande decepção da temporada até o momento é o Indianapolis Colts, que junto com o Miami Dolphins e o St. Louis Rams, não venceu nenhum dos seus jogos na temporada até o momento. Mas o que esperar de um time que perdeu seu QB titular (provavelmente pro resto da temporada) e, sem dúvidas, um futuro Hall of Fame da NFL? Curtis Painter, terceiro QB do elenco, vem fazendo um trabalho decente nas últimas partidas, mas ele não é Peyton Manning. Os problemas defensivos dos Colts, que já eram visíveis quando Manning estava jogando mas eram minimizados pela capacidade do QB dos Colts manter a defesa descansada ao queimar o relógio durante as campanhas ofensivas, finalmente vieram assombrar o time de Indianapolis, que tem tudo para garantir a primeira escolha do draft no ano que vem.

Michael Vick, após sofrer sua 4ª interceptação na partida contra os Bills
Mas não, os Colts não são a grande decepção até o momento. Temos que dar essa "honra" ao Philadelphia Eagles, que venceu apenas 1 de seus 5 jogos na temporada. O time que veio como a grande força da NFL para 2011 (pelo menos no papel...) depois da contratação do excelente cornerback Nmandi Asomougha (que era agente livre depois do fim de seu contrato com os Raiders) e de renovar o contrato com Michael Vick, venceu apenas uma vez (na primeira semana), e justamente contra o St. Louis Rams, um time que ainda não venceu na temporada. O começo promissor foi logo substituído por fumbles perdidos, interceptações, erros defensivos e, com isso, vieram as derrotas para Falcons, New York Giants, San Francisco 49ers e Buffalo Bills. Vick já sofreu 7 fumbles (3 deles foram recuperados pelas defesas adversárias) e foi interceptado 7 vezes na temporada (ambas são as piores marcas da NFL), 4 delas apenas na partida contra os Bills na última semana. A título de curiosidade, Vick sofreu 11 fumbles na temporada 2010 inteira. A defesa dos Eagles é a sexta pior em pontos sofridos por partida (26,4) e forçou apenas 5 erros na temporada (3 interceptações, 2 fumbles recuperados). Se os Eagles ainda pensam em ir para os playoffs, é melhor começar a vencer, pois raramente um time que perde 4 dos primeiros 5 jogos vai para os playoffs...

Após 5 semanas, essa é a classificação dos times neste temporada da NFL (em itálico, os líderes de divisão e, em parênteses, o número de vitórias e derrotas, respectivamente):


AFC (American Football Conference)

Divisão Leste: 
Buffalo Bills (4-1) 
New England Patriots (4-1)
New York Jets (2-3)
Miami Dolphins (0-4)

Divisão Norte:
Baltimore Ravens (3-1)
Cincinatti Bengals (3-2)
Pittsburgh Steelers (3-2)
Cleveland Browns (2-3)

Divisão Sul:
Houston Texans (3-2)
Tennessee Titans (3-2)
Jacksonville Jaguars (1-4)
Indianapolis Colts (0-5)

Divisão Oeste:
San Diego Chargers (4-1)
Oakland Raiders (3-2)
Kansas City Chiefs (2-3)
Denver Broncos (1-4)


NFC (National Football Conference)

Divisão Leste: 
Washington Redskins (3-1) 
New York Giants (3-2)
Dallas Cowboys (2-2)
Philadelphia Eagles (1-4)

Divisão Norte:
Green Bay Packers (5-0)
Detroit Lions (5-0)
Chicago Bears (2-3)
Minnesota Vikings (1-4)

Divisão Sul:
New Orleans Saints (4-1)
Tampa Bay Buccaneers (3-2)
Atlanta Falcons (2-3)
Carolina Panthers (1-4)

Divisão Oeste:
San Francisco 49ers (4-1)
Seattle Seahawks (2-3)
Arizona Cardinals (1-4)
St. Louis Rams (0-4)

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

MLB | Definida a final da Liga Americana

Ontem tivemos o quinto, e último, jogo da segunda semifinal da Liga Americana entre Detroit Tigers e New York Yankees, no novo Yankee Stadium. O Texas Rangers já estava classificado para a final da Liga Americana (venceu a série contra o Tampa Bay Rays por 3 jogos a 1 na primeira semifinal) e apenas aguardava a definição de seu adversário. E o que se viu ontem foi uma partida tensa, emocionante, e decidida por detalhes, do começo ao fim.


Delmon Young percorre as bases após seu HR
O começo da partida foi incrível para os Tigers, que conseguiram dois homeruns consecutivos (Don Kelly e Delmon Young) logo na primeira entrada contra o arremessador calouro Iván Nova, que apesar das 2 corridas cedidas no começo, fez uma boa segunda entrada, antes de ser tirado do jogo pelo manager dos Yankees, Joe Girardi. (Nova teria uma pequena lesão no cotovelo do braço direito, com o qual arremessa as bolas.) Na 5ª entrada, o ataque dos Tigers conseguiu mais uma corrida, com uma rebatida simples de Victor Martínez que impulsionou Austin Jackson para o home plate, dando a seu time a liderança no placar por 3 a 0. O curioso é que quem estava no montinho pelos Yankees neste momento era C.C. Sabathia, que fez um jogo 3 muito ruim e que ontem veio do bullpen, e não fez um bom trabalho. Do lado dos Tigers, Doug Fister manteve o time de Detroit na liderança, arremessando em 5 entradas e cedendo apenas uma corrida (um HR para Robinson Canó nesta mesma 5ª entrada), com 2 walks e 4 eliminações por strikeout.


Alex Rodríguez sofre o strikeout na 7ª entrada
Na sétima entrada, o momento que definiu a partida: Joaquin Benoit, que entrou no lugar de Max Scherzer (que havia substituído Fister na 6ª entrada), lotou as bases com apenas uma eliminação e estava sofrendo para encontrar a zona de strike em seus arremessos. Ao enfrentar Alex Rodríguez (que havia conseguido apenas 2 rebatidas nos 4 jogos anteriores da série), Benoit conseguiu um strikeout chave para manter a vantagem dos Tigers. Com dois eliminados, os Yankees ainda conseguiriam anotar uma corrida, com o walk com bases lotadas cedido por Benoit para Mark Teixeira, mas o fato é que se A-Rod tivesse conseguido, no mínimo, uma rebatida de sacrifício, a situação na entrada poderia ter sido bem diferente. Apesar dos problemas, Benoit fechou a sétima e oitava entradas sem sofrer mais nenhuma corrida. E o placar se manteve 3 a 2 para os Tigers antes da 9ª entrada.


