quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

NFL | Packers vencem o Super Bowl XLV


Por Estéfano Souza

O Super Bowl XLV, disputado no último domingo entre Pittsburgh Steelers (campeão da AFC) e Green Bay Packers (campeão da NFC) no Cowboys Stadium, se não foi tão emocionante quanto as últimas 3 finais, pelo menos foi muito disputado e definido apenas após a última e desesperada tentativa do ataque dos Steelers, quando os cheeseheads, finalmente, conseguiram exorcizar o “fantasma” Brett Favre e deram as boas-vindas ao mais novo QB da elite da NFL: Aaron Rodgers.

Antes da primeira campanha ofensiva dos Packers (após um 3-and-out do ataque dos Steelers), o primeiro fumble do jogo no retorno de punt poderia ser um indicativo de um dia complicado para os cheeseheads. Entretanto, após duas campanhas sem pontos, o ataque dos Packers acordou e abriu o placar com um TD de 29 jardas após um ótimo passe de Rodgers para o wide receiver Jordy Nelson, que viria a ser um personagem importantíssimo desse jogo, apesar de ser apenas o terceiro ou quarto WR do time.

O ataque dos Steelers precisava responder imediatamente, mas o que se viu na campanha seguinte ao TD de Green Bay foi exatamente o contrário: após uma falta durante o kickoff que obrigou o ataque dos Steelers a recuar 10 jardas e começar a sua campanha ofensiva na linha de 10 jardas, Ben Roethlisberger (dentro de sua própria endzone e pressionado) tentou um passe profundo para seu alvo favorito, Mike Wallace, mas foi facilmente interceptado por Nick Collins, que retornou 37 jardas para anotar o segundo TD do dia para GB. O primeiro quarto nem havia acabado e o placar anotava 14 a 0 para os Packers.

No começo do segundo quarto, o ataque dos Steelers anotou seus primeiros 3 pontos após um FG de 33 jardas de seu kicker, Shaun Suisham. Após outra campanha sem pontos do ataque dos Packers, o QB dos Steelers foi interceptado mais uma vez ao tentar achar Wallace livre, mais uma vez. E o ataque dos Packers não desperdiçou essa chance: Rodgers achou seu melhor alvo, Greg Jennings, dentro da endzone do time de Pittsburgh e lançou a bola para um TD de 21 jardas. Ainda houve tempo no segundo quarto para que o “risadinha” Hines Ward recebesse um passe de 8 jardas de Big Ben dentro da endzone dos Packers, mas o placar, ao final do primeiro tempo, marcava 21 a 10 para Green Bay, mesmo com os Steelers tendo dominado a posse de bola nos 30 minutos iniciais. 

Mesmo com a vantagem, havia motivos para os Packers se preocuparem: o cornerback Charles Woodson, um dos líderes da defesa e do time, deixou o jogo no final do segundo quarto após quebrar a clavícula esquerda. Além disso, o WR Donald Driver também saiu no meio da partida por contusão. E a preocupação dos Packers fez-se presente no começo do terceiro quarto: o ataque dos Steelers voltou a estabelecer o jogo terrestre e anotou um TD com o RB Rashard Mendenhall.

Após outra campanha frustrada dos Packers, os Steelers retomaram a posse de bola mas uma tentativa fracassada de um FG de 52 jardas por parte de Suisham manteve o placar em 21 a 17 a favor dos Packers após o final do terceiro quarto. Entretanto, o momento era favorável para a virada dos Steelers no último quarto. Era.
Porque na primeira jogada do quarto decisivo, Mendenhall sofre um fumble, forçado pelo excelente Clay Matthews e recuperado pela defesa dos Packers. E, pela terceira vez no jogo, um erro que custaria caro para os Steelers, já que Rodgers acharia Jennings novamente livre dentro da endzone dos Steelers para um TD de 8 jardas, o terceiro do QB dos Packers e o segundo de Jennings na partida.

Na campanha seguinte, os Steelers chegaram na endzone dos Packers por meio de um TD de Wallace (Aleluia!!!) após um passe de 25 jardas de Big Ben e se deram bem na conversão de 2 pontos. Com 28 a 25 a favor, os Packers sabiam da importância de anotarem pontos (de preferência, um TD) e gastarem o relógio naquela que poderia ser sua última campanha ofensiva. De fato, a campanha durou mais de 5 minutos, mas resultou apenas num FG de 23 jardas convertido por Mason Crosby.

Restando 1:59 para o final do jogo, a 87 jardas da endzone dos Packers, e com apenas um tempo pra pedir, os Steelers, pela segunda vez em 3 anos, tiveram a última campanha da partida para tentarem outra virada histórica. (Detalhe: os Steelers começariam essa campanha na linha de 26 jardas, mas... outra falta durante o kickoff recuou o ataque 13 jardas.) Mas, desta vez, a virada não veio e, finalmente, os cheeseheads puderam respirar aliviados e fizeram a festa.

Com uma performance digna de elogios (24 de 39 passes completados para 304 jardas e 3 TDs), Aaron Rodgers foi eleito o MVP do Super Bowl. Mas não podemos esquecer da grande partida que Jordy Nelson (9 recepções para 140 jardas e 1 TD) e Greg Jennings (4 recepções para 64 jardas e 2 TDs) fizeram. Dessa vez, os Steelers pagaram caro pelos 3 erros que cometeram: 21 dos 31 pontos que Green Bay anotou vieram desses erros.

Mesmo sofrendo com várias contusões de seus principais jogadores (15 jogadores colocados na IR durante a temporada, além de Woodson e Driver saindo durante a final), o Green Bay Packers se superou, garantiu sua vaga nos playoffs apenas na última partida da temporada regular, conseguindo o posto #6 nos playoffs e sendo o primeiro time da NFC a vencer o Super Bowl nesta situação. A pequena cidade de Green Bay, no norte dos EUA, está em festa. Afinal de contas, “o Lombardi voltou pra casa”...

Um comentário:

  1. Egracado é que eu estudei em Pittsburgh e sou Steelers e meu cunhado morou em Green Bay e é Packers. Foi muito interessante a festa e trazer essa tranquilidade que é torcedor de times adversarios pro Brasil. La a galera é mais unida e se respeita muito.
    Mesmo sendo Steelers achei o jogo irado e os Packers mereceram. Tiveram muito mais postura e constituição emocional pra segurar um SB.

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