O maior atrativo do All-Star Game da MLB em relação ao jogo das estrelas das outras grandes ligas norte-americanas (NFL, NBA e NHL) é que a Liga vencedora garante ao seu representante na World Series a vantagem de jogar até 4 partidas em seu campo. Assim foi no ano passado, quando a National League venceu o ASG e, por isso, o San Francisco Giants começou a World Series jogando seus 2 primeiros jogos em seu estádio, o AT&T Park, e se necessário, faria os jogos 6 e 7 em casa (não foi necessário, já que os Giants venceram a WS por 4 a 1). A MLB é a única das "Grandes Ligas" norte-americanas que adota esse critério para definir o mando da final; por isso, ela sempre lembra que "this one counts", ou seja, esse jogo vale. Mas será que vale tanto assim para os jogadores e treinadores?
Ao longo dos últimos anos, sempre houve dispensas de jogadores convocados para o ASG (seja por votação popular, seja pela escolha dos treinadores de cada Liga). As contusões, muito comuns no baseball, são os principais motivos para o corte de jogadores: neste ano, houve perdas significativas, como o shortstop José Reyes (do New York Mets), escolhido por voto popular e que estava fazendo o melhor ano da sua carreira até entrar na lista de contundidos há um pouco mais de 1 semana atrás, e o arremessador Josh Beckett (do Boston Red Sox), que era o arremessador mais consistente da American League antes de lesionar o joelho esquerdo no final de semana na série contra o Baltimore Orioles
Entretanto, há casos em que os atletas "se dispensam" não apenas do jogo principal, mas de todas as festividades do All-Star Break. Neste ano, a não ida de Derek Jeter, o veterano shortstop do New York Yankees, causou polêmica. É verdade que Jeter estava vindo de 3 semanas fora dos campos por contusão e que voltou a jogar apenas na semana passada. Mas ele estava jogando. E conseguiu a marca histórica da 3000º rebatida na carreira (foto à direita, AP) na última sexta-feira, 8: um homerun dramático contra David Price, do Tampa Bay Rays, e em pleno Yankee Stadium, gerando uma grande festa em NY. Naquele mesmo dia, Jeter foi 5-5 no bastão, incluindo a rebatida que impulsionou a corrida da vitória dos Yankees na 8ª entrada.
Apesar de ter sido eleito o shortstop titular da AL no ASG por voto popular, Jeter preferiu pular a festa no Chase Field, alegando "fadiga psicológica pela pressão de conseguir a marca histórica e não correr o risco de que a lesão que o tirou dos campos por tanto tempo voltasse". É inegável que a MLB ficou decepcionada com a decisão de Jeter e não demorou para que as críticas começassem a aparecer: desde donos de times até jogadores que estavam no Chase Field representando suas ligas, como Lance Berkman (ex-companheiro de Jeter nos Yankees em 2010) e Adrián González (finalista do Home Run Derby, que vencido por Robinson Canó, dos Yankees) questionaram a decisão do veterano jogador. Entretanto, outros jogadores como Troy Tulowitski (fã declarado de Derek Jeter) e Paul Konerko defenderam o jogador. Desnecessário dizer que o New York Yankees apoiou de forma integral a decisão de Jeter e rechaçou seus críticos imediatamente ao anuncio de Jeter.
Talvez tenha sido apenas um fato isolado na história do All-Star Game, mas vale a reflexão: "Does this one really count?"

Eu acho que essa vantagem de jogar uma partida a mais em casa é muito importante, vale muito, mas entendo o Derek Jter, ele deveria alegar também que sua idade já está um pouco mais avançada .... a Liga Americana perde um pouco, o Philadelphia Phillies agradece imensamente !!!
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