Valverde (46) comemora a vitória dos Tigers
Mariano Rivera (o lendário fechador dos Yankees), em apenas 5 arremessos, fechou sua participação na última entrada facilmente. Restava a José Valverde fazer a mesma coisa para que os Tigers chegassem à final da Liga Americana pela primeira vez desde 2006. E, surpreendentemente - dada a forma dramática com que Valverde fechou as partidas que os Tigers venceram, Valverde fechou o jogo facilmente contra Curtis Granderson, Canó e A-Rod, que sofreu mais um strikeout na partida (foram 3 strikeouts ontem), fechando de forma melancólica sua participação e a do New York Yankees na pós-temporada de 2011, e abrindo espaço para a comemoração do time de Detroit, que enfrentará os Rangers na final da Liga Americana a partir do próximo sábado, numa melhor de 7 partidas na qual o time do Texas tem a vantagem de jogar até 4 partidas em sua casa por ter feito melhor campanha que o time de Detroit durante a temporada regular. A notícia boa para os Tigers é que Justin Verlander estará disponível no jogo 1 para enfrentar o poderoso ataque dos Rangers. A má notícia é que Delmon Young, que está jogando muito bem desde que veio para os Tigers antes do prazo limite de trocas em julho (ele jogava no Minnesota Twins), sofreu uma lesão muscular e poderá desfalcar o time na continuidade da pós-temporada.


Enquanto isso, na Liga Nacional...

A definição dos finalistas da Liga Nacional será hoje, com o jogo 5 das séries: St. Louis Cardinals x Philadelphia Phillies e Arizona Diamondbacks x Milwaukee Brewers.

A série entre Phillies e Cardinals parecia definida quando o time da Philadelphia venceu o terceiro jogo em St. Louis, mas os Cardinals se recuperaram e venceram o jogo 4 para empatar a série. Hoje, na Philadelphia, um duelo de arremessadores muito aguardado: Chris Carpenter (Cardinals), que foi mal no jogo 3, tentará se recuperar contra o sempre perigoso Roy Halladay (Phillies).

A série ente D-Backs e Brewers volta para Milwaukee após duas vitórias seguidas do time do Arizona em seus domínios, quando se pensava que os Brewers venceriam facilmente após suas 2 vitórias em Milwaukee. Hoje, teremos uma reprise do duelo de arremessadores do jogo 1: Yovani Gallardo (que dominou o ataque dos D-Backs no jogo 1) entrentará Ian Kennedy (que sofreu demais contra o forte ataque dos Brewers no jogo 1).

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

NFL | Resultados e comentários sobre a Semana 2

E mais uma semana da NFL se foi. Após 2 rodadas, temos 7 equipes invictas (Patriots, Jets, Bills e Texans na AFC; Redskins, Lions e Packers na NFC) e 7 times que ainda não conheceram a vitória nesta temporada (Dolphins, Colts e Chiefs, na AFC; Vikings, Panthers, Rams e Seahawks, na NFC).

Ryan Fitzpatrick (14) comandou a virada dos Bills
Dentre os destaques positivos até o momento, temos o Buffalo Bills, que venceu seus 2 primeiros jogos na temporada, anotando um total de 79 pontos (melhor marca da temporada). No domingo, os Bills receberam o Oakland Raiders e os dois times protagonizaram um jogo emocionante e cheio de viradas no placar no segundo tempo, incluindo a derradeira campanha ofensiva dos Bills nos minutos finais do jogo, que culminou num touchdown do wide receiver David Nelson após passe fácil de Ryan Fitzpatrick (que terminou a partida com 264 jardas, 3 TDs e uma interceptação), decretando a vitória dos Bills por 38 a 35. 

Com esse bom começo, aumenta a expectativa para o jogo do próximo domingo contra o rival de divisão (e também invicto na temporada) New England Patriots. Vale lembrar que os Patriots venceram os últimos 15 duelos contra os Bills, mas tudo leva a crer que o confronto do ataque consistente do time de Buffalo contra a irregular defesa dos Patriots será uma das chaves do sucesso de um dos times na partida. E, claro, será interessante ver como a defesa dos Bills trabalhará contra o jogo aéreo dos Patriots, o melhor da atual temporada em jardas conquistadas até o momento.

Outro time que surpreende positivamente é o Detroit Lions, que também está invicto após 2 partidas. É bem verdade que o Kansas City Chiefs (forte candidato a pior time da temporada, ainda mais agora com a perda do running back Jamaal Charles, que ficará de fora do resto da temporada por ter rompido ligamentos do joelho esquerdo no jogo de domingo) não ofereceu resistência alguma para o ataque dos Lions (que venceu por fáceis 48 a 3), mas é inegável a evolução do time de Detroit nesta temporada, graças ao excelente trabalho ofensivo do QB Matthew Stafford, que está cada vez mais afinado com seu alvo favorito, Calvin Johnson. Além disso, a nova dupla de defensive tackles, formada por Ndamukong Suh e o calouro Nick Fairley promete fazer muito barulho nesta e nas próximas temporadas.

Peyton Hillis (40) comemora seu TD contra os Colts
Do outro lado da moeda, há de se lamentar a péssima campanha do Indianapolis Colts, que foi presa fácil do Houston Texans na primeira semana e no domingo passado, perdeu em casa para o Cleveland Browns por 27 a 19. É inegável que a ausência de Peyton Manning faz com que o Colts passe de um time que briga pelo Super Bowl para um time sem brilho ofensivo, o que escancara mais ainda os problemas defensivos que o time "empurrava com a barriga" por causa da presença de Manning em campo, mas que agora estão muito claros. E a tendência é que a situação apenas piore, pois existe a real possibilidade da temporada de Manning ter chegado ao fim antes mesmo de ter começado (devido à segunda cirurgia no pescoço a que foi submetido, a terceira em apenas 19 meses) e o Houston Texans, com seu poderoso ataque, surge como uma força dentro da divisão Sul da AFC disposta a interromper o reinado dos Colts dentro da divisão.

Outro time que decepciona bastante é o Minnesota Vikings, que perdeu seus dois primeiros jogos na temporada. Em ambos os jogos, chegou a estar na frente por pelo menos 10 pontos (no jogo de domingo passado contra o Tampa Bay Buccaneers chegou a abrir 17 pontos no intervalo). Mas na hora de finalizar as partidas, tudo deu errado e os Vikings cederam a virada para San Diego Chargers e Buccaneers (que venceram por 24 a 20 em pleno Metrodome, estádio dos Vikings). E parte desse fracasso ofensivo se deve, principalmente, à ineficácia do veterano QB dos Vikings, Donovan McNabb. Todos sabiam que McNabb está na curva descendente em sua carreira, mas os Vikings acharam que McNabb seria uma solução para seu eterno problema com quarterbacks. Entretanto, a julgar pelo começo de temporada de McNabb, a coisa não será assim: foram apenas 39 jardas aéreas e apenas 7 passes completados em 15 tentativas (com um TD e uma interceptação) contra os Chargers; contra os Bucs, seus números aumentaram significativamente (18 passes completos para 228 jardas), mas não anotou nenhum TD - os 2 TDs ofensivos dos Vikings no domingo foram anotados via jogo terrestre. Se McNabb continuar jogando mal dessa forma, as chances dos Vikings de irem para os playoffs diminuirão de forma significativa.

