terça-feira, 29 de março de 2011

MLB | A temporada 2011 vai começar! (Parte 1)

Com o fim do inverno nos EUA na semana passada, a expectativa aumenta cada vez mais para a nova temporada da Major League Baseball, que começa na próxima quinta-feira 31, com destaque total para a primeira de quatro partidas dentro da primeira série que envolve a maior rivalidade da MLB: o atual campeão da World Series, San Francisco Giants, enfrentará os Dodgers em Los Angeles.

Neste post, falaremos sobre a expectativa dentro de cada uma das 3 divisões da American League e os palpites da equipe do Marca Esportiva para os campeões de divisão, bem como sua posição de classificação para os playoffs. Amanhã, falaremos sobre as 3 divisões da National League.


AMERICAN LEAGUE (Liga Americana)


AL East (Divisão Leste): A contratação de nomes de peso para o ataque como Adrián González e Carl Crawford e para o bullpen como Bobby Jenks e Dan Wheeler colocam o Boston Red Sox, a princípio, como o grande favorito para não apenas vencer sua divisão como para ser o representante da AL na World Series.

Mas para isso, a rotação titular do time de Boston precisa reencontrar o significado da palavra REGULARIDADE. Teoricamente, isso não é problema para Jon Lester (que começará o primeiro jogo do Red Sox na temporada, contra os Rangers no Texas), que vem de três temporadas consecutivas jogando muito bem.
Entretanto, John Lackey e Josh Beckett (que desde 2008, não conseguiu repetir a ótima participação que teve no ano anterior, quando conseguiu 20 vitórias e ajudou o Red Sox a chegar ao título da World Series) terão que justificar porque recebem mais de US$ 17 milhões por ano cada um. E esse será um ano chave tanto para Clay Buchholz (para se firmar na rotação depois de uma boa performance em 2010) quanto para Daisuke Matsuzaka, (foto à esquerda, AP Photo) que teve apenas 1 ano bom (2008) desde que chegou em 2007 e está em seu último ano de contrato.

Mesmo perdendo força na rotação de arremessadores por causa da aposentadoria de Andy Pettitte e pelo fracasso em trazer Cliff Lee para New York, os Yankees não devem ser desprezados na corrida pelo título da divisão. Mas é inegável que eles terão muito trabalho para chegarem lá, uma vez que C.C. Sabathia é o único arremessador confiável na rotação: A.J. Burnett continua uma incógnita, Phil Hughes nunca se firmou na rotação e Freddy Garcia e o recém-contratado Kevin Millwood já são veteranos. Entretanto, com a vinda de Rafael Soriano (que foi um dos melhores closers em 2010, jogando pelo Tampa Bay Rays) e a renovação de contrato do interminável (e eficiente) Mariano Rivera, a tendência é que o bullpen consiga segurar a onda. Desnecessário dizer que o ataque dos Yankees continua forte, com Mark Teixeira e Alex Rodríguez liderando os bastões, mas a médio prazo, há a preocupação quanto à queda de produção ofensiva (e defensiva) de veteranos como Derek Jeter e, principalmente, do catcher Jorge Posada, que provavelmente jogará a maioria dos jogos como rebatedor designado.

O esfacelado Tampa Bay Rays (que perdeu muitos de seus principais jogadores durante a off-season) aposta na dupla Johnny Damon e Manny Ramirez, além dos "pratas-da-casa" Evan Longoria (um dos melhores terceira-bases da MLB) e David Price (que foi candidato ao prêmio Cy Young da AL em 2010), para tentarem surpreender na divisão. O Toronto Blue Jays continua em renovação desde a saída de Roy Halladay e o Baltimore Orioles, que reforçou seu ataque com nomes como Vladimir Guerrero e J.J. Hardy mas continua com um corpo de arremessadores fraco, vai brigar pra não ser o lanterna da divisão por mais um ano.

