quarta-feira, 30 de março de 2011

MLB | A temporada 2011 vai começar! (Parte 2)

Ontem, falamos sobre as expectativas na American League, com palpites da equipe do blog sobre os times campeões de divisão e o time que se classificará via Wild Card (repescagem). Hoje, como prometido, falaremos sobre as três divisões da National League (Liga Nacional) e daremos nossos palpites.


NATIONAL LEAGUE


NL West (Divisão Oeste): Não poderíamos começar essa análise da NL sem falar do atual campeão da World Series. O San Francisco Giants manteve a base do ano passado, contando com uma rotação jovem e que, assim como nos playoffs de 2010, dará muito trabalho para os adversários em 2011: Tim "The Freak" Lincecum (2 vezes campeão do prêmio Cy Young da NL), o consistente Matt Cain e os jovens Jonathan Sánchez e o segundo anista Madison Bumgarner (que arremessou muito bem no jogo 4 da WS contra o Texas Rangers, dando a vantagem necessária para que os Giants vencessem a série no jogo seguinte), além de Barry Zito, que ainda está em dívida com a torcida de San Francisco por não repetir a boa temporada que fez em 2006, quando defendia o Oakland Athletics e levou seu time para os playoffs.


O bullpen do Giants, um dos maiores responsáveis pelo sucesso no ano passado, continuará forte, principalmente por causa de Brian Wilson (líder em saves na MLB em 2010) e sua barba intimidadora (foto à esquerda, SI.com). A má notícia é que Wilson se machucou durante o Spring Training e pode desfalcar o time de SF nos primeiros jogos da temporada. No ataque, os Giants mantiveram a base do ano passado e contam com um bom ano de nomes como Pablo "Panda" Sandoval, Cody Ross (um dos "heróis improváveis" do Giants nos playoffs) e o catcher Buster Posey (destaque do time em 2010, quando recebeu o prêmio de Calouro do Ano na NL), apenas adicionando o experiente shortstop Miguel Tejada no lugar de Juán Uribe, que foi para o maior rival dos Giants...

E por falar no Los Angeles Dodgers: as saídas de Manny Ramirez e de Russell Martin farão diferença para o ataque, que basicamente se sustentará nos outfielders Matt Kemp e Andre Ethier. A rotação titular contará mais uma vez com os consistentes Chad Billingsley, Hiroki Kuroda, Ted Lilly e Clayton Kershaw. A grande dúvida fica para o bullpen, já que Jonathan Broxton teve uma segunda metade de temporada horrorosa em 2010, a ponto de ter sido tirado em alguns jogos do posto de closer do time; entretanto, vem jogando bem no Spring Training e parece ter readquirido confiança para esta nova temporada. Aparentemente, os Dodgers brigarão apenas pelo Wild Card neste ano. E um de seus adversários diretos será o Colorado Rockies.

Aliás, o time do Colorado contará com um ataque forte, liderado por Carlos González (líder em HRs e RBIs na National League em 2010) e por Troy Tulowitski, talvez o melhor shortstop da MLB, tanto defensiva como ofensivamente.

O San Diego Padres, mesmo com Mat Latos liderando a rotação titular e tendo um closer competente como Heath Bell, provavelmente terá dificuldades em 2011 por ser um time em fase de renovação e, principalmente, por ter perdido seu melhor rebatedor, Adrián González. Mas nunca se sabe, surpresas podem acontecer... O mesmo não vale para o Arizona Diamondbacks, que perdeu peças chave como Dan Haren e Mark Reynolds e, possivelmente, amargará a lanterna da divisão.

Palpites da equipe:
André Georges:
San Francisco Giants (#2), com San Diego Padres garantindo o Wild Card.
Caio Lissoni: San Francisco Giants (#2)
Estéfano Souza: San Francisco Giants (#2)



NL Central (Divisão Central): Possivelmente, será a divisão mais equilibrada da MLB em 2011. O Chicago Cubs se reforçou durante a off-season, trazendo nomes interessantes como Carlos Peña para o ataque e Matt Garza para a rotação titular (ambos defendiam o TB Rays), além de trazer o veterano Kerry Wood, que jogou muito bem pelos Yankees no ano passado e vai reforçar o bullpen do time, que já conta com Carlos Marmol. Duas grandes preocupações giram em torno dos Cubs (isso sem falar do fato de não vencerem uma World Series desde 1908...): a qualidade do ataque (Geovany Soto e Aramis Ramirez decepcionaram em 2010) e a irregularidade do arremessador Carlos Zambrano, que além de não passar por uma boa fase técnica há mais de 2 temporadas, virou uma distração fora do campo por brigar com companheiros de time. Ainda assim, o Cubs de 2011 tem tudo para ser muito melhor do que o Cubs de 2010, que com apenas 75 vitórias, só não foi pior do que o Pittsburgh Pirates (57 vitórias, pior marca da MLB), dentro da divisão.