Michael Vick (7) sofre seu 2º fumble no jogo em Atlanta
O último destaque da Semana 2 vai para o retorno do QB Michael Vick a Atlanta no jogo do Sunday Night Football, onde defendeu os Falcons nos primeiros anos de sua carreira, mas dessa vez Vick veio como um adversário, já que agora é titular do Philadelphia Eagles. Mas seu retorno a Atlanta não foi como gostaria que fosse: Vick sofreu 3 fumbles, 2 deles recuperados pela defesa dos Falcons, e foi "interceptado" uma vez (entre aspas porque a bola não foi dominada pelo defensor dos Falcons antes de tocar o chão, mas o treinador dos Eagles, Andy Reid, não desafiou a marcação de campo dos juízes). Além disso, durante o terceiro quarto da partida, Vick trombou com um jogador de seu próprio time, mordeu a própria língua e saiu do jogo com suspeita de concussão. Os Falcons venceram por 35 a 31, muito graças ao ótimo trabalho do tight end veterano Tony González, que anotou 2 TDs e Michael Turner, que passou das 100 jardas corridas e anotou um TD via jogo corrido.


Outros resultados da Semana 2:


Domingo, 18 de setembro
Jacksonville Jaguars 3 x 32 New York Jets
Baltimore Ravens 13 x 26 Tennessee Titans
Arizona Cardinals 21 x 22 Washington Redskins
Green Bay Packers 30 x 23 Carolina Panthers
Chicago Bears 13 x 30 New Orleans Saints
Dallas Cowboys 27 x 24 San Francisco 49ers (decidido na prorrogação)
Seattle Seahawks 0 x 24 Pittsburgh Steelers
San Diego Chargers 21 x 35 New England Patriots
Cincinatti Bengals 22 x 24 Denver Broncos
Houston Texans 23 x 13 Miami Dolphins



Segunda, 19 de setembro
St. Louis Rams 16 x 28 New York Giants


Algumas notas complementares sobre a Semana 2:

  • O Green Bay Packers chegou a sua sétima vitória consecutiva como visitante com a vitória de domingo. Apesar da derrota, Cam Newton passou mais uma vez das 400 jardas de passe, sendo o único QB calouro da história da NFL a anotar mais de 400 jardas em seus primeiros 2 jogos oficiais na liga.
  • O QB Tony Romo mostrou muita garra no último quarto da partida entre Cowboys e 49ers ao liderar o time na campanha do empate, mesmo com duas costelas fraturadas (ele saiu do jogo no primeiro quarto e voltou apenas no final da partida). Entretanto, após o jogo, verificou-se que Romo sofreu uma perfuração em um dos pulmões e seu status pra continuidade na temporada é incerto.
  • A NFL anunciou hoje que ficará de olho em times que simulam contusões para segurar o ataque sem conferência (a no-huddle offense), podendo punir jogadores com multas ou suspensões e os times com perda de escolhas em drafts futuros. A motivação veio após a partida entre Rams e Giants, quando dois jogadores da secundária do time de Nova York, aparentemente, simularam contusões para segurar o ataque dos Rams, que mandaram uma reclamação formal para a NFL após o jogo.

Crédito das fotos: AP Photo.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

NFL | Resultados e comentários sobre a Semana 1

Já falamos aqui sobre o primeiro jogo da temporada 2011 da NFL, a vitória do Green Bay Packers sobre o New Orleans Saints. Para terminar o relato da Semana 1 da temporada, vamos falar sobre alguns dos outros 15 jogos.

No domingo, tivemos 13 partidas: algumas sem grandes surpresas e outras com resultados surpreendentes, seja pelos placares dilatados, seja pelas famosas "zebras". Vamos destacar, em particular, 3 jogos.

Pittsburgh Steelers 7 x 35 Baltimore Ravens


Anquan Boldin comemora seu TD contra os Steelers
Massacre em Baltimore. Não existe outro termo para definir o que foi este duelo entre esses dois rivais da divisão Norte da AFC e que, literalmente, se odeiam. Entretanto, o jogo de domingo foi tão anormal que o ataque dos Ravens anotou 35 pontos, quando é muito raro ver um jogo entre esses dois times com mais de 30 pontos. Joe Flacco foi muito bem nos passes (acertou 17 de 29 tentativas, com 224 jardas e 3 TDs), mas o trabalho do quarterback foi muito facilitado graças ao excelente trabalho do running back Ray Rice (107 jardas terrestres e 1 TD, 42 jardas de recepção e 1 TD) e, principalmente, pela defesa dos Ravens, que destruiu a linha ofensiva dos Steelers, o que transformou o time de Pittsburgh em presa fácil dos veteranos Terrell Suggs (que forçou 2 fumbles), Haloti Ngata (1 fumble forçado), Ray Lewis (que forçou um fumble e conseguiu uma interceptação) e, principalmente, Ed Reed, que interceptou facilmente Big Ben 2 vezes no jogo. Ben Roethlisberger foi interceptado 3 vezes, algo que não acontecia numa partida desde 2009. Pittsburgh não havia entregado a bola para o adversário 7 vezes (os populares turnovers) em um mesmo jogo desde 1995 e perdeu o primeiro jogo da temporada pela primeira vez desde 2002.


Carolina Panthers 21 x 28 Arizona Cardinals

Cam Newton (1) brilhou em seu primeiro jogo na NFL
Desde o ano passado, perder um jogo virou rotina para o Carolina Panthers. Mas ontem, os torcedores dos Panthers tiveram um motivo para ficarem otimistas para esta e, quem sabe, muitas das próximas temporadas. E ele se chama Cam Newton (foto à direita, AP Photo). O QB calouro, primeira escolha geral no draft deste ano, teve uma partida muito boa, lançando para incríveis 422 jardas (a melhor marca para a estréia de um QB calouro na história da NFL e apenas o terceiro calouro na história a lançar para pelo menos 400 jardas em seu primeiro jogo na liga), com 2 TDs e uma interceptação. Sua precisão nos passes também chamou a atenção: foram 24 acertos em 37 tentativas. Além disso, correu 18 jardas em 8 tentativas, chegando a anotar um TD. Entretanto, este bom desempenho não foi suficiente para evitar a vitória dos Cardinals, com uma partida sem erros de seu novo QB titular, Kevin Kolb (18/27 nos passes, 309 jardas, 2 TDs).


Dallas Cowboys 24 x 27 New York Jets (Sunday Night Football)

Nick Folk (2) comemora seu FG de 50 jardas
No primeiro jogo da temporada no (rebatizado) MetLife Stadium, casa de Jets e New York Giants, o time verde da Big Apple venceu após anotar 17 pontos consecutivos no último quarto. Os Cowboys jogavam muito bem até o útimo quarto (o placar marcava 24 a 17 para os Cowboys), quando Tony Romo (que, até então, estava muito bem na partida, com 2 TDs) sofreu um fumble quando tentava entrar na endzone dos Jets, que recuperaram a bola facilmente. Só que o sempre contestado Mark Sánchez, QB dos Jets, devolveu a bola para o time de Dallas ao sofrer um fumble. A campanha seguinte dos Cowboys não apenas terminou sem pontos para o time de Dallas como terminou com um punt bloqueado e retornado para TD pelos especialistas dos Jets, empatando o jogo. Romo, que já havia passado das 300 jardas de passe, teve mais uma chance de vencer o jogo, mas foi facilmente interceptado por Darrelle Revis, o que deu a chance para Nick Folk decidir a partida com um field goal de 50 jardas e que deu a vitória para os Jets, terminando um dia inesquecível para os EUA e, principalmente, para os nova-iorquinos (por motivos óbvios...).

