Kurt Warner, para quem não sabe, é um ex-jogador de futebol americano e jogava na posição de QB. Jogou por 3 times da NFL (St. Louis Rams, New York Giants e Arizona Cardinals).
Porém, nem tudo foram flores na sua carreira.
Quando jogou por Northern Iowa, no Futebol Americano Universitário, ele não foi titular da equipe até o último ano de faculdade (ele era o 2º reserva), quando teve sua chance. Foi o melhor jogador ofensivo da Conferência (1993).
NÃO DRAFTADO
No Draft de 1994, porém, ele não foi selecionado por nenhuma equipe. O Green Bay Packers o convidou para participar do training camp, contudo, o time já tinha vários QBs de qualidade (Brett Favre, Mark Brunell e vencedor do Heisman Trophy de 1990, Ty Detmer) e ele foi dispensado.
Então, Warner foi trabalhar como repositor em um supermercado antes de voltar a Northern Iowa para ser assistente técnico, enquanto aguardava uma oportunidade em um time da NFL.
AFL
Porém, nem tudo foram flores na sua carreira.
No Draft de 1994, porém, ele não foi selecionado por nenhuma equipe. O Green Bay Packers o convidou para participar do training camp, contudo, o time já tinha vários QBs de qualidade (Brett Favre, Mark Brunell e vencedor do Heisman Trophy de 1990, Ty Detmer) e ele foi dispensado.
Então, Warner foi trabalhar como repositor em um supermercado antes de voltar a Northern Iowa para ser assistente técnico, enquanto aguardava uma oportunidade em um time da NFL.
AFL
Porém, essa oportunidade não apareceu e Warner decidiu dar rumo a vida, foi jogar na AFL (Arena Football League) pelo Iowa Barnstormers. Lá jogou por 2 anos, foi eleito para a seleção do campeonato nos dois anos e levou seu time ao Arena Bowl nos dois anos (perdendo nas duas oportunidades, 1996 - Tampa Bay Storm e 1997 - Arizona Rattlers).
Em 1997, o Chicago Bears o convidou para um tryout (espécie de teste para contratação de jogadores). Porém, Warner deu azar de novo e teve uma contusão no braço direito causada por uma aranha que o picou na Lua de Mel, não podendo assim participar do teste.
NFL
Em 1998, finalmente, ele conseguiu um contrato na NFL. Foi com o St. Louis Rams, sendo cedido ao Amsterdam Admirals, da extinta NFL Europe, onde ele liderou a liga em TDs e jardas passadas. Na temporada de 1998 da NFL (a temporada da NFL Europe não coincidia com a temporada da NFL), Warner foi o 2º reserva, ele entrou apenas em 1 jogo, acertando 4 de 11 passes para 39 jardas. O St. Louis Rams terminou em último da NFC West com 4 vitórias e 12 derrotas.
A virada, na carreira de Warner, começou a acontecer em 1999. Os QBs Tony Banks e Steve Bono foram dispensados e Trent Green foi contratado para ser o titular e Warner foi promovido a 1º reserva. Green sofreu uma contusão ainda na pré-temporada e Kurt tomou a posição de titular e, com Marshall Faulk (RB), Isaac Bruce (WR) e Torry Holt (WR), colocou os Rams como o melhor ataque da liga. Foi a primeira temporada de 3 consecutivas que o time fez mais de 500 (!) ponto. Esse ataque foi chamado de “Greatest Show on Turf” (Uma tradução livre seria mais ou menos como, o maior show em campo).
Warner se tornou o 1º quarterback a lançar para 3 TDs em suas 3 primeiras aparições como titular (feito ainda inigualado) e conseguiu comandar o ataque a uma campanha de 13-3, ficando com o seed #1 e garantindo o home-field advantage (mando de campo) para a pós-temporada. De quebra, ele ainda ajudou os Rams a encerrar uma sequência de 17 derrotas consecutivas contra os 49ers (que haviam vencido 12 das últimas 13 vezes a NFC West), lançando para 5 (!) TDs na semana 5 da temporada.
Warner levou o time de St. Louis ao título do Super Bowl XXXIV, com uma vitória sobre o Tennesse Titans por 23 x 16, lançando para 2 TDs e quebrando o recorde de jardas lançadas na história do SB (414) e de passes tentados sem interceptação (45). O último lance desse jogo ficou conhecido como “The Tackle”, quando Mike Jones do Rams fez o tackle em Kevin Dyson dos Titans a uma jarda (ou meia, se preferirem) do possível TD que empataria o jogo e o levaria para a prorrogação. Warner foi eleito MVP do jogo e entrou no seleto grupo de MVPs da temporada e do Super Bowl, foi o 7º (entre esses estão Joe Montana, Emmith Smith, Joe Namath, Steve Young, entre outros).
Em 2000, a fera continuou no mesmo ritmo, lançando para 300 ou mais jardas em 6 jogos consecutivos no início da temporada (empatando o recorde de Steve Young). Entretanto, Warner quebrou a mão na Semana 13 e viu Trent Green manter a qualidade do time. Porém, a defesa não ajudava, o time encerrou a temporada com 10-6 e com o seed #6. Nos playofs, o New Orleans Saints eliminou os Rams, com uma vitória por 31 x 28. No final do ano, Trent Green foi negociado com o Kansas City Chiefs.