Palpite da equipe:
André Georges:
Boston Red Sox (#1); New York Yankees fica com o Wild Card
Caio Lissoni: Boston Red Sox (#1); New York Yankees fica com o Wild Card
Estéfano Souza: Boston Red Sox (#1); New York Yankees fica com o Wild Card



AL Central (Divisão Central): Uma das divisões mais interessantes desta temporada. Nos últimos dois anos, o Minnesota Twins representou a divisão nos playoffs da MLB, mas foi eliminado nas duas vezes pelos Yankees e, pior ainda, sem vencer nenhum jogo. Aliás, os Twins não vencem um jogo de playoff desde a ALDS de 2004 (curiosamente, essa série foi contra os Yankees) e perderam 15 dos últimos 17 jogos de playoffs que disputaram desde 2003. Para mudar esse panorama, o time aposta na base do ano passado, mas com muitas incertezas sobre a saúde de Justin Morneau (que sofreu uma concussão na metade da temporada passada e, desde então, não fez uma partida oficial). No ataque, Joe Mauer continuará sendo uma das forças do time (além de ser um dos melhores catchers da MLB) e nomes como Delmon Young e Jason Kubel poderão ajudar. Francisco Liriano poderá ajudar muito a rotação de arremessadores do Twins se estiver saudável e Matt Capps continuará sendo o closer do time enquanto Joe Nathan estiver se recuperando da cirurgia Tommy John que se submeteu no início de 2010. Nathan já está arremessando normalmente, mas ainda é dúvida para começar a temporada.

O Chicago White Sox reforçou seu ataque ao trazer Adam Dunn, que se juntará a nomes fortes como Paul Konerko, Alex Ríos e Carlos Quentin (que precisará se manter saudável em 2011, ao contrário das últimas temporadas), além do shortstop Alexei Ramírez, destaque da liga na posição em 2010. A rotação dos White Sox não é a melhor da MLB, mas tem tudo para ser uma força do time tendo nomes como o consistente Mark Buherle, Jake Peavy, (que está devendo desde que saiu do San Diego Padres na metade da temporada 2009 e foi para Chicago), Gavin Floyd, Josh Danks e o recém-chegado Edwin Jackson, ex-Detroit Tigers e Arizona Diamondbacks. Jesse Crain, ex-Twins, provavelmente será o closer do time, substituindo Bobby Jenks.

A última coisa que o Detroit Tigers quer na sua temporada são distrações. Mas o que acontece quando o melhor jogador de seu time vira uma distração antes mesmo da temporada começar? Foi o que aconteceu com Miguel Cabrera (foto abaixo, Getty Images), que a exemplo do que aconteceu antes do jogo desempate com o Twins pelo título da divisão em 2009, mais uma vez foi preso por dirigir embriagado há um pouco mais de 1 mês, deixando claro seus problemas com alcoolismo.
Os Tigers apoiam Cabrera (um dos rebatedores mais técnicos e potentes da MLB), mas sabem que isso não pode tirá-los de seu objetivo principal: chegarem aos playoffs pela primeira vez desde 2006, quando disputaram a World Series - e perderam - contra o St. Louis Cardinals. E para isso, contam com uma rotação que inclui o excelente Justin Verlander e os jovens Rick Porcello e Max Scherzer, que buscam se firmarem na liga. Para o bullpen, a principal aquisição foi o reliever Joaquin Benoit (ex-Rays) e José Valverde continuará sendo o closer do time. A preocupação é com a falta de renovação no ataque dos Tigers, que envelhece a cada ano e tem apenas no outfielder Austin Jackson uma aposta para o futuro.

Ao contrário de Twins, White Sox e Tigers, que são os favoritos dentro da divisão, Cleveland Indians e Kansas City Royals provavelmente farão papéis secundários. Os Indians apostam (mais uma vez) no retorno de Grady Sizemore para o campo central após se recuperar de (mais uma) contusão grave e no jovem catcher Carlos Santana, que teve razoável destaque no começo da temporada passada. Quanto aos Royals, a saída de Zach Greinke (falaremos mais sobre isso amanhã) apenas mantém o papel do time na temporada 2011: continuar sua infindável renovação, que parece que não terminou desde seu último título de World Series, em 1985.