Outros resultados do domingo:


Atlanta Falcons 12 x 30 Chicago Bears (CHI: retorno para TD do linebacker Brian Urlacher)
Cincinatti Bengals 27 x 17 Cleveland Browns
Indianapolis Colts 7 x 34 Houston Texans (O que será dos Colts sem Peyton Manning?)
Tennessee Titans 14 x 16 Jacksonville Jaguars
Buffalo Bills 41 x 7 Kansas City Chiefs (BUF: o QB Ryan Fitzpatrick anotou 4 TDs de passe)
Philadelphia Eagles 31 x 13 St. Louis Rams
Detroit Lions 27 x 20 Tampa Bay Buccaneers
Minnesota Vikings 17 x 24 San Diego Chargers
Seattle Seahawks 17 x 33 San Francisco 49ers
New York Giants 14 x 28 Washington Redskins



Tom Brady lançou para 517 jardas e 4 TDs
A Semana 1 foi encerrada ontem com uma rodada dupla do Monday Night Football. No primeiro jogo, o New England Patriots venceu o Miami Dolphins na Flórida por 38 a 24. O destaque do jogo, como não poderia deixar de ser, foi o QB dos Patriots, Tom Brady (foto à direita, AP Photo), que alcançou a marca incrível das 517 jardas aéreas, seu recorde pessoal, recorde da franquia e recorde para um jogo de MNF. Ele acertou 32 de 48 passes, anotando 4 TDs e sendo interceptado uma vez. Outro destaque positivo para o ataque dos Patriots foi a dupla de tight ends Rob Gronkowski e Aaron Hernández, que combinaram para 189 jardas de recepção e 2 TDs. Do lado dos Dolphins, o sempre questionado QB Chad Henne também fez uma boa partida, acertando 30 de 49 passes para 416 jardas, 2 TDs e uma interceptação.


Quem também venceu fora de casa foi o Oakland Raiders, que bateu seu rival de divisão Denver Broncos por 23 a 20 no segundo jogo da rodada dupla od MNF. A marca registrada do ataque dos Raiders, o jogo corrido, entrou em cena na partida: foram 190 jardas corridas na partida (somente Darren McFadden conseguiu 150 em 22 corridas), o que acabou com a defesa dos Broncos, que se cansou bastante, muito por causa dos 3 erros de seu ataque (2 fumbles perdidos e uma interceptação). Kyle Orton lançou para 304 jardas e conseguiu um TD, mas seu desempenho não foi suficiente para dar a vitória ao time da casa, que teve um desempenho por terra pífio: apenas 38 jardas terrestres (13 delas conseguidas pelo próprio Orton). Foi a oitava vitória consecutiva do time de Oakland contra seus rivais da divisão Oeste da AFC.
Darren McFadden (22) conseguiu 150 jardas terrestres contra os Broncos


sexta-feira, 9 de setembro de 2011

NFL | A temporada 2011 já começou! E que começo...!

Depois de 132 dias de tensões devido ao lockout, a temporada 2011 da NFL começou oficialmente ontem, com a partida entre os últimos 2 campeões do Super Bowl, New Orleans Saints (campeão em 2009) e o atual campeão, Green Bay Packers, ovacionado pela sua fanática torcida, que lotou o Lambeau Field no jogo de ontem (foto abaixo, AP Photo).

Lambeau Field lotado pelos cheeseheads
E o começo de jogo parecia animador para os cheeseheads: o quarterback Aaron Rodgers comandou um ataque no-huddle (sem conferência, característica marcante do ataque do Indianapolis Colts), distribuindo a bola para todos os seus principais alvos e que culminou no primeiro TD da temporada, convertido por Greg Jennings, alvo favorito de Rodgers. E o que parecia um bom começo, virou sensacional quando na segunda jogada do ataque dos Saints, o wide receiver Marques Colston sofreu um fumble, recuperado pela forte defesa dos Packers. E apenas 3:05 minutos depois, o jogo já estava 14 a 0 para os Packers após um TD de Jordy Nelson, com um passe fácil de Rodgers.

O ataque dos Saints se recuperou rapidamente e marchou 80 jardas em apenas 2:52 minutos, após um passe de 31 jardas do quarterback Drew Brees para Robert Meachem que acabou na endzone dos Packers. O primeiro quarto não terminaria antes de Rodgers conseguir mais um TD de passe, dessa vez para o calouro Randall Cobb. Apenas no primeiro quarto, Rodgers já somava 188 jardas de passe e 3 passes para touchdowns!


Jason Starks (44) bate Roman Harper para anotar o TD
Os Saints começaram o segundo quarto anotando 10 pontos seguidos em apenas 6 minutos: um field goal de 30 jardas do kicker John Kasay e um retorno de punt de 72 jardas de Darren Sproles, que veio para reforçar o time de New Orleans e já mostrou ontem que será uma peça fundamental para o sucesso dos Saints nesta temporada. O primeiro tempo do jogo terminaria com mais um TD dos Packers, dessa vez com o jogo terrestre, uma corrida de 17 jardas de Jason Starks (foto à esquerda, AP Photo).

Com 28 a 17 a favor do time de Green Bay, o terceiro quarto começou com mais um FG certeiro de Kasay a favor dos Saints. Entretanto, os Packers responderam com um retorno de kickoff espetacular de 108 jardas de Cobb, que anotou seu primeiro TD de retorno e o segundo na partida. Nada mal para um calouro, não é mesmo? O ataque dos Saints reagiu rapidamente e em apenas 1:32, Drew Brees anotou seu segundo TD no jogo, após um passe de 29 jardas para Devery Henderson.

No último quarto, Packers e Saints trocaram touchdowns: John Kuhn para os Packers, numa corrida de 1 jarda; Jimmy Graham para os Saints, num passe de 5 jardas de Brees, seu terceiro TD na partida. Com um pouco mais de 1 minuto para o final do jogo, sem tempo para pedir, o ataque do Saints recebeu a bola de volta e precisava avançar 80 jardas para ter chances de empatar a partida, que estava 42 a 34 pros Packers. A campanha ofensiva dos Saints foi sensacional e com apenas 3 segundos, estava a apenas 9 jardas do TD. 

Mark Ingram (28) não avança e os Packers vencem o jogo
Com o cronômetro zerado, Brees errou o passe para Sproles, mas o linebacker dos Packers, A.J. Hawk, cometeu interferência clara na tentativa de recepção de Sproles, o que dava ao ataque dos Saints mais uma chance de anotar o TD, dessa vez na linha de 1 jarda e com o cronômetro zerado. Contudo, o técnico Sean Payton optou por uma óbvia corrida pelo meio de Mark Ingram, que foi "engolido" pela defesa dos Packers e não conseguiu cruzar a endzone (foto acima, AP Photo). Com isso, o time de Green Bay conseguiu sua primeira vitória na temporada, mas não foi fácil.

Algumas notas sobre o jogo:
  • Aaron Rodgers terminou a partida com 312 jardas de passe (27 de 35 passes tentados) e 3 TDs. Drew Brees também foi ótimo, acertando 32 de 49 passes para 419 jardas e 3 TDs.
  • Darren Sproles terminou a partida com 7 jardas em 2 corridas, 75 jardas em 7 recepções, 76 jardas em retornos de kickoff e 92 jardas de retorno para punt, incluindo um retorno para TD de 72 jardas.
  • Cada time recebeu 4 touchbacks de kickoff (quando a bola entra na endzone após o kickoff e o retornador ajoelha, mostrando que não vai retornar o chute), reflexo claro da nova regra do kickoff, que agora é posicionado na linha de 35 jardas do campo do time chutador (um avanço de 5 jardas em relação à regra original) e que tende a prejudicar times com excelentes retornadores. Apesar disso, tivemos um retorno de kickoff de 108 jardas para TD.