Em 2001, Kurt Warner voltou a jogar bem, os Rams voltaram a vencer seus 6 primeiros jogos na temporada (3ª vez seguida, recorde da NFL, que viria a ser igualado pelo Indianapolis Colts de Peyton Manning no período de 2005-2007). Os Rams se classificaram com a melhor campanha da NFL (14-2) e Warner conseguiu a 3ª maior marca da história em jardas lançadas - 4.830 jardas (Dan Marino é o recordista com 5.084 jardas) e os Rams chegaram mais uma vez ao Super Bowl, como grandes favoritos. Depois de perderem por 17-3, Warner liderou o time para o empate, mas depois de uma boa campanha de Brady, Adam Viniatieri, com 3 segundos no cronômetro, acertou um FG de 48 jardas para dar a vitória aos Patriots e alcançar uma das maiores zebras da história. Dois detalhes importantes do jogo, os Rams conseguiram 427 jardas, enquanto os Patriots, 265. Porém, 3 turnovers forçados pelos Patriots, levaram o time a conseguir 17 pontos.
Em 2005, Warner fechou contrato com o Arizona Cardinals para ser titular. Depois de se contundir e ver Josh McCown o substituir, McCown jogou 2 bons jogos, porém 2 jogos ruins e Kurt re-assumiu o time, jogando muito bem, inclusive derrotando seu ex-time, os Rams, por 38-28 e conseguindo a renovação do contrato.
Em 2006, Warner começou como titular. Mas depois de 3 jogos ruins, Matt Leinart, vencedor do Heisman Trophy de 2005, tomou a posição e só saiu quando machucou o ombro na semana 16 contra os 49ers, Warner entrou e levou o time a vitória, assim como lançou para 365 jardas na Semana 17, mesmo perdendo para os Chargers (27-20).
Em 2007, mais uma vez, Leinart seria o titular, e foi assim até a semana 4, quando perdendo por 23-6 do Baltimore Ravens no último período, o técnico Ken Whisenhunt mandou Warner a campo, e com uma reação sensacional, acertando 15-20 passes e 258 (!) jardas empatou o jogo 23-23, mas um field gol com cronômetro zerado deu a vitória aos Ravens. Depois de mais algumas disputas de posição, Leinart foi colocado na lista de machucados e Warner jogou os outros jogos da temporada, os 27 TDs, as 3.417 jardas e o rating de 89.8 eram os melhores de Warner desde de 2001.
Em 2008, Warner começou a temporada como titular e jogou demais! Com 4.583 jardas, 30 TDs e ainda 67,1% dos passes completados, Warner levava os Cardinals a sua 1ª pós-temporada desde 1998. Kurt Warner, ainda foi selecionado como titular para o Pro Bowl.
Na pós-temporada, o Arizona era o azarão. Parecia não ter chances contra nenhum dos outros times. A primeira partida de playoffs em casa, desde 1947, seria contra os Falcons, e a zebra venceu 30-24 com 2 TDs de Warner. O jogo seguinte seria contra o Carolina Panthers, na Costa Leste, lugar onde Arizona não havia conquistado nenhuma vitória na temporada. E mais uma vez, Warner e companhia se sobressaíram, 33-13. Contra o Philadelphia Eagles, ninguém mais achava que uma vitória de Arizona seria uma zebra, mesmo o favoritismo era do time de McNabb. Com um início avassalador, Warner praticamente conseguiu garantir a vitória no 1º tempo, e no fim, os Cardinals venceram por 32-25, conseguindo a vaga para o Super Bowl pela primeira vez na história. Kurt Warner era o 2º QB a ser titular no Super Bowl por 2 times diferentes. De quebra, ainda era o único QB na história a levar TODOS os seus times ao Super Bowl quando jogou todos os jogos da temporada.
O Super Bowl XLIII foi um dos melhores de todos os tempos. Um ataque embalado (Cardinals) contra a melhor defesa da Liga (Steelers). Ninguém apostava nos Cardinals e a derrota ficou evidente quando Jeff Reed chutou um FG de 21 jardas para dar aos Steelers a vantagem de 13 pontos (20-7). Porém, do outro lado havia um tal de Kurt Warner, primeiro um passe de 1 jarda para Larry Fitzgerald (que não é o tema desse post, mas também jogou e joga muito), cortando a diferença para 6 pontos. Depois de uma segurada dentro da endzone, a diferença era de 4 pontos e então viria a jogada mais incrível da noite. Passe de Warner para Fitzgerald, ele evita a defensiva dos Steelers e corre para um TD de 64 jardas. O mundo não acreditava - 23 x 20 Cardinals. Mas, os Steelers e Big Ben, tiveram sangue frio suficiente para um drive de 78 jardas em 2:02 min e com um passe de Big Ben para Santonio Holmes (que fez uma recepção fantástica, diga-se de passagem) deu a liderança para Pittsburgh - 27x23, restando 35 seg. Era tarde para Warne, derrotado no Super Bowl. Mas tem seu nome escrito na história. Suas 377 jardas foram a 2ª maior marca da história (a 1ª de 404 jardas e a 3ª de 365 também eram dele).
Em 2009, Warner ainda fez um campeonato magnífico (26 TDs, 3.753 jardas e 93.2 de rating), levando sua equipe, mais uma vez, aos playoffs. Depois de uma vitória sensacional (maior quantidade de pontos combinados na história dos playoffs) 51-45, lançando 5 TDs e incríveis 29-33 em passes. Ele ainda de quebra, conseguiu o 2º maior rating da história dos playoffs (154.1). No Divisional, contra os Saints, ele se machucou no 1º tempo, voltou no 2º, mas visivelmente sem condições físicas, deu lugar novamente a Matt Leinart, na derrota de 45-14.
Em 29 de janeiro de 2010, Kurt Warner se aposentou (e não voltou a jogar, né, Brett Favre?) e hoje é comentarista da NFL.com
Um grande atleta e exemplo de que, mesmo na adversidade, nunca devemos desistir e sim, lutar.
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