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quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Judô | Entrevista com Tiago Camilo

Tiago Camilo, paulista de Tupã, com cinco anos de idade, foi assistir ao irmão Luís em uma aula de judô e, no dia seguinte, já estava de quimono, pronto para estrear no tatame.  Medalhista olímpico de prata com apenas 18 anos, nos Jogos de Sydney, se tornando, assim, o mais jovem judoca brasileiro a conquistar uma medalha. Tiago, não ficou satisfeito e em 2008, nos Jogos de Pequim, conquistou a medalha de bronze.


Em setembro de 2007, sagrou-se campeão mundial na categoria meio-médio no Campeonato Mundial realizado no Rio de Janeiro, vencendo todas suas sete lutas por ippon.


Aqui, ele fala um pouco das emoções vividas em cada conquista, um pouco da rotina e do seu amor ao judô.



Fonte: Arquivo Tiago Camilo

# Como nasceu a sua paixão pelo Judô?


Depois da minha primeira experiência competitiva, eu tinha sete anos e foi uma competição interna da academia. Antes disso tudo era brincadeira.


# Como são seus treinamentos para se tornar um atleta de ponta no Judô ?


Treino de segunda a sabado. São 4 a 5 hs de treinos diários divididos em parte técnica, física e táctica. É bem cansativo mas eu amo o que eu faço.


 


 


"Para melhorar não só o Judô mas todo o esporte no nosso país, deve haver uma política de massificação tirando a qualidade da quantidade."


# Como é ser o medalhista brasileiro mais jovem na história do Judô Olímpico ?


Foi um surpresa até para mim, eu tinha 18 anos em Sydney e sabia que podia fazer uma boa competição mas ser medalhista realmente foi surpreendente. Fico muito feliz porque ficará sempre na história do esporte.


# É muito diferente lutar um Mundial de uma Olimpíada ?


A principal diferença é o fator psicológico, lutar uma Olimpíada e ser medalhista é muito mais grandioso. Já a dificuldade é a mesma porque os melhores atletas do mundo lutam as duas competições.


# A medalha de Sydney-2000 foi diferente da de Pequim -2008. Em uma você era a surpresa, na outra, um dos favoritos. Como foi cada uma ? Sentimentos diferentes ?


Expectativas diferentes, momentos diferentes e categorias diferentes... Em Sydney tudo era novidade, eu estava começando a minha trajetória agora em Pequim eu já tinha acumulado vários títulos e certamente foi muito mais difícil a conquista da segunda medalha.


# O que esperar do Tiago Camilo nas Olimpíadas de 2012 em Londres ?
Fonte: Arquivo Tiago Camilo

Até Londres, muita dedicação, perseverança e muita vontade de atingir os meus objetivos. Estou em busca da minha terceira medalha olímpica na terceira categoria de peso, inédito no Judô Masculino e isso tem servido de combustível na minha luta diária.


# Você concorda que cada país tenha somente 1 judoca por categoria nos Jogos Olímpicos ou prefere as regras do Mundial do Japão, onde se classificaram até 2 judocas por país ?


Acho que no Jogos Olímpicos 1 por país é justo, sempre foi uma competição especial e deve se manter diferente de todas as outras do calendário mundial. Assim se mantem o brilho e a magia dos Jogos Olímpicos.


# O Brasil é um dos principais países formadores de judocas. Você acha que o trabalho realizado no judô hoje é bom ?
Como isso poderia melhorar para que ficássemos no nível dos japoneses
?

O Brasil deve muito a influência dos Japoneses na formação dos Judocas e hoje nos colocamos entre as principais potências do Judô Mundial. A cada ano melhora a estrutura e a organização possibilitando assim a melhora dos resultados a cada competição. Para melhorar não só o Judô mas todo o esporte no nosso país, deve haver uma política de massificação tirando a qualidade da quantidade.


# O que você diria para os novos atletas que estão apenas iniciando a carreira?

Sonhem, acreditem e realizem... Muita dedicação, disciplina e perseverança. Façam com muito amor que chegarão no seu objetivo maior.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Mundial de Basquete | Realidade do Basquete Feminino

Bom pessoal, antes de mais nada, queria me desculpar por não postar nada sobre o jogo Brasil x Espanha. Não vi o jogo, então era bem difícil fazer uma análise. Sei que o Brasil foi mal mais uma vez e foi dominado pela seleção espanhola.

Bom, sobre a derrota de hoje, Brasil 53 x 76 Rússia (isso mesmo 23 pontos de vantagem), o que posso dizer é que no 1º quarto, o Brasil mostrou vontade. Mas como o Colin do Blog Sexto Homem disse, no twitter: "foda é a gente ter que valorizar o fato da seleção jogar com vontade... achei que isso fosse premissa até em pelada no fds.."

Depois, ou sempre, como vocês preferirem, Iziane completamente apática no jogo (2/13 em arremessos - míseros 5 pontos e 26,9% no CAMPEONATO!) e um time completamente dominada pela Rússia. Errando arremessos fáceis (e até bandejas LIVRES!). Nos arremessos de 3 pontos, novamente o Brasil foi muito mal ( 1/8 contra 5/16 das russas).

O detalhe do jogo é que o Brasil conseguiu levar 23 pontos com as russas sem um grande aproveitamento dos arremessos de quadra (38,2% x 33,3% do Brasil).

Outro fator importante, mas não decisivo, foi o pífio aproveitamento nos lances livres (50% - 12/24).

No final, mais uma péssima atuação da seleção, que caminha a passos largos para ser desclassificada, sem alcançar as quartas-de-final, pela 1ª vez desde 1990, quando foi eliminada na 1ª fase....

O nosso basquete masculino parece ressurgir das cinzas enquanto nosso basquete feminino vai se afundando nelas...

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Mundial de Basquete | Nuvens negras se aproximam

Uma atuação abaixo da crítica na estréia brasileira contra a Coréia do Sul no Mundial de Basquete Feminino.

Com amplo domínio no garrafão (19-7 nos rebotes ofensivos), o Brasil parecia ter encontrado em Érika a jogadora para decidir o jogo, porém, insistiu em arremessar bolas forçadas (eu sei, às vezes, elas estavam livres) de 3 pontos (3/21) e jogou a 1ª partida do Mundial no ralo em uma bola desperdiçada pela Adrianinha faltando 10 segundos para acabar o jogo.



O que mais me impressionou foi a falta de inteligência tática do time que sabia muito bem que o garrafão estava sendo dominado pela Érika que até terminou como cestinha (15 pontos) e maior reboteira (12), mas insistia veementemente em arremessar de fora. Em alguns momentos, eu percebi que as coreanas nem marcavam o arremesso e sim buscavam se posicionar para o rebote, tentando marcar a nossa pivô.

Como disse, uma estréia abaixo da crítica, acho que nuvens negras se aproximam....