Outras notícias da NFL:
  • O quarterback Peyton Manning, do Indianapolis Colts, se submeterá a uma segunda cirurgia no pescoço (a primeira foi após o final da temporada passada, no primeiro semestre de 2011) e desfalcará seu time, no mínimo, nas 10 primeiras semanas da temporada. É provável que Manning perca toda a temporada e, num prognóstico mais pessimista, caso a recuperação não seja como o esperado, ele pode até encerrar a carreira.
  • Dentre os cortes de jogadores para a composição dos elencos de 53 jogadores dos times, talvez o mais surpreendente tenha sido o de David Garrard, agora ex-QB do Jacksonville Jaguars. Numa temporada em que ir para os playoffs é questão de honra e de garantia de emprego para o treinador Jack Del Rio, a dispensa de Garrard, titular desde 2007, caiu como uma bomba. Agora, os Jags apostam no calouro Blaine Gabbert, a primeira escolha do time no draft de 2011, para ser o sucessor de Garrard.
  • A ESPN, num acordo bilionário com a NFL (que gira em torno de US$ 2 bilhões por ano), garantiu os direitos de transmissão da NFL para o período 2014-2021, que inclui a permanência do Monday Night Football no canal, além da transmissão exclusiva do draft, do Super Bowl e a expansão da transmissão em mais de 100 países, incluindo o Brasil. Esse contrato entra em vigor após o triênio 2011-2013, quando a ESPN já terá os direitos de transmissão dos 3 Super Bowls e ampliará a cobertura fora dos EUA, como já acontece aqui no Brasil, onde a ESPN brasileira, que além de se tornar o canal exclusivo das transmissões da NFL no País, transmitirá pelo menos 4 jogos ao vivo por semana e TODOS os jogos dos playoffs e as duas finais de Conferência, além do Super Bowl XVLI, que será no Lucas Oil Stadium em Indianapolis.

Calendário dos outros jogos da Semana 1 da NFL

Domingo, 11 de setembro
  • Pittsburgh Steelers x Baltimore Ravens (14h, ESPN e ESPN HD - ao vivo)
  • Atlanta Falcons x Chicago Bears (14h)
  • Cincinatti Bengals x Cleveland Browns (14h)
  • Indianapolis Colts x Houston Texans (14h)
  • Tennessee Titans x Jacksonville Jaguars (14h)
  • Buffalo Bills x Kansas City Chiefs (14h)
  • Philadelphia Eagles x St. Louis Rams (14h)
  • Detroit Lions x Tampa Bay Buccaneers (14h)
  • New York Giants x Washington Redskins (17h15 - ao vivo na ESPN HD; VT completo na segunda-feira, 12h, na ESPN)
  • Carolina Panthers x Arizona Cardinals (17h15)
  • Minnesota Vikings x San Diego Chargers (17h15)
  • Seattle Seahawks x San Francisco 49ers (17h15)
  • Dallas Cowboys x New York Jets - Sunday Night Football (21h20, ESPN e ESPN HD - ao vivo)
Segunda, 12 de setembro
  • New England Patriots x Miami Dolphins - Monday Night Football (20h, ESPN e ESPN HD - ao vivo)
  • Oakland Raiders x Denver Broncos - Monday Night Football (23h15, ESPN e ESPN HD - ao vivo)

terça-feira, 31 de maio de 2011

Por que Jason Kidd e Dirk Nowitzki merecem ganhar a o Titulo da NBA?

Por Caio Lissoni


Às vezes, nem todo atleta da NBA que entra para o Hall da Fama possui um anel de campeão da Liga. Alguns exemplos são Charles Barkley, Karl Malone e John Stockton. Nesta temporada, dois outros grandes jogadores que certamente estarão entre os maiores da história poderão ter sua última chance de conquistar o anel da Liga. Dirk Nowitzki e Jason Kidd são dois grandíssimos jogadores que não possuem essa regalia no seu currículo e terão, a partir desta noite, a chance de não serem punidos pela bola laranja. Chances não faltaram a ambos para vencer a Liga, mas alguns detalhes os atrapalharam nos momentos decisivos. Farei um perfil de cada um e apresentarei os motivos para que Dirk e Kidd mereçam ganhar a temporada junto com os Mavs.


Dirk Werner Nowitzki, um alemão prestes a completar 33 anos com seus 2,11m. Dirk teve a sua chance mais clara de conquistar a Liga na temporada 2005-06 quando capitaneou e conduziu os Mavericks à final diante do mesmo Miami Heat que enfrentará nesta final. Naquela série, os Mavs abriram 2 a 0, mas permitiram a reação da equipe da Flórida, que era conduzida por Dwyane Wade (um garoto em sua terceira temporada na NBA) e Shaquille O'Neal, que ainda apresentava uma boa forma física. Dirk, na época com 28 anos, teve 0-4 nos arremessos de quadra no último quarto e deixou a quadra do American Airlines Center cabisbaixo e envergonhado por ter falhado no momento decisivo. O alemão, na temporada seguinte, teve um fiasco maior ainda: eleito o MVP da temporada e Dallas tendo se classificado na 1ª posição do Oeste, ambos foram eliminados diante do Golden State Warriors na 1ª rodada dos playoffs. Desde então, injustamente Dirk e os Mavericks ganharam fama de “Amarelão”. Dirk foi o 1º europeu a atingir 20 mil pontos na carreira, além de ser eleito 10 vezes para o All Star Game, de ter sido o MVP da NBA na temporada 2006-07 e MVP do Campeonato Mundial da Fiba de 2002.


Já Jason Frederick Kidd, um californiano de 38 anos, esteve em outras duas finais de NBA, ambas com o New Jesey Nets, em que era a estrela quase solitária da equipe. Perdeu as finais de 2001-02 para o Lakers de Kobe e Shaq e as de 2002-03 para o San Antonio Spurs de Tim Duncan. Kidd é conhecido como "Mr. Triple Double" por ser o 3º jogador com maior número desta estatística na história da NBA. Além de ter duas medalhas de ouro olimpicas com a seleção norte-americana, Kidd é o único jogador da história a ter pelo menos 15 mil pontos, 7 mil rebotes e 10 mil assistências na carreira. Jason também é o único a ter 7 temporadas com mais de 700 assistências e mais de 500 rebotes. Os jogadores que estão mais perto desta marca são Magic Johnson e Oscar Roberson, que conseguiram tal feito em 6 temporadas.