Grande rival dos Cubs, o St. Louis Cardinals seria o grande favorito para vencer a divisão em 2011. Seria, se não fosse a grave lesão de Adam Wainwright (um dos melhores arremessadores da MLB nas últimas 3 temporadas) durante o Spring Training e que o deixará de fora de toda a temporada.
Com isso, a rotação dos Cardinals sofre um baque enorme, mas ainda assim poderá ser uma força do time tendo o excelente Chris Carpenter e o consistente Jaime Garcia. Outro problema que os Cardinals terão que administrar é a situação de Albert Pujols (foto à direita, SI.com), o melhor rebatedor da MLB e jogador símbolo do time na última década. Este é o último ano de contrato de Pujols e ambas as partes não chegaram a um acordo de renovação antes do início do Spring Training (prazo limite estipulado pelo próprio Pujols) e, com isso, Pujols não falará sobre o assunto até o final da temporada. Resta saber o quanto isso será uma distração ao longo da temporada tanto para o atleta quanto para o resto do time, que terá Matt Holliday e Lance Berkman para ajudar Pujols no ataque. Ainda assim, os Cardinals têm condições de vencer a divisão.

O Cincinatti Reds surpreendeu no ano passado ao vencer a divisão e disputar um jogo de playoff pela primeira vez desde 1995 (não adiantou muito, pois foram varridos pelo Phillies na NLCS). Com um time sem grandes estrelas, mas com uma defesa que foi a melhor da NL, o time foi uma grata surpresa em 2010. A rotação continua praticamente a mesma, com nomes como o jovem Johnny Cueto, o veterano Bronson Arroyo e Edinson Volquez. O ataque também foi mantido, com nomes importantes como Brandon Phillips, Scott Rolen, Jay Bruce e o atual MVP da NL, Joey Votto. No bullpen, destaque total para Aroldis Chapman, que em seu segundo ano de MLB, tentará manter sua bola rápida a mais de 100 milhas por hora... de média! O que preocupa é a irregularidade do closer veterano Francisco Cordero, que precisa jogar melhor do que jogou em 2010. Não devemos descartar os Reds na disputa pela divisão e, até mesmo, pelo Wild Card.

Se os Reds surpreenderam em 2010, o Milwaukee Brewers pode surpreender em 2011. Com a aquisição de Zach Greinke (Cy Young da AL em 2009, mesmo jogando pelo fraco Kansas City Royals), os Brewers esperam solucionar os problemas que a rotação titular apresentou nos últimos anos e que prejudicaram demais o time na corrida pelo título da divisão. Greinke e o jovem Yovani Gallardo promete ser uma das melhores duplas de arremessadores da MLB, mas somente quando Greinke se recuperar de uma lesão na costela (enquanto jogava basquete...) que o deixará de fora dos primeiros jogos da temporada. O ataque não deixa a desejar, com nomes fortes como Ryan Braun, Prince Fielder e Corey Hart. Os Brewers correm por fora na divisão, mas podem disputar a vaga do Wild Card.

O Houston Astros passa por um período de renovação. No meio do caminho, muitos jogadores foram embora: Brad Lidge, Roy Oswalt, Lance Berkman... só para citar alguns. Nem mesmo a presença do consistente Wendy Rodríguez (que renovou seu contrato por mais 3 anos) na rotação anima os Astros para realizarem uma boa temporada em 2011. Mas nada comparado ao Pittsburgh Pirates, candidato seríssimo a 100 derrotas na temporada...

Palpites da equipe:
André:
St. Louis Cardinals (#3)
Caio: St. Louis Cardinals (#3)
Estéfano: St. Louis Cardinals (#3); Chicago Cubs fica com o Wild Card.