Palpite da equipe:
André: Detroit Tigers (#3)
Caio: Minnesota Twins (#3)
Estéfano: Chicago White Sox (#3)



AL West (Divisão Oeste): Mesmo sem Cliff Lee, os Texas Rangers continuam sendo o time a ser vencido dentro da divisão. A base do ataque foi mantida (mesmo com a saída de Vladimir Guerrero), com destaque para a regularidade de Ian Kinsler, a velocidade de Elvis Andrus percorrendo as bases e a potência de Nelson Cruz (será que ele repete o ótimo ano de 2010 que teve?), isso sem falar na vinda de Adrián Beltré (foto à esquerda, AP Photo), melhor 3B ofensivo da MLB no ano passado jogando pelo Red Sox. A rotação terá C.J. Wilson como seu melhor arremessador, além de ter Brandon Webb (que vem de cirurgia e, se conseguir se manter saudável, fará estragos em 2011), Colby Lewis, e Tommy Hunter. O melhor bullpen da AL em 2010 foi mantido, com destaque para Neftali Feliz que, em sua temporada como calouro (ano passado), foi um dos melhores closers da liga.

Para o Los Angeles Angels of Anaheim, será uma temporada complicada. Por mais que sua rotação titular tenha nomes importantes como o consistente Jered Weaver, o ótimo Dan Haren, Ervin Santana e Scott Kazmir e o bullpen conta agora com Scott Downs (um dos melhores relievers disponível no mercado), o ataque será uma incógnita durante toda a temporada, uma vez que o poder ofensivo do time diminuiu com as saídas de Juan Rivera e Mike Napoli, trocados com o Toronto Blue Jays para a vinda de Vernon Wells (que tem, talvez, o pior custo-benefício da MLB) para Anaheim. E isso pode complicar a vida dos Angels na divisão, ainda mais nos confrontos diretos contra seus rivais.

O Oakland Athletics possui uma base muito jovem (principalmente a rotação titular) e pensa numa renovação a médio prazo, mas ainda contando com veteranos como o mais novo reforço para o bullpen, Brian Fuentes. A equipe de Oakland surpreendeu no ano passado com uma campanha que ficou abaixo apenas dos campeões da divisão, Texas Rangers. E com a vinda do veterano Hideki Matsui, o ataque tende a melhorar bastante. Para os A's, vencer a divisão não é impossível, ainda mais com o enfraquecimento de seus adversários.

Infelizmente, não dá para esperar muita coisa do Seattle Mariners, exceto mais uma temporada dominante de Félix Hernández (que venceu o Cy Young da AL no ano passado) e mais uma temporada com pelo menos 200 rebatidas de Ichiro Suzuki (são 10 temporadas consecutivas atingindo essa marca, um recorde absoluto da MLB). O ataque não possui nenhum grande nome (terminou entre os piores da liga em 2010) e o corpo de arremessadores se resume basicamente a King Félix e, talvez, Erik Bedard (se este se mantiver saudável em 2011, coisa que não acontece desde seus tempos de Baltimore Orioles, quando teve ótimos momentos).

Palpite da equipe:
André: Los Angeles Angels (#2)
Caio: Texas Rangers (#2)
Estéfano: Texas Rangers (#2)



2 comentários:

  1. Será que termos Red Sox contra Phillies na World Serie ?

    http://netesporte.blogspot.com

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  2. Olha, é bem possível. Se a rotação do Red Sox jogar bem e o time se livrar das contusões (os dois maiores problemas do time em 2010), as chances são grandes do time de Boston representar a AL. Quanto ao Phillies, também é possível, mas não podemos descartar o Giants como principal adversário neste momento.

    Abraço

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