Com base nos números apresentados, tire suas conclusões se é justo e merecido que ambos levem para Dallas o primeiro titulo de suas carreiras e o primeiro da franquia.

segunda-feira, 30 de maio de 2011

NBA | A hora da decisão

Finalmente, conhecemos os dois finalistas da temporada 2010-11 da NBA: o campeão da Conferência Oeste, Dallas Mavericks, enfrentará o campeão do Leste, Miami Heat, numa final na qual um, e apenas um, dos dois jogadores mais questionados dentro da Liga quanto à capacidade de serem decisivos nos playoffs ganhará o tão sonhado anel de campeão. Mas os playoffs nos mostraram, até agora, que esses dois jogadores estão com fome de título e estão fazendo a diferença para suas equipes.

Do lado dos Mavericks, temos o alemão Dirk Nowitzki. Pela segunda vez em 5 anos, Nowitzki chega a uma final da NBA. Curiosamente, da última vez (na temporada 2005-06), o Dallas caiu diante do mesmo Miami Heat (que tinha "apenas" Dwyane Wade e um tal de Shaquille O'Neal, ainda em boa forma). Mas desta vez, parece que o time de Dallas não vai cometer os mesmos erros que cometeu naquela final, não apenas porque o time é diferente daquele de 2006, mas porque o Mavericks de 2011 está jogando os playoffs em alto nível, com um jogo coletivo competente, tanto no ataque quanto na defesa (destaques para o interminável Jason Kidd e seu reserva, Juan José Barea e o esforçado pivô Tyson Chandler) e uma eficácia impressionante nos arremessos da linha dos 3 pontos (Jason Terry e o "aposentado" Peja Stojakovic lideram o time nos arremessos de longa distância nos playoffs), o que minou todos os adversários do Mavericks nos playoffs, incluindo o último deles, na final do Oeste - o Oklahoma City Thunder.

Mas não podemos nos esquecer de Nowitzki, a peça fundamental do time comandado pelo técnico Rick Carlisle. O alemão vem apresentando um basquete de primeira classe: todos os seus marcadores sucumbiram diante suas virtudes ofensivas, uns mais que os outros (não é mesmo, meu caro Pau Gasol?), incluindo seu memorável jogo de 48 pontos ( com12-15 nos arremessos de quadra e 24-24 nos lances livres) na primeira partida contra o Thunder. E isso poderá ser um fator relevante a favor do time de Dallas.

Do lado do Miami Heat, temos o questionado LeBron James que, aos poucos, vai removendo o rótulo de jogador que "amarela" nos playoffs. E não está fazendo isso com palavras, mas com ações, dentro da quadra. Sua performance contra o Chicago Bulls foi digna de elogios, quando marcou impiedosamente o MVP da temporada regular, o armador Derrick Rose, principalmente nos minutos finais dos jogos 4 e 5 da final da Conferência Leste, e obteve sucesso. Isso sem falar dos seus 35 pontos no jogo 5, o derradeiro da série contra os Bulls. O impacto de seu jogo foi tão grande em Chicago que Scottie Pippen, ex-jogador dos Bulls e atual manager do time, afirmou no dia seguinte à eliminação dos Bulls que LBJ pode vir a ser um pontuador melhor do que seu ex-companheiro de time, Michael Jordan.

Verdade ou não, o fato é que LeBron está roubando as atenções nestes playoffs e é, de longe, o MVP do Heat nesta campanha. Mas não está fazendo o trabalho sozinho: Dwyane Wade, mesmo jogando no sacrifício (como ficou claro no jogo 5 da final do Leste), vem sendo uma peça fundamental para o time de Miami nos momentos finais das partidas, assim como Chris Bosh, que brilhou na série contra o Boston Celtics e teve, possivelmente, o jogo da sua carreira na terceira partida contra o Bulls (foram 34 pontos naquela oportunidade). A única ressalva do time comandado por Erik Spoelstra, além da inexperiência do treinador, são os jogadores do banco do Heat, que possui bons nomes (como Mike Miller, Eddie House e James Jones, só para falar dos bons chutadores de 3 pontos), mas que estão passando por altos e baixos durante todo o playoff. E contra os reservas do Mavericks, que estão "pegando fogo" nos playoffs (principlamente nos tiros de 3 pontos), a coisa pode ficar feia, MUITO feia pro Heat.

Obviamente, quem terá o papel de marcar LeBron será o veterano Shawn Marion, que fez um excelente trabalho contra Kevin Durant na final do Oeste e pode surpreender. Mas, sem dúvida, os grandes momentos da final que se aproxima serão quando LeBron e Nowitzki estiverem cara-a-cara, o #6 do Heat marcando o #41 dos Mavericks, algo que provavelmente acontecerá em momentos importantes dos jogos.

Enfim, será uma final sensacional e um, e apenas um dos dois (Dirk Nowitzki ou LeBron James) entrará para o seleto clube dos donos de um anel de campeão da NBA. E aí, em quem você aposta? Dallas? Miami?

Programação completa da Final da NBA (todos os jogos serão transmitidos pela ESPN e ESPN HD):

31/05, Terça: DAL @ MIA, 22 horas (horário de Brasília)
02/06, Quinta: DAL @ MIA, 22 horas
05/06, Domingo: MIA @ DAL, 21 horas
07/05, Terça: MIA @ DAL, 22 horas
09/05, Quinta: MIA @ DAL, 22 horas *
12/06, Domingo: DAL @ MIA, 21 horas *
14/06, Terça: DAL @ MIA, 22 horas *

* Se necessário.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

NBA | O fim de uma era

Ontem, 8 de maio de 2011, os fãs da NBA e de basquete presenciaram aquele que foi o último jogo de Phil Jackson como treinador (foto abaixo, AP). E não poderia ter sido da pior forma possível: o Los Angeles Lakers, time que comandou na última década, foi varrido de forma impiedosa pelo Dallas Mavericks em uma das semifinais da Conferência Oeste.Durante toda a série, o time de Dallas dominou os Lakers defensivamente: os angelinos foram limitados a incríveis 94, 81, 92 e 86 pontos nos 4 jogos da série! E no ataque, sobrou como há muito tempo não se via. O golpe final foi dado ontem, com uma vitória incontestável por 122 a 86, na qual os Mavericks bateram o recorde de cestas de 3 pontos em um jogo de playoff: foram 20 acertos em 32 tentativas, 9 deles por "culpa" de Jason Terry, que veio do banco e anotou 32 pontos.

Os Lakers não viram mais a cor da bola desde o segundo quarto, quando Terry acertou 3 cestas de 3 pontos e ajudou o Mavericks a fechar o primeiro tempo com impressionantes 24 pontos de vantagem (o placar marcava 63 a 39 no intervalo). E, ao contrário do jogo 5 da série contra o Portland Trail Blazers, quando abriu mais de 20 pontos mas perdeu a partida, o time de Dallas aprendeu a lição e continuou a atacar os Lakers com mais bolas de 3 pontos (o "aposentado" Peja Stojakovic foi perfeito nos 6 tiros que tentou) e manteve a margem segura que conquistou no intervalo. Nem Kobe Bryant se salvou: apenas 17 pontos e 5 erros na partida.