NL East (Divisão Leste): Philadelphia Phillies. Simples assim. Se podemos citar um favorito para vencer esta divisão, a resposta é mais do que óbvia.
Afinal de contas, o que falar de uma rotação que tem dois vencedores do prêmio Cy Young, um MVP de World Series e um dos arremessadores mais consistentes da década? O quarteto Roy Halladay, Cliff Lee (de volta a Philadelphia; foto à esquerda, SI.com), Cole Hamels e Roy Oswalt é um dos melhores da MLB e tem tudo para fazer com que seus rivais fiquem a ver navios. Pelo menos, durante a temporada regular...

O ataque do Phillies continua forte, mesmo com a saída de Jayson Werth. Ryan Howard, Jimmy Rollins e Raul Ibañez são ótimos rebatedores e podem levar esse time do Phillies muito longe não apenas na divisão como na luta pela melhor campanha da NL na temporada regular. O bullpen dos Phillies ainda é sinônimo de dúvida, ainda mais com a incerteza sobre o estado do closer Brad Lidge, que começará a temporada na lista de contundidos e precisará atingir algo próximo do patamar de 2008, quando fechou 46 jogos (41 na temporada regular e 5 nos playoffs e World Series) com 100% de aproveitamento e foi peça importante no Phillies campeão daquele ano.

Um dos adversários mais complicados do Phillies dentro da divisão e, provavelmente, numa disputa de playoffs, será o Atlanta Braves. Com uma rotação interessante (com nomes como o veterano Derek Lowe, Jair Jurrjens, Tim Hudson e Tommy Hanson) e um ataque que pode surpreender (com Brian McCann, Dan Uggla e a sensação do time, Jason Heyward), os Braves podem dificultar a caminhada dos Phillies e são candidatos fortes a, no mínimo, chegarem aos playoffs via Wild Card.

O New York Mets passa por muitos problemas há um bom tempo. Mas o período entre o começo da temporada de 2010 e amanhã realmente foi triste para o "primo pobre" dos Yankees: mais uma temporada abaixo do medíocre em 2010, não chegando nem perto de ir para os playoffs; os problemas extra-campo de Francisco "K-Rod" Rodríguez; a contusão de Johan Santana, que o deixará de fora dos campos até, no mínimo, o próximo mês de maio (enfraquecendo mais ainda a já fraca rotação dos Mets); e as recentes dispensas de Luís Castillo e Oliver Pérez, jogadores que nunca corresponderam às espectativas e que receberão do Mets, ao todo, mais de US$ 18 milhões pelas demissões. Não bastasse tudo isso, o que esperar de José Reyes e Carlos Beltrán em 2011: mais um ano com lesões ou uma temporada muito produtiva de ambos? O bullpen perdeu Pedro Feliciano, que foi para os Yankees, e na atual condição, confiar em K-Rod (cujo contrato termina neste ano, com uma opção para 2012) é algo que deve ser visto com muito cuidado, uma vez que mesmo com problemas fora do campo, seu talento para fechar jogos não pode ser ignorado. Enfim, os Mets terão uma longa temporada pela frente...

O Washington Nationals trouxe Jayson Werth para suprir a saída de Adam Dunn e poderia atrapalhar o caminho de Braves e Phillies na divisão, se não fosse a cirurgia Tommy John que acabou com a temporada 2011 de Stephen Strasburg antes mesmo da mesma começar. Com isso a rotação, que conta com o interminável Liván Hernández como seu "ace" e viverá das incertezas sobre o atual estado de Chien-Ming Wang (que não consegue repetir o ótimo ano de 2007 que teve pelos Yankees), se enfraquece mais ainda. No ataque, além de Werth, Ryan Zimmerman lidera o time.

Basicamente, o Florida Marlins se resume a Josh Johnson (um dos arremessadores mais consistentes da MLB nos últimos 2 anos) na rotação e a Hanley Ramírez no ataque, ainda mais depois da saída de Dan Uggla na metade de 2010. Provavlemente, não chegará muito longe em 2011.

Palpites da equipe:
André: Philadelphia Phillies (#1)

Caio
:
Philadelphia Phillies (#1); Atlanta Braves fica com o Wild Card.
Estéfano
:
Philadelphia Phillies (#1)

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