Phil Jackson nunca tinha sido varrido numa série melhor-de-7. Até ontem. Em jogos de eliminação, mais uma vez os Lakers perderam por mais de 30 pontos em menos de 3 anos (a outra vez foi no jogo 6 das finais da temporada 2007-2008, quando o Boston Celtics venceu por 38 pontos de vantagem).
Mas tudo isso ficou pra trás depois das agressões estúpidas de Lamar Odom e, principalmente, de Andrew Bynum e sua cotovelada covarde contra J.J. Barea (foto à direita, AP) e que deveria lhe render uma suspensão severa por parte da liga, além de apagar todo o esforço do único jogador dos Lakers que jogou com regularidade durante os playoffs. São jogadores que não souberam perder, ao contrário de Phil, que mesmo com uma derrota acachapante dessas, encerrou sua carreira como técnico da forma mais honrosa possível: reconhecendo a superioridade do adversário.

Pensar no que vai acontecer com os Lakers daqui pra frente soa um pouco imaturo, ainda mais com os playoffs da NBA ainda em andamento e que vão coroar um campeão diferente das últimas 2 temporadas. O que vale neste momento é que o Dallas Mavericks está na final do Oeste com todo o merecimento do mundo e está esperando a definição da outra semifinal: o surpreendente Memphis Grizzlies ou o jovem Oklahoma City Thunder disputará o título da Conferência contra o time do Texas.

Além disso, não podemos esquecer de todas as reverências possíveis ao "Mestre Zen", que revolucionou a NBA ao consagrar a tática dos "triângulos" do lendário Tex Winter vencendo o título da NBA onze vezes nas últimas 20 temporadas (seis com o Chicago Bulls de Michael Jordan; cinco com o LA Lakers de Kobe), incluindo 13 finais de NBA e aparições nos playoffs (com mais vitórias do que derrotas) em todas as temporadas em que comandou Bulls e Lakers. Definitivamente, Phil Jackson tem seu lugar garantido no Basketball Hall of Fame. Mas os Lakers poderiam ter se esforçado mais em lhe dar um final de carreira mais digno.

Enfim, que continuem os playoffs de mais uma temporada sensacional da NBA...

quarta-feira, 30 de março de 2011

MLB | A temporada 2011 vai começar! (Parte 2)

Ontem, falamos sobre as expectativas na American League, com palpites da equipe do blog sobre os times campeões de divisão e o time que se classificará via Wild Card (repescagem). Hoje, como prometido, falaremos sobre as três divisões da National League (Liga Nacional) e daremos nossos palpites.


NATIONAL LEAGUE


NL West (Divisão Oeste): Não poderíamos começar essa análise da NL sem falar do atual campeão da World Series. O San Francisco Giants manteve a base do ano passado, contando com uma rotação jovem e que, assim como nos playoffs de 2010, dará muito trabalho para os adversários em 2011: Tim "The Freak" Lincecum (2 vezes campeão do prêmio Cy Young da NL), o consistente Matt Cain e os jovens Jonathan Sánchez e o segundo anista Madison Bumgarner (que arremessou muito bem no jogo 4 da WS contra o Texas Rangers, dando a vantagem necessária para que os Giants vencessem a série no jogo seguinte), além de Barry Zito, que ainda está em dívida com a torcida de San Francisco por não repetir a boa temporada que fez em 2006, quando defendia o Oakland Athletics e levou seu time para os playoffs.


O bullpen do Giants, um dos maiores responsáveis pelo sucesso no ano passado, continuará forte, principalmente por causa de Brian Wilson (líder em saves na MLB em 2010) e sua barba intimidadora (foto à esquerda, SI.com). A má notícia é que Wilson se machucou durante o Spring Training e pode desfalcar o time de SF nos primeiros jogos da temporada. No ataque, os Giants mantiveram a base do ano passado e contam com um bom ano de nomes como Pablo "Panda" Sandoval, Cody Ross (um dos "heróis improváveis" do Giants nos playoffs) e o catcher Buster Posey (destaque do time em 2010, quando recebeu o prêmio de Calouro do Ano na NL), apenas adicionando o experiente shortstop Miguel Tejada no lugar de Juán Uribe, que foi para o maior rival dos Giants...

E por falar no Los Angeles Dodgers: as saídas de Manny Ramirez e de Russell Martin farão diferença para o ataque, que basicamente se sustentará nos outfielders Matt Kemp e Andre Ethier. A rotação titular contará mais uma vez com os consistentes Chad Billingsley, Hiroki Kuroda, Ted Lilly e Clayton Kershaw. A grande dúvida fica para o bullpen, já que Jonathan Broxton teve uma segunda metade de temporada horrorosa em 2010, a ponto de ter sido tirado em alguns jogos do posto de closer do time; entretanto, vem jogando bem no Spring Training e parece ter readquirido confiança para esta nova temporada. Aparentemente, os Dodgers brigarão apenas pelo Wild Card neste ano. E um de seus adversários diretos será o Colorado Rockies.

Aliás, o time do Colorado contará com um ataque forte, liderado por Carlos González (líder em HRs e RBIs na National League em 2010) e por Troy Tulowitski, talvez o melhor shortstop da MLB, tanto defensiva como ofensivamente.

O San Diego Padres, mesmo com Mat Latos liderando a rotação titular e tendo um closer competente como Heath Bell, provavelmente terá dificuldades em 2011 por ser um time em fase de renovação e, principalmente, por ter perdido seu melhor rebatedor, Adrián González. Mas nunca se sabe, surpresas podem acontecer... O mesmo não vale para o Arizona Diamondbacks, que perdeu peças chave como Dan Haren e Mark Reynolds e, possivelmente, amargará a lanterna da divisão.

Palpites da equipe:
André Georges:
San Francisco Giants (#2), com San Diego Padres garantindo o Wild Card.
Caio Lissoni: San Francisco Giants (#2)
Estéfano Souza: San Francisco Giants (#2)



NL Central (Divisão Central): Possivelmente, será a divisão mais equilibrada da MLB em 2011. O Chicago Cubs se reforçou durante a off-season, trazendo nomes interessantes como Carlos Peña para o ataque e Matt Garza para a rotação titular (ambos defendiam o TB Rays), além de trazer o veterano Kerry Wood, que jogou muito bem pelos Yankees no ano passado e vai reforçar o bullpen do time, que já conta com Carlos Marmol. Duas grandes preocupações giram em torno dos Cubs (isso sem falar do fato de não vencerem uma World Series desde 1908...): a qualidade do ataque (Geovany Soto e Aramis Ramirez decepcionaram em 2010) e a irregularidade do arremessador Carlos Zambrano, que além de não passar por uma boa fase técnica há mais de 2 temporadas, virou uma distração fora do campo por brigar com companheiros de time. Ainda assim, o Cubs de 2011 tem tudo para ser muito melhor do que o Cubs de 2010, que com apenas 75 vitórias, só não foi pior do que o Pittsburgh Pirates (57 vitórias, pior marca da MLB), dentro da divisão.

Grande rival dos Cubs, o St. Louis Cardinals seria o grande favorito para vencer a divisão em 2011. Seria, se não fosse a grave lesão de Adam Wainwright (um dos melhores arremessadores da MLB nas últimas 3 temporadas) durante o Spring Training e que o deixará de fora de toda a temporada.
Com isso, a rotação dos Cardinals sofre um baque enorme, mas ainda assim poderá ser uma força do time tendo o excelente Chris Carpenter e o consistente Jaime Garcia. Outro problema que os Cardinals terão que administrar é a situação de Albert Pujols (foto à direita, SI.com), o melhor rebatedor da MLB e jogador símbolo do time na última década. Este é o último ano de contrato de Pujols e ambas as partes não chegaram a um acordo de renovação antes do início do Spring Training (prazo limite estipulado pelo próprio Pujols) e, com isso, Pujols não falará sobre o assunto até o final da temporada. Resta saber o quanto isso será uma distração ao longo da temporada tanto para o atleta quanto para o resto do time, que terá Matt Holliday e Lance Berkman para ajudar Pujols no ataque. Ainda assim, os Cardinals têm condições de vencer a divisão.

O Cincinatti Reds surpreendeu no ano passado ao vencer a divisão e disputar um jogo de playoff pela primeira vez desde 1995 (não adiantou muito, pois foram varridos pelo Phillies na NLCS). Com um time sem grandes estrelas, mas com uma defesa que foi a melhor da NL, o time foi uma grata surpresa em 2010. A rotação continua praticamente a mesma, com nomes como o jovem Johnny Cueto, o veterano Bronson Arroyo e Edinson Volquez. O ataque também foi mantido, com nomes importantes como Brandon Phillips, Scott Rolen, Jay Bruce e o atual MVP da NL, Joey Votto. No bullpen, destaque total para Aroldis Chapman, que em seu segundo ano de MLB, tentará manter sua bola rápida a mais de 100 milhas por hora... de média! O que preocupa é a irregularidade do closer veterano Francisco Cordero, que precisa jogar melhor do que jogou em 2010. Não devemos descartar os Reds na disputa pela divisão e, até mesmo, pelo Wild Card.

Se os Reds surpreenderam em 2010, o Milwaukee Brewers pode surpreender em 2011. Com a aquisição de Zach Greinke (Cy Young da AL em 2009, mesmo jogando pelo fraco Kansas City Royals), os Brewers esperam solucionar os problemas que a rotação titular apresentou nos últimos anos e que prejudicaram demais o time na corrida pelo título da divisão. Greinke e o jovem Yovani Gallardo promete ser uma das melhores duplas de arremessadores da MLB, mas somente quando Greinke se recuperar de uma lesão na costela (enquanto jogava basquete...) que o deixará de fora dos primeiros jogos da temporada. O ataque não deixa a desejar, com nomes fortes como Ryan Braun, Prince Fielder e Corey Hart. Os Brewers correm por fora na divisão, mas podem disputar a vaga do Wild Card.

O Houston Astros passa por um período de renovação. No meio do caminho, muitos jogadores foram embora: Brad Lidge, Roy Oswalt, Lance Berkman... só para citar alguns. Nem mesmo a presença do consistente Wendy Rodríguez (que renovou seu contrato por mais 3 anos) na rotação anima os Astros para realizarem uma boa temporada em 2011. Mas nada comparado ao Pittsburgh Pirates, candidato seríssimo a 100 derrotas na temporada...

Palpites da equipe:
André:
St. Louis Cardinals (#3)
Caio: St. Louis Cardinals (#3)
Estéfano: St. Louis Cardinals (#3); Chicago Cubs fica com o Wild Card.



NL East (Divisão Leste): Philadelphia Phillies. Simples assim. Se podemos citar um favorito para vencer esta divisão, a resposta é mais do que óbvia.
Afinal de contas, o que falar de uma rotação que tem dois vencedores do prêmio Cy Young, um MVP de World Series e um dos arremessadores mais consistentes da década? O quarteto Roy Halladay, Cliff Lee (de volta a Philadelphia; foto à esquerda, SI.com), Cole Hamels e Roy Oswalt é um dos melhores da MLB e tem tudo para fazer com que seus rivais fiquem a ver navios. Pelo menos, durante a temporada regular...

O ataque do Phillies continua forte, mesmo com a saída de Jayson Werth. Ryan Howard, Jimmy Rollins e Raul Ibañez são ótimos rebatedores e podem levar esse time do Phillies muito longe não apenas na divisão como na luta pela melhor campanha da NL na temporada regular. O bullpen dos Phillies ainda é sinônimo de dúvida, ainda mais com a incerteza sobre o estado do closer Brad Lidge, que começará a temporada na lista de contundidos e precisará atingir algo próximo do patamar de 2008, quando fechou 46 jogos (41 na temporada regular e 5 nos playoffs e World Series) com 100% de aproveitamento e foi peça importante no Phillies campeão daquele ano.

Um dos adversários mais complicados do Phillies dentro da divisão e, provavelmente, numa disputa de playoffs, será o Atlanta Braves. Com uma rotação interessante (com nomes como o veterano Derek Lowe, Jair Jurrjens, Tim Hudson e Tommy Hanson) e um ataque que pode surpreender (com Brian McCann, Dan Uggla e a sensação do time, Jason Heyward), os Braves podem dificultar a caminhada dos Phillies e são candidatos fortes a, no mínimo, chegarem aos playoffs via Wild Card.

O New York Mets passa por muitos problemas há um bom tempo. Mas o período entre o começo da temporada de 2010 e amanhã realmente foi triste para o "primo pobre" dos Yankees: mais uma temporada abaixo do medíocre em 2010, não chegando nem perto de ir para os playoffs; os problemas extra-campo de Francisco "K-Rod" Rodríguez; a contusão de Johan Santana, que o deixará de fora dos campos até, no mínimo, o próximo mês de maio (enfraquecendo mais ainda a já fraca rotação dos Mets); e as recentes dispensas de Luís Castillo e Oliver Pérez, jogadores que nunca corresponderam às espectativas e que receberão do Mets, ao todo, mais de US$ 18 milhões pelas demissões. Não bastasse tudo isso, o que esperar de José Reyes e Carlos Beltrán em 2011: mais um ano com lesões ou uma temporada muito produtiva de ambos? O bullpen perdeu Pedro Feliciano, que foi para os Yankees, e na atual condição, confiar em K-Rod (cujo contrato termina neste ano, com uma opção para 2012) é algo que deve ser visto com muito cuidado, uma vez que mesmo com problemas fora do campo, seu talento para fechar jogos não pode ser ignorado. Enfim, os Mets terão uma longa temporada pela frente...

O Washington Nationals trouxe Jayson Werth para suprir a saída de Adam Dunn e poderia atrapalhar o caminho de Braves e Phillies na divisão, se não fosse a cirurgia Tommy John que acabou com a temporada 2011 de Stephen Strasburg antes mesmo da mesma começar. Com isso a rotação, que conta com o interminável Liván Hernández como seu "ace" e viverá das incertezas sobre o atual estado de Chien-Ming Wang (que não consegue repetir o ótimo ano de 2007 que teve pelos Yankees), se enfraquece mais ainda. No ataque, além de Werth, Ryan Zimmerman lidera o time.

Basicamente, o Florida Marlins se resume a Josh Johnson (um dos arremessadores mais consistentes da MLB nos últimos 2 anos) na rotação e a Hanley Ramírez no ataque, ainda mais depois da saída de Dan Uggla na metade de 2010. Provavlemente, não chegará muito longe em 2011.

Palpites da equipe:
André: Philadelphia Phillies (#1)

Caio
:
Philadelphia Phillies (#1); Atlanta Braves fica com o Wild Card.
Estéfano
:
Philadelphia Phillies (#1)